***
Ah, eu adoro morar em um bairro de gente chique, cheio de dondocas que levam seus cãezinhos perfumados pra passear no shopping. A-do-ro!
Tobias e eu descobrimos que na Praça Buenos Aires, além de dezenas de bebedouros pra cães espalhados, existe uma espécie de berçário pros cães.
Trata-se de um cercadinho com tudo o que os cães precisam pra ser felizes: espaço e mais cães.
Ou seja, a gente dá aquela andadela, toma uma água, curte a passarinhada e depois eu solto ele no cercadinho. Aí eu abro um livro e fico esperando ele se cansar e vir deitar nos meus pés. É sinal de que já tá na hora de ir embora.
Assim que a gente chega em casa eu dou uma lavadela nas patas imundas do cão e ele dorme até o dia seguinte.
Ele se acaba toda vez, e o melhor de tudo é que ele tá master sociável com outros cães. Além de já ter aprendido a andar feito gente grande na coleira, sem ficar puxando pra todos os lados. (já contei que ele aprendeu a sentar e a deitar, não?)
Verdade, ganhar um cão foi a melhor coisa que me aconteceu em muito tempo. Além do Belisco, claro.
(mas levar animaizinhos pra passear no shopping ainda me soa mal. imagina o tobias fazendo um cocozão fedido em frente a uma daquelas lojinhas perfumadas de sabonetinhos e afins. a mistura de odores pelo shopping seria destruidora.)
***
Sábado nós fomos na Cobasi e foi praticamente uma ida ao shopping. Compramos uma cama maior e mais bonita pro cão, uma caixa de areia maior, mais bonita e com bordas anti-sujeira pros gatos, brinquedinhos mil pra todos, pazinha pra catar sujeira de gato, sacos enormes de comida, anti-pulgas e tudo o que se tem direito. Mesmo gastando os dois olhos da cara, voltamos todos satisfeitos. Êta família bonita!
***
E eu sou masterpróultra boa em buraco. Definitivamente.
Não dá mais graça apostar com o Belisco. Começo o jogo já pensando no castigo que vou submete-lo.
***
Dois achados num sebo qualquer. Dickens + Dickens em edições caprichadas. Jóia!
***
Sílvia, vou colocar um link aqui que talvez possa te ajudar durante os sábados e domingos de tédio: http://liberallibertariolibertino.blogspot.com/
Gosto do jeito que o cara escreve, mesmo quando sinto o estômago arder com vontade de começar uma discussão. Mas dura tanto quanto na vida real, nada.
Faz tempo que eu cansei de gritar aos quatro cantos o que eu acho ou deixo de achar certo nessa vida.
O que eu acho certo, levo comigo no dia a dia. O que eu acho errado, descarto.
Com as gentes ao meu redor é assim também. Eu observo, avalio, analiso. Nada no mundo passa por mim desapercebido, sempre com o filtro ativado. O que é bom fica, o que é ruim, cai fora.
É aquela velha história de que não adianta a mãe se descabelar dizendo pra filha não dar a periquita pra qualquer um que disser que a ama porque ele só quer isso mesmo - a periquita, gritar com o filho pra ele parar de andar com aqueles moleques terríveis porque eles oferecerão drogas e o levarão a uma vida miserável.... etc, etc, etc.
Tem que deixar se foder, ser fodido, experimentar, tropeçar, cair... e a partir daí fazer suas escolhas.
Bom, pra mim sempre foi assim. Não venha me dizer o que é certo, o que é errado, o que é bom ou ruim. Eu escolho o que é ou não é. ponto.
Enfim, mas esse cara aí em questão é interessante. Porque ele dá uma certa segurança, quer dizer, não é aquele tipo de gente de quinta que lê na Veja uma notícia a respeito de qualquer coisa e sai por aí gritando aos quatro cantos palavras de ordem, com peito de pombo e jeito de quem sabe de tudo. Além disso não me parece o tipo de pessoa que quer que as demais pessoas concordem com ele. Ou seja, um ser humano de bom senso.
Lê lá.
***
Vou comprar roupinhas de ginástica.
(gente, é incrível como eu me surpreendo comigo.)
***
Toca Raul.
***
E eu fui a nenhum dos shows que planejei. ingressos esgotados ou preços abusivos. esse mundo tá perdido mesmo.
***
Vou explicar um tantinho o layout da sala do meu trampo.
Tem o Marcelo, que é gerente da área (um bunda mole que só me dá desgosto).
Eu, que sou coordenadora da área (não me perguntem como).
A Mara, que é a criatura mais engraçada que eu já conheci, naturalmente bizarra, e nossa secretária (a mesma da história do velho babão e tarado. e que me deu o Tobias.)
Dia desses estávamos os três conversando quando o Marcelo se levanta e vai até a porta. Faz que vai, faz que não vai e acaba ficando parado na porta aberta, que fica a 1 centímetro da mesa da Mara. De repente, não sei por que cargas d´água, a Mara que continua conversando com ele, pára de olhar para o seu rosto. Do nada, ela fixa o olhar no bimbo do homem e fica lá, hipnotizada. Sim, do pinto, do pau, do pacote de trakinas. Enfim, ficou lá conversando e olhando, fixamente.
Eu tava meio distraída, mas percebi que tinha alguma coisa errada. Fiquei olhando pra ela, pro bimbo, pro Marcelo que falava e olhava pra mim e olhava pra ela e olhava pro bimbo e ficava vermelho. E a gente ainda continuou assim alguns minutos. Ela olhando, eu olhando, ele parado com medo de se mexer, e eu tentando desviar o olho e ele desesperado e a Mara lá, encarando o bimbo. Quando a situação começou a ficar desesperadora e eu quase gritei: "MEU DEUS MULHER, QUE VOCÊ TÁ OLHANDO???", o Marcelo - tonto que só ele coitado - dá um pulinho bizonho pra trás, coloca a mão na frente do perseguido e sai correndo em direção à sua mesa. Senta como se estivesse com a maior pressa do mundo, fecha a cara e começa a digitar compulsivamente. Digitar nada no nada, aposto.
Gente, eu sinceramente não sei quem é mais bizarro nessa história toda.
Enfim, só sei que foi uma das situações mais engraçadas e inexplicáveis que eu já vivi. A Mara ainda jura de pé junto que nem percebeu, de repente fixou o olhar e ficou, ali, meio que conversando com o bimbo alheio.
Tá, foi engraçado na hora.
***
Monday, September 11, 2006
Wednesday, September 06, 2006
Tá bom, tá bom, vocês venceram.
Silviuschka, tudo o que eu quero é ir pra Curitiba. Quando a temperatura estiver minimamente sobrevivivel.
Frio me dói, blablablavocêstãocarecasdesaber, e eu já tou sofrendo horrores em São Paulo.
Ir pra Curitiba agora, é suicídio. Nem pra casamento, velório ou batizado, daqui eu não saio, daqui ninguém me tira.
Já falei que eu fico cinza nos dias cinzas, não? Pelo menos tá rolando um solzinho pela manhã, que esquenta nada, mas dá impressão de que vale a pena acordar. É o suficiente pra eu ficar colorida o dia inteiro, uma belezinha.
Falando nisso, tou cumprindo a promessa de me exercitar com o Tobias depois que ele tomasse todas as vacinas.
Tudo bem que foram só 3 dias, mas eu fico orgulhosa de lembrar que domingo eu acordei 8 da matina e andei quase o Minhocão inteiro ao lado do cão. Ontem cheguei da faculdade mais cedo que de costume e levei o cão pra passear pelas quadradezas. Fomos à pracinha, até o Minhocão e andamos um tantão da Higienópolis. Uma hora de caminhada. Bom, não?
E ele faz o maiooor sucesso. Tadinho, mal sabe ele que depois que crescer alguns centímetros as pessoas não terão assim tanto amor pra dar. Acontece.
***
Hoje tem prova de contabilidade. Céus, como eu odeio isso.
Ontem tive prova de matemática e, apesar de não ter ido a 60% das aulas, consegui recuperar o tempo perdido estudando no domingo.
Foi bico, doce, brincadeira de criança. Ah, como é bom ser fodona.
***
Visitamos o futuro apê no sábado e eu acho que vou ser feliz morando lá.
É, acho, e isso é uma droga, não é?
Não gostei da rua e eu sei o quanto os meus pais vão me encher por isso.
Tenho frescura nenhuma pra essas coisas. Adorei ter morado na rua das putas, na rua das bichas, e, pasmem, posso dizer que até morando numa rua cheia de advogados mackenzistas (aaaaaaaaaaargh!) eu sou feliz, mas a tal da ruazinha do novo apê é... ahm... extremamente sem graça.
Não tem montes de lixo na rua, mas também não tem um verdinho, uma árvorezinha, um cuidado que seja. Dá um certo desgosto, admito.
Mas é bom por ser perto do apê atual, perto dos lugares que eu gosto de ir, de lugares pra passear com o Tobias e a 1 quadra do metrô. É, tem lá suas vantagens.
Enfim, é pra lá mesmo que nós vamos, e depois que a correria da mudança passar vou ver se me animo a criar a associação da rua blabla (não decorei o nome ainda) e a gente dá uma revitalizada no nosso canto. É uma boa idéia não é?
Sim, princialmente considerando que o prédio onde vamos morar é cheio de artistas e gente moderna (verdade). Nada mais in que isso. ponto.
***
Fora isso...
tenho tempo nenhum
tenho tempo pra nada
só corro e corro e corro
trabalho correndo
almoço correndo
estudo correndo
passeio com o tobias correndo
durmo correndo
e entro aqui correndo
nem tempo pra me chatear ou cansar eu tenho
porque só corro corro corro
portaaaaaanto (alongando as palavras pra permanecer parada algum tempo)...
me perdoem, mas eu só dou as caras no feriado.
e olhe lá.
bj silviuschka
bj andruschko
***
Silviuschka, tudo o que eu quero é ir pra Curitiba. Quando a temperatura estiver minimamente sobrevivivel.
Frio me dói, blablablavocêstãocarecasdesaber, e eu já tou sofrendo horrores em São Paulo.
Ir pra Curitiba agora, é suicídio. Nem pra casamento, velório ou batizado, daqui eu não saio, daqui ninguém me tira.
Já falei que eu fico cinza nos dias cinzas, não? Pelo menos tá rolando um solzinho pela manhã, que esquenta nada, mas dá impressão de que vale a pena acordar. É o suficiente pra eu ficar colorida o dia inteiro, uma belezinha.
Falando nisso, tou cumprindo a promessa de me exercitar com o Tobias depois que ele tomasse todas as vacinas.
Tudo bem que foram só 3 dias, mas eu fico orgulhosa de lembrar que domingo eu acordei 8 da matina e andei quase o Minhocão inteiro ao lado do cão. Ontem cheguei da faculdade mais cedo que de costume e levei o cão pra passear pelas quadradezas. Fomos à pracinha, até o Minhocão e andamos um tantão da Higienópolis. Uma hora de caminhada. Bom, não?
E ele faz o maiooor sucesso. Tadinho, mal sabe ele que depois que crescer alguns centímetros as pessoas não terão assim tanto amor pra dar. Acontece.
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Hoje tem prova de contabilidade. Céus, como eu odeio isso.
Ontem tive prova de matemática e, apesar de não ter ido a 60% das aulas, consegui recuperar o tempo perdido estudando no domingo.
Foi bico, doce, brincadeira de criança. Ah, como é bom ser fodona.
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Visitamos o futuro apê no sábado e eu acho que vou ser feliz morando lá.
É, acho, e isso é uma droga, não é?
Não gostei da rua e eu sei o quanto os meus pais vão me encher por isso.
Tenho frescura nenhuma pra essas coisas. Adorei ter morado na rua das putas, na rua das bichas, e, pasmem, posso dizer que até morando numa rua cheia de advogados mackenzistas (aaaaaaaaaaargh!) eu sou feliz, mas a tal da ruazinha do novo apê é... ahm... extremamente sem graça.
Não tem montes de lixo na rua, mas também não tem um verdinho, uma árvorezinha, um cuidado que seja. Dá um certo desgosto, admito.
Mas é bom por ser perto do apê atual, perto dos lugares que eu gosto de ir, de lugares pra passear com o Tobias e a 1 quadra do metrô. É, tem lá suas vantagens.
Enfim, é pra lá mesmo que nós vamos, e depois que a correria da mudança passar vou ver se me animo a criar a associação da rua blabla (não decorei o nome ainda) e a gente dá uma revitalizada no nosso canto. É uma boa idéia não é?
Sim, princialmente considerando que o prédio onde vamos morar é cheio de artistas e gente moderna (verdade). Nada mais in que isso. ponto.
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Fora isso...
tenho tempo nenhum
tenho tempo pra nada
só corro e corro e corro
trabalho correndo
almoço correndo
estudo correndo
passeio com o tobias correndo
durmo correndo
e entro aqui correndo
nem tempo pra me chatear ou cansar eu tenho
porque só corro corro corro
portaaaaaanto (alongando as palavras pra permanecer parada algum tempo)...
me perdoem, mas eu só dou as caras no feriado.
e olhe lá.
bj silviuschka
bj andruschko
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Friday, August 25, 2006
***
adoro pessoas bêbadas mandadoras de e-mails sensatos.
e eu não consigo responder, não como gostaria, daí não respondo de jeito nenhum.
porque eu só trabalho, trabalho, trabalho.
e continuo com a maldita contabilidade me infernizando.
ueps, peps, mmp. gostaria que tudo isso fosse à merda.
ps: andré, o seu eu não recebi.
***
tobias - o cão, aprendeu a sentar e a deitar. lindo lindo.
ontem a noite fiquei me divertindo, entuchando ele de biscoitinhos pra ve-lo sentar e deitar.
chegou uma hora que o coitado já tava torto de tanto biscoitinho e aí não tinha santo que o fizesse obedecer. quer dizer, deitado ele ficou, mas não levantava nem a pau.
e faltam poucos dias pra terceira vacina, o que significa que eu vou poder passear com tobias - o cão pelas quadradezas da santa cecília, toda orgulhosa.
tou ansiosíssima. êta cachorro lindão!
***
comprar casa dá trabalho e levando em conta que pra comprar uma coisa realmente boa eu vou ter que me endividar por pelo menos um quinto de século, vai ter que ser tudo muito bem pensado e analisado e avaliado e compartilhado.
aí eu continuo, louca da vida, dividindo os miseráveis metros quadrados do miniapê atual com os animais (beliscoamordaminhavida incluído). ó céus.
se eu pelo menos pudesse tirar e colocar a bateria deles quando quisesse, ah, aí sim seria uma belezura.
***
always look on the bright side of life.
monty phyton ruleia, tá ligado?
***
que diabo de tempo que não se decide.
agora dei pra sair de casa com a mochila cheia de roupa, porque nunca dá pra saber qual a temperatura nas próximas horas.
sempre foi mais ou menos assim, mas não desse jeito. ou foi?
***
confissão:
tenho alergia a lubrificante de camisinha.
agora só tem bimbada com camisinha não lubrificada.
engraçado isso, porque eu achei que alergia era de nascença de gente desde sempre. mas não, porque essa se desenvolveu agora, do nada. que coisa não?
***
mas porque diabos eu tou falando disso aqui?
tou agitada-ada-ada.
***
saudades das gentes. forte.
***
e tem show do tortoise chegando. torrrrrtooooooooooise, tá ligado?
e cardigans.
e gang of four.
e new order.
oh yeah móderfóquer!
as gentes bem que podiam começar a variar a época de bons show por aqui, não? se estes, por exemplo, tivessem sido democraticamente distribuídos durante o ano dava até pra planejar ir a todos. mas não, eles querem que tudo isso aconteça em dois meses e ainda têm a pachorra de cobrar os dois olhos da cara pelo ingresso (com exceção do torrrtooooooooise, que com carteirinha vai sair baratim).
e eu nem quero ficar abrindo agenda de shows nenhuma pra lembrar do resto. o que os olhos não vêem o bolso não sente.
***
adoro pessoas bêbadas mandadoras de e-mails sensatos.
e eu não consigo responder, não como gostaria, daí não respondo de jeito nenhum.
porque eu só trabalho, trabalho, trabalho.
e continuo com a maldita contabilidade me infernizando.
ueps, peps, mmp. gostaria que tudo isso fosse à merda.
ps: andré, o seu eu não recebi.
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tobias - o cão, aprendeu a sentar e a deitar. lindo lindo.
ontem a noite fiquei me divertindo, entuchando ele de biscoitinhos pra ve-lo sentar e deitar.
chegou uma hora que o coitado já tava torto de tanto biscoitinho e aí não tinha santo que o fizesse obedecer. quer dizer, deitado ele ficou, mas não levantava nem a pau.
e faltam poucos dias pra terceira vacina, o que significa que eu vou poder passear com tobias - o cão pelas quadradezas da santa cecília, toda orgulhosa.
tou ansiosíssima. êta cachorro lindão!
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comprar casa dá trabalho e levando em conta que pra comprar uma coisa realmente boa eu vou ter que me endividar por pelo menos um quinto de século, vai ter que ser tudo muito bem pensado e analisado e avaliado e compartilhado.
aí eu continuo, louca da vida, dividindo os miseráveis metros quadrados do miniapê atual com os animais (beliscoamordaminhavida incluído). ó céus.
se eu pelo menos pudesse tirar e colocar a bateria deles quando quisesse, ah, aí sim seria uma belezura.
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always look on the bright side of life.
monty phyton ruleia, tá ligado?
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que diabo de tempo que não se decide.
agora dei pra sair de casa com a mochila cheia de roupa, porque nunca dá pra saber qual a temperatura nas próximas horas.
sempre foi mais ou menos assim, mas não desse jeito. ou foi?
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confissão:
tenho alergia a lubrificante de camisinha.
agora só tem bimbada com camisinha não lubrificada.
engraçado isso, porque eu achei que alergia era de nascença de gente desde sempre. mas não, porque essa se desenvolveu agora, do nada. que coisa não?
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mas porque diabos eu tou falando disso aqui?
tou agitada-ada-ada.
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saudades das gentes. forte.
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e tem show do tortoise chegando. torrrrrtooooooooooise, tá ligado?
e cardigans.
e gang of four.
e new order.
oh yeah móderfóquer!
as gentes bem que podiam começar a variar a época de bons show por aqui, não? se estes, por exemplo, tivessem sido democraticamente distribuídos durante o ano dava até pra planejar ir a todos. mas não, eles querem que tudo isso aconteça em dois meses e ainda têm a pachorra de cobrar os dois olhos da cara pelo ingresso (com exceção do torrrtooooooooise, que com carteirinha vai sair baratim).
e eu nem quero ficar abrindo agenda de shows nenhuma pra lembrar do resto. o que os olhos não vêem o bolso não sente.
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Tuesday, August 22, 2006
***
A gente faz coisas horríveis quando está no auge da tpm, não faz?
Parece até que eu tou tomada pelo coisa ruim.
Faço uns escândalos bizarros, dou importância pra coisas que passariam desapercebidas num dia qualquer, fico procurando motivo pra brigar ou pra me fazer de vítima. um lance feio mesmo.
E de repente caio na real (a sorte é que os surtos não duram muito tempo) e fico me perguntando - por que diabos eu fiz isso?
E eu não sou do tipo que se aproveita da tpm pra fazer barbaridades e me justificar. não gosto disso não. me sinto fazendo papel de idiota, de ignorante. tratando gentes que não merecem de uma forma horrível.
me sinto meio minha mãe. e definitivamente isso é algo que eu não posso admitir.
***
Mas...
E se um dia der a louca nos meus hormônios e eu viver numa espécie de tpm constante?
Será que isso acontece? Com que frequência? E como se descobre?
E se eu estou com os hormônios enlouquecidos há algum tempo e não sei disso?
E se eu podia me sentir plenamente feliz e realizada com a minha vida e não me sinto assim simplesmente porque tenho problemas hormonais???
E se eu cometer um homicídio, os hormônios em excesso podem ser usados na minha defesa? (sei que sim, na teoria. mas e na prática?)
E se eu me matar e durante a autópsia descobrirem que tudo podia ter sido evitado se eu tivesse feito reposição hormonal mensalmente?
E se? E se? E se?
Nossa, isso é realmente assustador.
Porque veja bem, a depressão pós-parto já é conhecidíssima e tudo mais. E com exceção do Tom Cruise, ela é reconhecida e tratada seriamente por conta dos riscos que ela representa tanto para a mãe quanto para o bebê.
Mas e quando não era conhecida assim? As mães rejeitavam seus filhos, não conseguiam trata-lo da forma correta, tinha impulsos suicidas e homicidas e - pum! - eram simplesmente apedreajdas? Sim, porque se não se sabe que o buraco é mais embaixo, trata-se como sem-vergonhice, ou qualquer coisa parecida, né não?
Mas e eu? E eu?
E se eu sou/tou assim por conta dos hormônios?
Porque diabos eu odeio tanto as gentes ao meu redor?
Será que todas elas são criaturas adoráveis e eu não consigo enxergar a verdade?
Será? Será?
***
E mais essa:
parei de descrever meu desespero aí em cima e fui almoçar. no que eu chego junto das gentes pra fumar aquela cigarreta esperta antes de encher o buxo, me chega a notícia de que durante o final de semana um homem que morava aqui em alphaville matou os 3 filhos e se matou em seguida. o motivo: depressão.
de novo, os malditos hormônios. né não? quer dizer, o tiozinho podia até tá lascado da vida dele, segundo consta ele tinha acabado de se separar e estava com problemas financeiros, mas não dá pra justificar um infanticídio triplo seguido de suicídio só com isso. a participação dos hormônios, tenho certeza, foi fundamental.
sempre eles, sempre eles. jäzzus, alguém tem que fazer alguma coisa!!!
***
***
***
O que fode mesmo é saber que o Belisco vai trabalhar durante a noite nas próximas duas semanas.
Ele sai pra trabalhar e eu tou voltando da faculdade, ele volta pra casa do trampo e eu já saí pra ir trampar.
Não há chance de nos encontrarmos, só no final de semana.
Pôxa vida, foi-se o tempo em que eu me contentava em namorar nos finais de semana, levar o namorado pra casa dos meus pais, assistir uns filmes, dar tchau e dormir tranquilamente.
Difícil né?!
Dormir junto é o lance mais necessário do mundo.
E eu nem tou falando em trepar e essa coisa toda, que é bom pra cacete, mas que não é o lance crucial nesse período do mês. Tou falando naquela conversa boa que se tem antes de dormir, abraçados, das risadas que a gente dá um com o outro, em como é bom pegar no sono deitada no peito dele, sentindo o coração bater e o cheiro bom que ele tem no pescoço. irresistível.
Sério, muito necessário.
Aí ficar de tpm, sem belisco, dormindo sozinha. Não há ser humano que sobreviva.
Saco.
***
***
***
Reviravolta no caso - Procura-se Casa Pra Alugar.
Reviravolta das grandes.
Vamos comprar! Uhú, uhú!
Com a generosidade do BeliscoPai e as minhas idéias mirabolantes, é uma questão de tempo para que Tobias, Belisco, Felinos e Eu dominemos o mercado imobiliário de São Paulo.
Mmmhuuuaaa! (risada maléfica)
Quem viver verá.
***
A gente faz coisas horríveis quando está no auge da tpm, não faz?
Parece até que eu tou tomada pelo coisa ruim.
Faço uns escândalos bizarros, dou importância pra coisas que passariam desapercebidas num dia qualquer, fico procurando motivo pra brigar ou pra me fazer de vítima. um lance feio mesmo.
E de repente caio na real (a sorte é que os surtos não duram muito tempo) e fico me perguntando - por que diabos eu fiz isso?
E eu não sou do tipo que se aproveita da tpm pra fazer barbaridades e me justificar. não gosto disso não. me sinto fazendo papel de idiota, de ignorante. tratando gentes que não merecem de uma forma horrível.
me sinto meio minha mãe. e definitivamente isso é algo que eu não posso admitir.
***
Mas...
E se um dia der a louca nos meus hormônios e eu viver numa espécie de tpm constante?
Será que isso acontece? Com que frequência? E como se descobre?
E se eu estou com os hormônios enlouquecidos há algum tempo e não sei disso?
E se eu podia me sentir plenamente feliz e realizada com a minha vida e não me sinto assim simplesmente porque tenho problemas hormonais???
E se eu cometer um homicídio, os hormônios em excesso podem ser usados na minha defesa? (sei que sim, na teoria. mas e na prática?)
E se eu me matar e durante a autópsia descobrirem que tudo podia ter sido evitado se eu tivesse feito reposição hormonal mensalmente?
E se? E se? E se?
Nossa, isso é realmente assustador.
Porque veja bem, a depressão pós-parto já é conhecidíssima e tudo mais. E com exceção do Tom Cruise, ela é reconhecida e tratada seriamente por conta dos riscos que ela representa tanto para a mãe quanto para o bebê.
Mas e quando não era conhecida assim? As mães rejeitavam seus filhos, não conseguiam trata-lo da forma correta, tinha impulsos suicidas e homicidas e - pum! - eram simplesmente apedreajdas? Sim, porque se não se sabe que o buraco é mais embaixo, trata-se como sem-vergonhice, ou qualquer coisa parecida, né não?
Mas e eu? E eu?
E se eu sou/tou assim por conta dos hormônios?
Porque diabos eu odeio tanto as gentes ao meu redor?
Será que todas elas são criaturas adoráveis e eu não consigo enxergar a verdade?
Será? Será?
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E mais essa:
parei de descrever meu desespero aí em cima e fui almoçar. no que eu chego junto das gentes pra fumar aquela cigarreta esperta antes de encher o buxo, me chega a notícia de que durante o final de semana um homem que morava aqui em alphaville matou os 3 filhos e se matou em seguida. o motivo: depressão.
de novo, os malditos hormônios. né não? quer dizer, o tiozinho podia até tá lascado da vida dele, segundo consta ele tinha acabado de se separar e estava com problemas financeiros, mas não dá pra justificar um infanticídio triplo seguido de suicídio só com isso. a participação dos hormônios, tenho certeza, foi fundamental.
sempre eles, sempre eles. jäzzus, alguém tem que fazer alguma coisa!!!
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O que fode mesmo é saber que o Belisco vai trabalhar durante a noite nas próximas duas semanas.
Ele sai pra trabalhar e eu tou voltando da faculdade, ele volta pra casa do trampo e eu já saí pra ir trampar.
Não há chance de nos encontrarmos, só no final de semana.
Pôxa vida, foi-se o tempo em que eu me contentava em namorar nos finais de semana, levar o namorado pra casa dos meus pais, assistir uns filmes, dar tchau e dormir tranquilamente.
Difícil né?!
Dormir junto é o lance mais necessário do mundo.
E eu nem tou falando em trepar e essa coisa toda, que é bom pra cacete, mas que não é o lance crucial nesse período do mês. Tou falando naquela conversa boa que se tem antes de dormir, abraçados, das risadas que a gente dá um com o outro, em como é bom pegar no sono deitada no peito dele, sentindo o coração bater e o cheiro bom que ele tem no pescoço. irresistível.
Sério, muito necessário.
Aí ficar de tpm, sem belisco, dormindo sozinha. Não há ser humano que sobreviva.
Saco.
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Reviravolta no caso - Procura-se Casa Pra Alugar.
Reviravolta das grandes.
Vamos comprar! Uhú, uhú!
Com a generosidade do BeliscoPai e as minhas idéias mirabolantes, é uma questão de tempo para que Tobias, Belisco, Felinos e Eu dominemos o mercado imobiliário de São Paulo.
Mmmhuuuaaa! (risada maléfica)
Quem viver verá.
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Monday, August 21, 2006
***
e a gente passa das trevas à euforia num piscar de olhos.
digo e repito, se eu fosse in, chamava de bipolaridade.
mas é só o mundo, minha gente. é o mundo dando das suas voltas!
***
sempre fui master ansiosa. sempre, sempre.
não consigo dormir com um problema sem resolve-lo. nos casos mais grotescos, tenho que ter pelo menos uma saída em mente.
mas quando dependo dos outros, e do maldito bom senso que as pessoas custam a ter, me lasco de nervoso.
me corrôo por dentro, dia e noite, uma tristeza. gastrite e bruxismo - preciso falar mais nada.
e é isso, vira e mexe situações desse tipo voltam a acontecer, né não?
na vida profissional e na pessoal, é tudo uma grande repetição.
o lance que tá rolando aqui no trampo lembra muito o que eu passei quando saí da casas dos meus pais pra ir morar com uns amigos.
resolvi que tava na hora de dar no pé e em menos de um mês já tinha alugado um apê, convencido uns amigos que não tinham graaandes motivos pra sair de casa a dividir as despesas comigo, ajeitado minhas coisas num táxi e saído, sem dizer uma palavra à minha família.
é o tipo de coisa que eu gosto mesmo de fazer. tá me incomodando? dou um jeito e ponto final, sem churumelas.
e dei. tive um trabalho lascado, contei comigo e comigo mesma durante todo o tempo, mas dei conta do recado.
vida boa vai, vida boa vem, arrumamos novos moradores pra casa.
um lance meio imposto, meio com cara de esmola, acabamos sustentando um casal de "amigos" durante quase 6 meses.
é lógico que eu que queria paz e independência, não consegui conviver muito tempo com aquilo.
arranjei umas boas brigas, passei por uns belos nervosos, mas em pouco tempo saí de lá pra morar com meu namorado na época.
o grande problema é que uma das figuras parasitas era tão boa atriz que fez com que o mundo me olhasse torto por ter tomado aquela atitude. uma gentinha mal-caráter de dar gosto, que até hoje me causa náuseas.
mas é aquela coisa, acabar com a sensação de injustiça não dependia mais de mim. infelizmente eu teria que esperar que o mundo caísse na real pra poder finalmente respirar aliviada e ter meus amigos de volta.
(e eu podia até ter estribuchado, insistido pras pessoas confiarem em mim, armado encontros secretos pra explicar tim tim por tim tim o que tava rolando, mas... definitivamente eu não sou assim. puta canseira, puta desgaste, que de repente ia dar mais pano pra manga.)
saí de lá e do convívio das pessoas, mas era dureza ficar sabendo que por mais que eu não estivesse no meio, novas histórias horrendas a meu respeito iam surgindo e mais e mais pessoas iam sendo contaminadas. um lance podre mesmo.
deve fazer uns 4 ou 5 anos que tudo isso rolou. acabei esquecendo de tudo e retomando contato com algumas pessoas. pro rolê eu nunca mais voltei, essa vida na cena hardcore, ou em qualquer grupo desse tipo, é desgastante demais. e eu tou só afim de sombra e água fresca.
mesmo tendo passado por cima de tudo (será?), no fundo no fundo eu tinha uns lances engasgados, saca?
uma sensaçãozinha de desânimo, porque pra mim a tal da sirigaita-interesseira-parasita continuava por aí, livre leve e solta. e francamente, eu queria mesmo era ve-la queimando no mármore do inferno.
até que uns dias atrás acabei indo tatuar com um amigo e, papo vai papo vem, acabamos falando na tal da Porca.
passamos umas boas 3 horas - eu, meu amigo e o tatuador - descascando o abacaxi na criatura.
descobri que a máscara finalmente caiu e agora, olha a bizarrice, ela foi pedir arrêgo pra gente da pior espécie: tá dando rolê com skin.
pois é. de vegan straight edge pride, pra amiga dos carecas. um lance lastimável.
me diverti horrores com as histórias cabeludas a respeito dela e senti uma puta sensação boa ao saber que enfim o mundo sabe com quem está lidando.
rancorzinho né?! pois é.
***
e como eu tinha dito, o lance aqui no trampo é mais ou menos esse.
tenho passado poucas e boas por conta de gentes completamente sem caráter, que por conta de um sobrenome de peso acham que podem fazer a balbúrdia que quiserem.
conselhos pra que eu trouxesse essas gentes pro meu lado, eu cansei de ouvir, mas em nenhum momento cogitei realmente essa possibilidade.
trazer gente assim pro meu lado é o mesmo que me tornar um deles. não quero ser o ser humano mais coerente desse mundo, aliás coerência de c* é r***, mas eu tenho o mínimo de ética pessoal pra não deixar me seduzir pelo cheiro de poder.
de jeito nenhum ia começar a fingir que não via o que estava acontecendo - as pessoas em quem eu confio sendo humilhadas, maltratadas, pisoteadas. nem a pau.
como o lance todo foge da minha alçada, uma vez que envolve flhos de diretores e o ego de famílias inteiras, fiz o que podia ser feito. contra tudo e contra todos eu tenho defendido as pessoas em quem eu confio e me posicionado veementemente contra as decisões equivocadas de quem quer que seja.
mas é de novo o tipo de problema que não depende de mim pra ser resolvido. tudo o que eu posso fazer é esperar que a máscara caia.
hoje eu tive a maravilhosa notícia de que o objeto-do-meu-desgosto-profissional vai ser enviado pra outra área. a gestão não é mais minha e portanto, mais uma vez, é só uma questão de tempo.
não gosto muito de fazer previsões porque a gente nunca sabe, mas de uma coisa eu tenho certeza: mais cedo ou mais tarde (e pelo jeito vai ser cedo), a máscara de alguém por aqui vai cair. desabar. e o tombo vai ser feio de dar dó.
***
por hora permaneço no camarote.
***
ai minha úlcera.
;)
***
***
***
mudando de assunto.
***
amanhã viajo pra itanhaém. tá começando a esfriar, mas viajar com o Belisco é sempre bom.
fim de semana de praia nublada. hmm, dilícia!
***
update:
voltei de intanhaém.
sábado de chuva + baralho + churrasco + dormeacordadormeacorda e domingo de sol + praia + sol.
uma belezinha.
***
e a gente passa das trevas à euforia num piscar de olhos.
digo e repito, se eu fosse in, chamava de bipolaridade.
mas é só o mundo, minha gente. é o mundo dando das suas voltas!
***
sempre fui master ansiosa. sempre, sempre.
não consigo dormir com um problema sem resolve-lo. nos casos mais grotescos, tenho que ter pelo menos uma saída em mente.
mas quando dependo dos outros, e do maldito bom senso que as pessoas custam a ter, me lasco de nervoso.
me corrôo por dentro, dia e noite, uma tristeza. gastrite e bruxismo - preciso falar mais nada.
e é isso, vira e mexe situações desse tipo voltam a acontecer, né não?
na vida profissional e na pessoal, é tudo uma grande repetição.
o lance que tá rolando aqui no trampo lembra muito o que eu passei quando saí da casas dos meus pais pra ir morar com uns amigos.
resolvi que tava na hora de dar no pé e em menos de um mês já tinha alugado um apê, convencido uns amigos que não tinham graaandes motivos pra sair de casa a dividir as despesas comigo, ajeitado minhas coisas num táxi e saído, sem dizer uma palavra à minha família.
é o tipo de coisa que eu gosto mesmo de fazer. tá me incomodando? dou um jeito e ponto final, sem churumelas.
e dei. tive um trabalho lascado, contei comigo e comigo mesma durante todo o tempo, mas dei conta do recado.
vida boa vai, vida boa vem, arrumamos novos moradores pra casa.
um lance meio imposto, meio com cara de esmola, acabamos sustentando um casal de "amigos" durante quase 6 meses.
é lógico que eu que queria paz e independência, não consegui conviver muito tempo com aquilo.
arranjei umas boas brigas, passei por uns belos nervosos, mas em pouco tempo saí de lá pra morar com meu namorado na época.
o grande problema é que uma das figuras parasitas era tão boa atriz que fez com que o mundo me olhasse torto por ter tomado aquela atitude. uma gentinha mal-caráter de dar gosto, que até hoje me causa náuseas.
mas é aquela coisa, acabar com a sensação de injustiça não dependia mais de mim. infelizmente eu teria que esperar que o mundo caísse na real pra poder finalmente respirar aliviada e ter meus amigos de volta.
(e eu podia até ter estribuchado, insistido pras pessoas confiarem em mim, armado encontros secretos pra explicar tim tim por tim tim o que tava rolando, mas... definitivamente eu não sou assim. puta canseira, puta desgaste, que de repente ia dar mais pano pra manga.)
saí de lá e do convívio das pessoas, mas era dureza ficar sabendo que por mais que eu não estivesse no meio, novas histórias horrendas a meu respeito iam surgindo e mais e mais pessoas iam sendo contaminadas. um lance podre mesmo.
deve fazer uns 4 ou 5 anos que tudo isso rolou. acabei esquecendo de tudo e retomando contato com algumas pessoas. pro rolê eu nunca mais voltei, essa vida na cena hardcore, ou em qualquer grupo desse tipo, é desgastante demais. e eu tou só afim de sombra e água fresca.
mesmo tendo passado por cima de tudo (será?), no fundo no fundo eu tinha uns lances engasgados, saca?
uma sensaçãozinha de desânimo, porque pra mim a tal da sirigaita-interesseira-parasita continuava por aí, livre leve e solta. e francamente, eu queria mesmo era ve-la queimando no mármore do inferno.
até que uns dias atrás acabei indo tatuar com um amigo e, papo vai papo vem, acabamos falando na tal da Porca.
passamos umas boas 3 horas - eu, meu amigo e o tatuador - descascando o abacaxi na criatura.
descobri que a máscara finalmente caiu e agora, olha a bizarrice, ela foi pedir arrêgo pra gente da pior espécie: tá dando rolê com skin.
pois é. de vegan straight edge pride, pra amiga dos carecas. um lance lastimável.
me diverti horrores com as histórias cabeludas a respeito dela e senti uma puta sensação boa ao saber que enfim o mundo sabe com quem está lidando.
rancorzinho né?! pois é.
***
e como eu tinha dito, o lance aqui no trampo é mais ou menos esse.
tenho passado poucas e boas por conta de gentes completamente sem caráter, que por conta de um sobrenome de peso acham que podem fazer a balbúrdia que quiserem.
conselhos pra que eu trouxesse essas gentes pro meu lado, eu cansei de ouvir, mas em nenhum momento cogitei realmente essa possibilidade.
trazer gente assim pro meu lado é o mesmo que me tornar um deles. não quero ser o ser humano mais coerente desse mundo, aliás coerência de c* é r***, mas eu tenho o mínimo de ética pessoal pra não deixar me seduzir pelo cheiro de poder.
de jeito nenhum ia começar a fingir que não via o que estava acontecendo - as pessoas em quem eu confio sendo humilhadas, maltratadas, pisoteadas. nem a pau.
como o lance todo foge da minha alçada, uma vez que envolve flhos de diretores e o ego de famílias inteiras, fiz o que podia ser feito. contra tudo e contra todos eu tenho defendido as pessoas em quem eu confio e me posicionado veementemente contra as decisões equivocadas de quem quer que seja.
mas é de novo o tipo de problema que não depende de mim pra ser resolvido. tudo o que eu posso fazer é esperar que a máscara caia.
hoje eu tive a maravilhosa notícia de que o objeto-do-meu-desgosto-profissional vai ser enviado pra outra área. a gestão não é mais minha e portanto, mais uma vez, é só uma questão de tempo.
não gosto muito de fazer previsões porque a gente nunca sabe, mas de uma coisa eu tenho certeza: mais cedo ou mais tarde (e pelo jeito vai ser cedo), a máscara de alguém por aqui vai cair. desabar. e o tombo vai ser feio de dar dó.
***
por hora permaneço no camarote.
***
ai minha úlcera.
;)
***
***
***
mudando de assunto.
***
amanhã viajo pra itanhaém. tá começando a esfriar, mas viajar com o Belisco é sempre bom.
fim de semana de praia nublada. hmm, dilícia!
***
update:
voltei de intanhaém.
sábado de chuva + baralho + churrasco + dormeacordadormeacorda e domingo de sol + praia + sol.
uma belezinha.
***
Thursday, August 17, 2006
é uma tristeza mesmo, uma tristeza.
cada dia que passa eu fico mais cansada das gentes ao meu redor. exausta, pra ser sincera.
se você está num emprego X ganhando Y por exemplo, pode ter certeza que o fulano ao lado, quando souber disso, vai fazer questão de falar do cara que ele conhece que trabalha meio X e ganha 5 vezes Y. mas é claro que no dia que você ficar desempregrado, o tal do fulano vai desconversar e você vai perceber que a história não era exatamente essa: o tal do emprego não existe ou o tal do cara que ele conhece nem tá ganhando tão bem assim. tá captando?
agora compreenda o meu desgosto.
tou há alguns meses matutando a minha mudança de casa. ganhei o cachorro, um belisco definitivo e agora não dá pra continuar morando naquela minusculidade de apto.
sozinha eu tava que tava feliz da minha vida, mas agora com um belisco barrigudo, um gato obeso, uma gata que acha que é um cachorro e um monstro em forma de mini cão, tou começando a sentir meu instinto assassino aflorado. enfim, foi aí que comecei a perguntar pra rapêize a respeito de imóveis pra alugar.
*cri-cri-cri* (som de grilo)
nada. ninguém. só umas bocas tortas, umas sombrancelhas erguidas, o olhar de quem tá puxando na memória e... *cri-cri-cri*, nada.
tudo bem, não acho que alguém tenha obrigação de sair por aí anotando telefones de plaquinhas de aluga-se pra mim, mas deixei o meu recado: se souber de alguma coisa, me avisa.
passamos semanas e semanas enfrentando engarrafamentos, corretores mal humorados ou (os piores) que te tratam feito rei pra te enfiar numa furada lucrativa, passeando por todas as ruas da ana rosa, vila mariana, vila madalena, santa cruz, saúde, aclimação, praça da árvore, perdizes..., entrando em casas lindas por fora e destruídas por dentro, dando soquinhos nos armários e descobrindo que todos os cômodos estavam tomados por cupins, casas úmidas, mofadas, infiltradas, sem quintal pro cão, sem garagem, perfeitas - se não fossem os malditos banheiros sem janela, perfeitas - se não fosse a maldita vizinhança, perfeitas - se não tivesse um ponto de ônibus na porta. todo tipo de roubada.
pensamos em financiar também. mas ninguém faz idéia da burocracia que um financiamento exige e da grana que você tem que dar na lata pra que o negócio valha a pena. tempo e dinheiro - são definitivamente coisas das quais não disposmos em abundância.
quando a gente tava quase desistindo e considerando a possibilidade de cortar as patas e cordas vocais do cão pra que pudéssemos viver tranquilamente num apto de gente normal que não tem um zoológico em casa, encontramos A casa.
o aluguel não é a coisa mais barata desse mundo, mais ou menos dentro do que a gente vinha pesquisando mesmo, mas acreditem em mim, é A casa.
e pra quem vai pagar aluguel, o essencial é encontrar algo que você pague com gosto. porque se vai gastar tem que ser sem peso na consciência, né não?
eu, tosca-linguaruda-master-animada, comentei com algumas pessoas.
comentário vai comentário vem, eu começo a ouvir o discurso cheio de razão de sempre:
- ah, mas eu conheço um fulano que paga metade do que você vai pagar e mora numa casa blablabla.
- é? onde? me dá o telefone da corretora?
...
- ah, mas eu já vi uma casa pra alugar muito mais blablabla.
- é? onde? me dá o telefone da corretora?
...
sempre a mesma ladainha.
de financiamento e consórcio de imóveis então. é todo mundo especialista e sabichão nesse tipo de negócio. todas as dicas, sugestões, conselhos... tá tudinho na ponta da língua.
(vontade de socar um rostinho)
mas é claro que na hora H, fulano sabe mesmo é de porcaria nenhuma. acha que enfiar o dedo vocêsabeaonde e cheirar o torna expert em qualquer assunto.
(aaaaaaah!)
(sim, isso é um desabafo)
inspira, expira, inspira, expira...
***
então gente, é isso.
o recado é basicamente: vocês que são meus amigos de fé e irmãos camaradas ajudem a difundir entre as gentes que nos conhecem que não há nada mais irritante do que alguém perguntando quanto você paga de aluguel pra avaliar se o dinheiro está sendo devidamente bem administrado. assim fica avisado que, se um dia alguém vier com essa maldita pergunta, não respondo por mim.
***
em tempo:
o dinheiro é meu não é?
se eu quiser doar tudinho pra igreja universal do reino do cão, eu dôo, não dôo?
se eu quiser queimar tudinho em praça publica, eu vou lá e queimo, não queimo? (desde que a polícia não saiba, porque queimar dinheiro - verdade - é crime).
se eu quiser gastar tudinho em putaria, eu gasto, não gasto?
então:
cuida da sua própria buzanfa, ok?
***
gente, vocês não imaginam.
***
ps: e eu nem sei mesmo se vou ficar com A casa. estamos negociando, sem parar de procurar outras opções. por isso ainda não a descrevi por aqui.
:)
cada dia que passa eu fico mais cansada das gentes ao meu redor. exausta, pra ser sincera.
se você está num emprego X ganhando Y por exemplo, pode ter certeza que o fulano ao lado, quando souber disso, vai fazer questão de falar do cara que ele conhece que trabalha meio X e ganha 5 vezes Y. mas é claro que no dia que você ficar desempregrado, o tal do fulano vai desconversar e você vai perceber que a história não era exatamente essa: o tal do emprego não existe ou o tal do cara que ele conhece nem tá ganhando tão bem assim. tá captando?
agora compreenda o meu desgosto.
tou há alguns meses matutando a minha mudança de casa. ganhei o cachorro, um belisco definitivo e agora não dá pra continuar morando naquela minusculidade de apto.
sozinha eu tava que tava feliz da minha vida, mas agora com um belisco barrigudo, um gato obeso, uma gata que acha que é um cachorro e um monstro em forma de mini cão, tou começando a sentir meu instinto assassino aflorado. enfim, foi aí que comecei a perguntar pra rapêize a respeito de imóveis pra alugar.
*cri-cri-cri* (som de grilo)
nada. ninguém. só umas bocas tortas, umas sombrancelhas erguidas, o olhar de quem tá puxando na memória e... *cri-cri-cri*, nada.
tudo bem, não acho que alguém tenha obrigação de sair por aí anotando telefones de plaquinhas de aluga-se pra mim, mas deixei o meu recado: se souber de alguma coisa, me avisa.
passamos semanas e semanas enfrentando engarrafamentos, corretores mal humorados ou (os piores) que te tratam feito rei pra te enfiar numa furada lucrativa, passeando por todas as ruas da ana rosa, vila mariana, vila madalena, santa cruz, saúde, aclimação, praça da árvore, perdizes..., entrando em casas lindas por fora e destruídas por dentro, dando soquinhos nos armários e descobrindo que todos os cômodos estavam tomados por cupins, casas úmidas, mofadas, infiltradas, sem quintal pro cão, sem garagem, perfeitas - se não fossem os malditos banheiros sem janela, perfeitas - se não fosse a maldita vizinhança, perfeitas - se não tivesse um ponto de ônibus na porta. todo tipo de roubada.
pensamos em financiar também. mas ninguém faz idéia da burocracia que um financiamento exige e da grana que você tem que dar na lata pra que o negócio valha a pena. tempo e dinheiro - são definitivamente coisas das quais não disposmos em abundância.
quando a gente tava quase desistindo e considerando a possibilidade de cortar as patas e cordas vocais do cão pra que pudéssemos viver tranquilamente num apto de gente normal que não tem um zoológico em casa, encontramos A casa.
o aluguel não é a coisa mais barata desse mundo, mais ou menos dentro do que a gente vinha pesquisando mesmo, mas acreditem em mim, é A casa.
e pra quem vai pagar aluguel, o essencial é encontrar algo que você pague com gosto. porque se vai gastar tem que ser sem peso na consciência, né não?
eu, tosca-linguaruda-master-animada, comentei com algumas pessoas.
comentário vai comentário vem, eu começo a ouvir o discurso cheio de razão de sempre:
- ah, mas eu conheço um fulano que paga metade do que você vai pagar e mora numa casa blablabla.
- é? onde? me dá o telefone da corretora?
...
- ah, mas eu já vi uma casa pra alugar muito mais blablabla.
- é? onde? me dá o telefone da corretora?
...
sempre a mesma ladainha.
de financiamento e consórcio de imóveis então. é todo mundo especialista e sabichão nesse tipo de negócio. todas as dicas, sugestões, conselhos... tá tudinho na ponta da língua.
(vontade de socar um rostinho)
mas é claro que na hora H, fulano sabe mesmo é de porcaria nenhuma. acha que enfiar o dedo vocêsabeaonde e cheirar o torna expert em qualquer assunto.
(aaaaaaah!)
(sim, isso é um desabafo)
inspira, expira, inspira, expira...
***
então gente, é isso.
o recado é basicamente: vocês que são meus amigos de fé e irmãos camaradas ajudem a difundir entre as gentes que nos conhecem que não há nada mais irritante do que alguém perguntando quanto você paga de aluguel pra avaliar se o dinheiro está sendo devidamente bem administrado. assim fica avisado que, se um dia alguém vier com essa maldita pergunta, não respondo por mim.
***
em tempo:
o dinheiro é meu não é?
se eu quiser doar tudinho pra igreja universal do reino do cão, eu dôo, não dôo?
se eu quiser queimar tudinho em praça publica, eu vou lá e queimo, não queimo? (desde que a polícia não saiba, porque queimar dinheiro - verdade - é crime).
se eu quiser gastar tudinho em putaria, eu gasto, não gasto?
então:
cuida da sua própria buzanfa, ok?
***
gente, vocês não imaginam.
***
ps: e eu nem sei mesmo se vou ficar com A casa. estamos negociando, sem parar de procurar outras opções. por isso ainda não a descrevi por aqui.
:)
Wednesday, August 16, 2006
Tuesday, August 15, 2006
André - Uma Foca em Minha Vida
Carvalho é um cara jóia. Uma jóia, saca?
Nesse mundo de meu deus é impossível suportar mais que duas ou três pessoas. Difícil encontrar gentes suportáveis e, francamente, não quero correr o risco de me contentar com gentes de quinta de tanto cansar de procurar. Não procuro. Quando surgem eu agarro, se passam longe eu nem olho. Carvalho foi um dos que eu agarrei. Literalmente.
Inteligente como um cão pastor é capaz de entender tudinho o que eu não entendo em mim. E explica, e explica e explica. Na hora até faço aquela cara de "eu sei, eu sei", mas sei mesmo é de nada. Durmo com o Carvalho tagarelando na minha cabeça, acordo com o Carvalho tagarelando, almoço com o Carvalho tagarelando e até trepo com a voz do Carvalho na cabeça. Tipo grilo falante mesmo. De repente eu entendo - porque se insistir o barato pega - e fico pensando, "puxa, como é porrêta esse Carvalho".
Tem o Leones também, que é meu amigo-imaginário-gordinho-apanhão-eu-sempre-soube-que-esse-garoto-tinha-futuro. Uma coisa de doido que eu já contei aqui, faz tempim.
Primeiro conheci Leones e depois conheci Carvalho. O Leones, imaginário, a princípio não poderia ser conhecido por mais ninguém. Me enganei.
Num dos dias mais agradáveis da década descobri que o Carvalho compartilhava do mesmo amigo imaginário, e o amava assim como eu, imaginando. Não é incrível?
Enfim, isso tudo é pra dizer que esses dois acabam com o meu coraçãozinho e que eu sinto o maior orgulho de dizer que sou amiga deles. Um na vida real e outro na imaginação.
http://traducaoexpontanea.blogspot.com
http://canissapiens.blogspot.com
**
(Sílvia, sua arma contra o tédio)
**
Carvalho é um cara jóia. Uma jóia, saca?
Nesse mundo de meu deus é impossível suportar mais que duas ou três pessoas. Difícil encontrar gentes suportáveis e, francamente, não quero correr o risco de me contentar com gentes de quinta de tanto cansar de procurar. Não procuro. Quando surgem eu agarro, se passam longe eu nem olho. Carvalho foi um dos que eu agarrei. Literalmente.
Inteligente como um cão pastor é capaz de entender tudinho o que eu não entendo em mim. E explica, e explica e explica. Na hora até faço aquela cara de "eu sei, eu sei", mas sei mesmo é de nada. Durmo com o Carvalho tagarelando na minha cabeça, acordo com o Carvalho tagarelando, almoço com o Carvalho tagarelando e até trepo com a voz do Carvalho na cabeça. Tipo grilo falante mesmo. De repente eu entendo - porque se insistir o barato pega - e fico pensando, "puxa, como é porrêta esse Carvalho".
Tem o Leones também, que é meu amigo-imaginário-gordinho-apanhão-eu-sempre-soube-que-esse-garoto-tinha-futuro. Uma coisa de doido que eu já contei aqui, faz tempim.
Primeiro conheci Leones e depois conheci Carvalho. O Leones, imaginário, a princípio não poderia ser conhecido por mais ninguém. Me enganei.
Num dos dias mais agradáveis da década descobri que o Carvalho compartilhava do mesmo amigo imaginário, e o amava assim como eu, imaginando. Não é incrível?
Enfim, isso tudo é pra dizer que esses dois acabam com o meu coraçãozinho e que eu sinto o maior orgulho de dizer que sou amiga deles. Um na vida real e outro na imaginação.
http://traducaoexpontanea.blogspot.com
http://canissapiens.blogspot.com
**
(Sílvia, sua arma contra o tédio)
**
Thursday, August 10, 2006
Lembra daquela música do Garotos Podres? (ah, adolescência. hehe.)
"Oi, tudo bem?
Tudo bem.
Fora o tédio que me consome todas as 24horas do dia.
Fora a decepção de ontem, a decepção de hoje e a desesperança crônica no amanhã.
Tenho vontade de chorar, raiva de não poder, quero gritar até ficar rouco, quero gritar até ficar louco.
Isso sem contar a ânsia de vômito, reação a tal pergunta idiota.
Fora tudo isso, tudo bem."
Pois é assim que eu me sinto. ponto.
"Oi, tudo bem?
Tudo bem.
Fora o tédio que me consome todas as 24horas do dia.
Fora a decepção de ontem, a decepção de hoje e a desesperança crônica no amanhã.
Tenho vontade de chorar, raiva de não poder, quero gritar até ficar rouco, quero gritar até ficar louco.
Isso sem contar a ânsia de vômito, reação a tal pergunta idiota.
Fora tudo isso, tudo bem."
Pois é assim que eu me sinto. ponto.
Wednesday, August 09, 2006
Um Depoimento de Fé
Já há algum tempo tenho sentido um desgaste enorme no meu ambiente profissional. Cercada de pessoas sem caráter, capazes de negociar a mãe em troca de status - e com o agravante de sequer alertar o comprador do (péssimo) estado de conservação da mercadoria - gentes que aceitam ser humilhadas, expostas...
Gentes de todos os tipos, todos de quinta categoria.
Durante alguns dias fui tomada por uma onda de desespero. Cheguei a sentir a presença do encosto aonde quer que eu fosse. Não queria mais sair de casa, pois aquela imagem do encosto - vozes deformadas e imagem borrada - me aterrorizava.
Desesperada, senti que precisava de algo maior. Algo em que acreditar, algo poderoso, capaz de justificar as provações do dia-a-dia. Não aguentava aquela situação.
Nessa procura desesperada pensei no único canal real de comunicação com deus, a televisão. Zapeei noites e noites pelos canais evangélicos, me emocionei com depoimentos reais de pessoas que chegam aos templos com dores e durante o culto são completamente curadas - todas elas devidamente pagas para fazer papel de idiota. Foi algo que me tocou, mas senti que ainda não tinha encontrado A Verdade.
Surpreendentemente a resposta não veio por meio dos filosóficos canais evangélicos, foi a Discovery que me levou à luz.
Lembro da imagem da mãe natureza - ali representada por animais de grande porte, como cavalos e elefantes que, com tranquilidade, andavam e cagavam na relva. Em meio à toda turbulência que eu vivia, entendi que em algum lugar existia alguém que Cagava e Andava.
E foi nesse momento mágico me encontrei: o Grande Deus Caganda - Aquele que Caga e Anda.
Tenho encontrado muita paz de espírito adotando sua filosofia.
Não há mais desespero ou sentimento de solidão, com Caganda eu me sinto sempre protegida e capaz de me divertir com a desgraça alheia.
Mas não se engane, a arte do desprendimento é complexa e requer uma certa dose de esforço. É preciso mandar muitas pessoas à merda, e muitas vezes falta compreensão por parte delas, que não estão prontas para aceitar a Deus.
Um dos grandes fundamentos dessa religião é a não cobrança de dízimo. Este é substituido em seus ensinamentos pelo investimento do dinheiro dos fiéis em substâncias capazes de favorecer o processo de cagar e andar - etílicos e fermentados têm sido fundamentais nesse processo há milênios.
É por isso que hoje eu registro aqui o meu encontro com Deus Caganda, na esperança de que todos possam ser salvos.
Cague e Ande você também. Eu recomendo!
Já há algum tempo tenho sentido um desgaste enorme no meu ambiente profissional. Cercada de pessoas sem caráter, capazes de negociar a mãe em troca de status - e com o agravante de sequer alertar o comprador do (péssimo) estado de conservação da mercadoria - gentes que aceitam ser humilhadas, expostas...
Gentes de todos os tipos, todos de quinta categoria.
Durante alguns dias fui tomada por uma onda de desespero. Cheguei a sentir a presença do encosto aonde quer que eu fosse. Não queria mais sair de casa, pois aquela imagem do encosto - vozes deformadas e imagem borrada - me aterrorizava.
Desesperada, senti que precisava de algo maior. Algo em que acreditar, algo poderoso, capaz de justificar as provações do dia-a-dia. Não aguentava aquela situação.
Nessa procura desesperada pensei no único canal real de comunicação com deus, a televisão. Zapeei noites e noites pelos canais evangélicos, me emocionei com depoimentos reais de pessoas que chegam aos templos com dores e durante o culto são completamente curadas - todas elas devidamente pagas para fazer papel de idiota. Foi algo que me tocou, mas senti que ainda não tinha encontrado A Verdade.
Surpreendentemente a resposta não veio por meio dos filosóficos canais evangélicos, foi a Discovery que me levou à luz.
Lembro da imagem da mãe natureza - ali representada por animais de grande porte, como cavalos e elefantes que, com tranquilidade, andavam e cagavam na relva. Em meio à toda turbulência que eu vivia, entendi que em algum lugar existia alguém que Cagava e Andava.
E foi nesse momento mágico me encontrei: o Grande Deus Caganda - Aquele que Caga e Anda.
Tenho encontrado muita paz de espírito adotando sua filosofia.
Não há mais desespero ou sentimento de solidão, com Caganda eu me sinto sempre protegida e capaz de me divertir com a desgraça alheia.
Mas não se engane, a arte do desprendimento é complexa e requer uma certa dose de esforço. É preciso mandar muitas pessoas à merda, e muitas vezes falta compreensão por parte delas, que não estão prontas para aceitar a Deus.
Um dos grandes fundamentos dessa religião é a não cobrança de dízimo. Este é substituido em seus ensinamentos pelo investimento do dinheiro dos fiéis em substâncias capazes de favorecer o processo de cagar e andar - etílicos e fermentados têm sido fundamentais nesse processo há milênios.
É por isso que hoje eu registro aqui o meu encontro com Deus Caganda, na esperança de que todos possam ser salvos.
Cague e Ande você também. Eu recomendo!
Friday, August 04, 2006
* * *
Pois bem.
Já tem algum tempo que eu tenho pensado em fazer terapia.
Teve a vez do dentista tiozinho:
- Minha filha, você tem que parar de ranger os dentes durante a noite. Tá tudo gasto, tá parecendo dente de velho! - assim, sutil.
- Vou ter que usar plaquinha, Doutor? - eu, toda meiga.
- Plaquinha? Há! Isso aqui só terapia resolve. - assim, fofo.
E ontem a minha coaching quase conseguiu me fazer chorar durante a sessão. Me cutucou até a alma e terminou dizendo que seria muito muito muito bom continuar com o acompanhamento de um profissional.
Poxa, mas o barato é caro pra caramba, não é?! E prioridades financeiras pra mim não faltam.
É, terapia de c* é r****.
* * *
Nos dias de desespero eu ligo pro CVV e mando um cristão tomar no cú.
* * *
Por que diabos as pessoas cortam os rabos dos seus próprios cachorros fofos bebês?
Coisa doida.
Tobias fica angustiado com o cotoco. Tenta agarrar, morder, coçar. E nada, coitado. O cotoco fica lá, inalcançável.
Engraçado é ele colocando o cotoco entre as pernas quando recebe uma bronca. Mas eu fico com peninha. Não ter o polegar opositor já é sofrimento demais pros pobrecitos, cortar o rabo é sacanagem.
* * *
BeliscoPai vai ser nosso fiador. Maravilha não ter que deixar mais dinheiro pros putos.
Gentes de imobiliária não valem um tostão, acredite em mim.
* * *
Hoje é sexta-exta-exta. Maravilha-ilha-ilha.
* * *
Pois bem.
Já tem algum tempo que eu tenho pensado em fazer terapia.
Teve a vez do dentista tiozinho:
- Minha filha, você tem que parar de ranger os dentes durante a noite. Tá tudo gasto, tá parecendo dente de velho! - assim, sutil.
- Vou ter que usar plaquinha, Doutor? - eu, toda meiga.
- Plaquinha? Há! Isso aqui só terapia resolve. - assim, fofo.
E ontem a minha coaching quase conseguiu me fazer chorar durante a sessão. Me cutucou até a alma e terminou dizendo que seria muito muito muito bom continuar com o acompanhamento de um profissional.
Poxa, mas o barato é caro pra caramba, não é?! E prioridades financeiras pra mim não faltam.
É, terapia de c* é r****.
* * *
Nos dias de desespero eu ligo pro CVV e mando um cristão tomar no cú.
* * *
Por que diabos as pessoas cortam os rabos dos seus próprios cachorros fofos bebês?
Coisa doida.
Tobias fica angustiado com o cotoco. Tenta agarrar, morder, coçar. E nada, coitado. O cotoco fica lá, inalcançável.
Engraçado é ele colocando o cotoco entre as pernas quando recebe uma bronca. Mas eu fico com peninha. Não ter o polegar opositor já é sofrimento demais pros pobrecitos, cortar o rabo é sacanagem.
* * *
BeliscoPai vai ser nosso fiador. Maravilha não ter que deixar mais dinheiro pros putos.
Gentes de imobiliária não valem um tostão, acredite em mim.
* * *
Hoje é sexta-exta-exta. Maravilha-ilha-ilha.
* * *
Wednesday, August 02, 2006
De vorta.
15 dias de férias divinamente aproveitados.
Me desliguei de tudo, gastei o que podia e o que não podia em mim e só em mim, comi feito uma porca, dormi feito um bezerro e por último, mas não menos importante, curti demais a família.
Cena 1
Eu abraçada com o Belisco, comendo banana frita com gemanda e curtindo o friozinho dos últimos dias, enquanto o Tobias ronca gostoso na caminha dele e os gatos dormem enroscados no sofá. Assistindo "De tanto bater meu coração parou".
Não dá pra querer muito mais que isso pra ser feliz, né?!
Ainda fui à praia, tirei dois sisos, fiz a tatuagem (ainda não foi a pin up), fui pra Campinas com meu pai, visitei minha mãe, comi comida árabe na casa dos BeliscosPais e vi dezenas de filmes - bons e porcarias. Uma belezura-ura-ura!
* * *
E eu que achei que voltaria ao trabalho com toda a disposição do mundo...
Verdade, num guento mais.
Mas não, não tou aqui pra ficar resmungando sentada sobre a minha pobre buzanfa. Tou bolando um plano mirabolante pra sair desse lugar. Rumo a um lugar melhor, é claro.
* * *
De volta às aulas?
Pff, não nesse frio.
* * *
Tou cada vez mais ansiosa com a mudança. Final de semana que vem nós vamos visitar bairros agradáveis à procura de plaquinhas de aluga-se.
Desejem-nos sorte.
* * *
Dia 12 eu volto ao estúdio pra terminar a tatuagem. Pois é, agora vem o mais dolorido - a parte de dentro do braço.
Não sei se vou aguentar mais 3 horas de agulhadas - na última hora liguei até pro Papa pra puxar papo e não me concentrar na dor.
Idéia tosca de ir à praia antes de tatuar. O filtro fator 30 não foi suficiente e a cor custou a pegar.
Enfim, tou feliz feliz com o que tá feito e certa de que vai valer a pena mais sofrimento pra deixar ainda mais choínha.
O barato é louco e o processo é lento. Como diria meu mano, o Brown.
* * *
Agradeceria muito se alguém me ajudasse a encontrar o documentário do Nelson Freire pra alugar ou baixar da internet.
André, você tem, não tem?
* * *
15 dias de férias divinamente aproveitados.
Me desliguei de tudo, gastei o que podia e o que não podia em mim e só em mim, comi feito uma porca, dormi feito um bezerro e por último, mas não menos importante, curti demais a família.
Cena 1
Eu abraçada com o Belisco, comendo banana frita com gemanda e curtindo o friozinho dos últimos dias, enquanto o Tobias ronca gostoso na caminha dele e os gatos dormem enroscados no sofá. Assistindo "De tanto bater meu coração parou".
Não dá pra querer muito mais que isso pra ser feliz, né?!
Ainda fui à praia, tirei dois sisos, fiz a tatuagem (ainda não foi a pin up), fui pra Campinas com meu pai, visitei minha mãe, comi comida árabe na casa dos BeliscosPais e vi dezenas de filmes - bons e porcarias. Uma belezura-ura-ura!
* * *
E eu que achei que voltaria ao trabalho com toda a disposição do mundo...
Verdade, num guento mais.
Mas não, não tou aqui pra ficar resmungando sentada sobre a minha pobre buzanfa. Tou bolando um plano mirabolante pra sair desse lugar. Rumo a um lugar melhor, é claro.
* * *
De volta às aulas?
Pff, não nesse frio.
* * *
Tou cada vez mais ansiosa com a mudança. Final de semana que vem nós vamos visitar bairros agradáveis à procura de plaquinhas de aluga-se.
Desejem-nos sorte.
* * *
Dia 12 eu volto ao estúdio pra terminar a tatuagem. Pois é, agora vem o mais dolorido - a parte de dentro do braço.
Não sei se vou aguentar mais 3 horas de agulhadas - na última hora liguei até pro Papa pra puxar papo e não me concentrar na dor.
Idéia tosca de ir à praia antes de tatuar. O filtro fator 30 não foi suficiente e a cor custou a pegar.
Enfim, tou feliz feliz com o que tá feito e certa de que vai valer a pena mais sofrimento pra deixar ainda mais choínha.
O barato é louco e o processo é lento. Como diria meu mano, o Brown.
* * *
Agradeceria muito se alguém me ajudasse a encontrar o documentário do Nelson Freire pra alugar ou baixar da internet.
André, você tem, não tem?
* * *
Friday, July 21, 2006
Como de praxe tirei tudo o que interessava do armário e amontoei no chão.
Sentei ao lado da pilha de roupas pra selecionar o que levar e o que não levar na viagem. Dobrar e guardar.
Sem levantar me estico pra pegar uma peça importante na gaveta de baixo, ao meu lado.
A porta da varanda, de vidro, cai na minha frente.
Tem vidro por toda parte. Menos em mim.
**
Se eu acreditasse em dEuS, seria a hora de dar-lhe o devido crédito.
Se eu tivesse um pouco mais de sorte, teria uma cåmera ligada ao meu lado e enviaria a gravação pro Vídeos Incríveis.
Pois é, não dá pra querer sair viva de um lance desses e ainda ganhar um trocado.
**
Boa viagem.
Desejem-me sorte.
Sentei ao lado da pilha de roupas pra selecionar o que levar e o que não levar na viagem. Dobrar e guardar.
Sem levantar me estico pra pegar uma peça importante na gaveta de baixo, ao meu lado.
A porta da varanda, de vidro, cai na minha frente.
Tem vidro por toda parte. Menos em mim.
**
Se eu acreditasse em dEuS, seria a hora de dar-lhe o devido crédito.
Se eu tivesse um pouco mais de sorte, teria uma cåmera ligada ao meu lado e enviaria a gravação pro Vídeos Incríveis.
Pois é, não dá pra querer sair viva de um lance desses e ainda ganhar um trocado.
**
Boa viagem.
Desejem-me sorte.
***
Com toda a serenidade que me cabe declaro que não há nada mais irritante no mundo que não conseguir decorar onde diabos estão os acentos desse maldito teclado.
Bill Gates é ídolo (junto com o Takeshi Kitano). Pau no cú do Smérquintochi.
***
De férias. Numa nice.
***
A maternidade não é pra qualquer um. Essa criaturinha angelical aí tem tirado as minhas noites de sono.
Tou completamente apaixonada pelo cão, naquela fase em que cada espirro me faz derreter ainda mais (quando ele começa a querer interagir com os gatos então, eu vou à loucura), mas eu tou de férias pôxa vida.
Pra fazer jus ao ócio, tou indo pra São Sebastião amanhã. Três dias de sombra e água fresca, uma belezura.
***
Contei que tirei dois sisos na segunda-feira? Pois tirei.
Foi tudo muito suave, enquanto durou a anestesia. Tá doido.
Mas depois de alguns potes de sorvete, as coisas começam a melhorar e o inchaço começa a sumir.
Minhas bochechas + inchaço, muita muita muita carne.
Sim, não saí de casa durante 3 dias.
***
Fui no estúdio de tatuagem hoje. Volto lá segunda pra ver se o desenho ficou como eu queria e começar a tortura.
Agora vai.
***
Nada me faz mais feliz que dormir, acordar e dormir e acordar com o Belisco.
Um dia ele vai ter um trabalho de gente e eu não vou ter mais que disputa-lo com as Casas Bahia durante a madrugada e vai ser supimpa.
Essa semana ele terminou o dvd com o repertório pra ir procurar trampo em outras produtoras, então se alguém tiver precisando de um montador/ editor ou qualquer porcaria dessas, tem um aqui. cheirosinho.
***
(não sei o que aconteceu, mas como se não bastassem os acentos escondidos pelo teclado bizarro, também não consigo mudar a fonte do texto. Isso não deveria me incomodar tanto né? mas incomoda. saco.)
Com toda a serenidade que me cabe declaro que não há nada mais irritante no mundo que não conseguir decorar onde diabos estão os acentos desse maldito teclado.
Bill Gates é ídolo (junto com o Takeshi Kitano). Pau no cú do Smérquintochi.
***
De férias. Numa nice.
***
A maternidade não é pra qualquer um. Essa criaturinha angelical aí tem tirado as minhas noites de sono.
Tou completamente apaixonada pelo cão, naquela fase em que cada espirro me faz derreter ainda mais (quando ele começa a querer interagir com os gatos então, eu vou à loucura), mas eu tou de férias pôxa vida.
Pra fazer jus ao ócio, tou indo pra São Sebastião amanhã. Três dias de sombra e água fresca, uma belezura.
***
Contei que tirei dois sisos na segunda-feira? Pois tirei.
Foi tudo muito suave, enquanto durou a anestesia. Tá doido.
Mas depois de alguns potes de sorvete, as coisas começam a melhorar e o inchaço começa a sumir.
Minhas bochechas + inchaço, muita muita muita carne.
Sim, não saí de casa durante 3 dias.
***
Fui no estúdio de tatuagem hoje. Volto lá segunda pra ver se o desenho ficou como eu queria e começar a tortura.
Agora vai.
***
Nada me faz mais feliz que dormir, acordar e dormir e acordar com o Belisco.
Um dia ele vai ter um trabalho de gente e eu não vou ter mais que disputa-lo com as Casas Bahia durante a madrugada e vai ser supimpa.
Essa semana ele terminou o dvd com o repertório pra ir procurar trampo em outras produtoras, então se alguém tiver precisando de um montador/ editor ou qualquer porcaria dessas, tem um aqui. cheirosinho.
***
(não sei o que aconteceu, mas como se não bastassem os acentos escondidos pelo teclado bizarro, também não consigo mudar a fonte do texto. Isso não deveria me incomodar tanto né? mas incomoda. saco.)
Thursday, July 20, 2006
Friday, July 14, 2006
Não há nada melhor no mundo do que ter sua melhor amiga em casa e passar um tempo conversando amenidades antes de dormir.
Saudades monstro agora. É ruim demais ter que me despedir sabendo que não nos veremos tão rápido quanto eu gostaria.
A gente tem que voltar a morar na mesma cidade. Tem que.
Amo-te.
Saudades monstro agora. É ruim demais ter que me despedir sabendo que não nos veremos tão rápido quanto eu gostaria.
A gente tem que voltar a morar na mesma cidade. Tem que.
Amo-te.
Thursday, July 13, 2006
**
Não há muita coisa a ser dita além do que eu venho repetindo há algumas semanas.
A Sílvia chegou em São Paulo e isso é mega bom. Só seria melhor se fosse na semana que vem durante as minhas férias e/ou se ela fosse ficar mais tempo.
Mas pra quem não esperava visita tá ótemo.
Assim, eu passo os dias fazendo as contas.
Faltam:
2 dias pras férias
5 dias pra extração dos cisos
7 dias pra consulta com todos os exames realizados
2 dias pra chegada do Tobias
10 dias pra viagenzinha com o Belisco
19 para o fim das férias (argh!)
80 dias pra sair do apartamento
É, sou a ansiosidade em forma de gente.
**
E eu tenho fugido das gentes com vontade zero de encontra-las.
Chato isso, porque eu sei que é fase.
Esse lance de me enclausurar é cíclico.
No inverno então, é mais que cíclico, é batata.
No inverno e com Belisco então, é mais que batata, é polenta.
Mas daí pra explicar pras gentes sem que elas se sintam jogadas... é osso viu.
Tou com saudades de todo mundo, mas desisti de forçar a barra e sair de casa.
Fiz isso algumas vezes e tudo que eu consegui foi pagar pra sorrir.
Eu chego, sento, observo, fico de saco cheio, sorrio, pago e vou embora.
Chego em casa e dá a maior felicidade de deitar debaixo das cobertas, brincar com os gatos, comer banana frita com gemada e assistir a todos os seriados toscos disponíveis.
E eu estou cheia de planos com a chegada do Tobias.
É um cão, veja bem. Grande, espaçoso e cagão.
O que significa que se eu não quiser conviver com um demônio e minas terrestres em casa, vou ser obrigada a leva-lo pra passear dia e noite.
E sim, preciso disso na minha vida.
A genética me abençoou com relação ao meu peso, mas não dá pra confiar nisso pra sempre. Tenho que começar a fazer exercícios antes que seja tarde.
E a animação é tanta que eu já até considerei parar de fumar depois que o cão chegar.
É, não muda nunca. Depois das festas/ férias, na próxima segunda, depois que o cão chegar... desculpa pra adiar esse tipo de coisa é o que não falta, mas não dessa vez.
Afinal um cão é um cão. Deve viver pra lá dos dez anos, imagina. Vou ter que me acostumar com isso.
**
Compramos a tão desejada máquina fotográfica ultramegahipersônica. Logo logo fotos aqui!
**
E vou fazer a tatuagem nas férias. Decidi.
Não sei aonde nem com quem, mas tá decidido. ponto.
Se alguém tiver um estúdio pra indicar, gradeço.
**
Já viu o clip da música Flowers da Emilie Simon?
Se não, procure. Bonito bonito, e a música é bonita bonita.
Ela foi responsável pela trilha sonora ganhadora de prêmios que mais me incomodou nos últimos tempos (ao lado daquela asneira do "Crash"), A Marcha do Imperador.
O problema todo, como eu já disse, foram as legendas. Desnecessárias e tudo mais. E essa música, Flowers, é tonta tonta igual, mas sem as legendas dá pra relevar a coisa toda e achar até bonitinho.
**
Aaah, acabo de ver fotos do Tobias pela primeira vez.
Ele é lindo lindo lindo. Marrom escuro, levemente rajado, com o nariz rosa, uma faixa branca charmosíssima entre os olhos e patas de neve.
Céus. É o cão mais lindo da face da terra.
E a melhor notícia. Vou busca-lo no sábado, 15/07.
A coitada da cachorra teve 9 filhotes e não aguenta mais amamenta-los. Sorte minha!
(9 filhotes, cesariana e amamentação. não há cão que aguente.)
**
Não há muita coisa a ser dita além do que eu venho repetindo há algumas semanas.
A Sílvia chegou em São Paulo e isso é mega bom. Só seria melhor se fosse na semana que vem durante as minhas férias e/ou se ela fosse ficar mais tempo.
Mas pra quem não esperava visita tá ótemo.
Assim, eu passo os dias fazendo as contas.
Faltam:
2 dias pras férias
5 dias pra extração dos cisos
7 dias pra consulta com todos os exames realizados
2 dias pra chegada do Tobias
10 dias pra viagenzinha com o Belisco
19 para o fim das férias (argh!)
80 dias pra sair do apartamento
É, sou a ansiosidade em forma de gente.
**
E eu tenho fugido das gentes com vontade zero de encontra-las.
Chato isso, porque eu sei que é fase.
Esse lance de me enclausurar é cíclico.
No inverno então, é mais que cíclico, é batata.
No inverno e com Belisco então, é mais que batata, é polenta.
Mas daí pra explicar pras gentes sem que elas se sintam jogadas... é osso viu.
Tou com saudades de todo mundo, mas desisti de forçar a barra e sair de casa.
Fiz isso algumas vezes e tudo que eu consegui foi pagar pra sorrir.
Eu chego, sento, observo, fico de saco cheio, sorrio, pago e vou embora.
Chego em casa e dá a maior felicidade de deitar debaixo das cobertas, brincar com os gatos, comer banana frita com gemada e assistir a todos os seriados toscos disponíveis.
E eu estou cheia de planos com a chegada do Tobias.
É um cão, veja bem. Grande, espaçoso e cagão.
O que significa que se eu não quiser conviver com um demônio e minas terrestres em casa, vou ser obrigada a leva-lo pra passear dia e noite.
E sim, preciso disso na minha vida.
A genética me abençoou com relação ao meu peso, mas não dá pra confiar nisso pra sempre. Tenho que começar a fazer exercícios antes que seja tarde.
E a animação é tanta que eu já até considerei parar de fumar depois que o cão chegar.
É, não muda nunca. Depois das festas/ férias, na próxima segunda, depois que o cão chegar... desculpa pra adiar esse tipo de coisa é o que não falta, mas não dessa vez.
Afinal um cão é um cão. Deve viver pra lá dos dez anos, imagina. Vou ter que me acostumar com isso.
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Compramos a tão desejada máquina fotográfica ultramegahipersônica. Logo logo fotos aqui!
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E vou fazer a tatuagem nas férias. Decidi.
Não sei aonde nem com quem, mas tá decidido. ponto.
Se alguém tiver um estúdio pra indicar, gradeço.
**
Já viu o clip da música Flowers da Emilie Simon?
Se não, procure. Bonito bonito, e a música é bonita bonita.
Ela foi responsável pela trilha sonora ganhadora de prêmios que mais me incomodou nos últimos tempos (ao lado daquela asneira do "Crash"), A Marcha do Imperador.
O problema todo, como eu já disse, foram as legendas. Desnecessárias e tudo mais. E essa música, Flowers, é tonta tonta igual, mas sem as legendas dá pra relevar a coisa toda e achar até bonitinho.
**
Aaah, acabo de ver fotos do Tobias pela primeira vez.
Ele é lindo lindo lindo. Marrom escuro, levemente rajado, com o nariz rosa, uma faixa branca charmosíssima entre os olhos e patas de neve.
Céus. É o cão mais lindo da face da terra.
E a melhor notícia. Vou busca-lo no sábado, 15/07.
A coitada da cachorra teve 9 filhotes e não aguenta mais amamenta-los. Sorte minha!
(9 filhotes, cesariana e amamentação. não há cão que aguente.)
**
Friday, June 30, 2006
Ainda que a prisão fosse como do seriado Oz, com jeitão de shopping em vias de falência (vitrines sem cor e funcionários com cara de desânimo), passar horas e horas fazendo absolutamente nada deve ser uma situação enlouquecedora. Nem o Adebise salva. (não sei se é assim que escreve Adebise, enfim.)
Hoje é sexta-feira, são 22:18 e eu tou aqui. No trampo.
Graças à Copa do Mundo eu tenho uma tv na minha sala. Graças à tv da minha sala eu tou tentando entender por que diabos a novela das 8 tá passando agora.
em tempo: a tv fica no alto e eu não tou afim de subir na cadeira de novo pra trocar de canal.
O sistema da Tokio Marine deverá ser implantado à meia-noite. E sim, eu estou incumbida de testa-lo quando as doze badaladas soarem lá foram.
Já joguei Sudoku - e bati meu recorde, Paciência - Vegas vira três, Letroca - pelo teclado e Campo Minado. Fucei os blogs legais e os mais chatos de todos os tempos, lii as notícias das últimas semanas e imaginei que tipo de droga os tradutores do UOL tomam antes de publicarem aquela bobajada mal escrita e fumei trocentos cigarros.
Café, chá e cola-cola.
Se alguém tiver um link interessante dando sopa por aí, favor encaminhar.
Não há lugar mais desolador que Alphaville, jisuis.
Hoje é sexta-feira, são 22:18 e eu tou aqui. No trampo.
Graças à Copa do Mundo eu tenho uma tv na minha sala. Graças à tv da minha sala eu tou tentando entender por que diabos a novela das 8 tá passando agora.
em tempo: a tv fica no alto e eu não tou afim de subir na cadeira de novo pra trocar de canal.
O sistema da Tokio Marine deverá ser implantado à meia-noite. E sim, eu estou incumbida de testa-lo quando as doze badaladas soarem lá foram.
Já joguei Sudoku - e bati meu recorde, Paciência - Vegas vira três, Letroca - pelo teclado e Campo Minado. Fucei os blogs legais e os mais chatos de todos os tempos, lii as notícias das últimas semanas e imaginei que tipo de droga os tradutores do UOL tomam antes de publicarem aquela bobajada mal escrita e fumei trocentos cigarros.
Café, chá e cola-cola.
Se alguém tiver um link interessante dando sopa por aí, favor encaminhar.
Não há lugar mais desolador que Alphaville, jisuis.
Tuesday, June 20, 2006
***
Só pra dizer que eu continuo viva. e cansada.
Estou tentando, desesperadamente, tirar férias.
Férias de verdade, nada de me enrolarem com 3 dias aqui e 4 dias ali.
Eu quero 20, quero 30, quero 40 dias pra bundar, bundar e bundar.
Sim, porque os trocados estão sendo economizados pra projetos ambiciosos.
Tudo o que eu preciso é de uns dias em casa, assistindo todos os programas de culinária existentes na tv brasileira e todos os reality shows da tv paga. To-dos.
***
Ganhei um boxer.
Sim, é isso mesmo. GANHEI UM BOOXER!!!
Seu nome é Tobias, nasceu dia 10 e não, ainda não o vi.
Mas ele é lindo, eu sei. Afinal de contas TODOS os cachorros são lindos.
(menos os poodles grandes, mas acho que não os considero cães de verdade)
(e agora, sem desculpas, vou morar numa casa)
***
O stress por conta do dia dos namorados passou.
Problemas hormonais meus, tenho consciência disso.
Depois de chorar, espernear e ser mimada durante todo o feriado, puf, passou.
***
Amo todos os animais do mundo.
Sem exagero, de verdade. Amo muito muito muito.
Sempre faço um certo escândalozinho quando vejo um cão ou um gato na rua, sempre. E, normalmente, saio correndo atrás deles.
Bom, correndo não, afinal de contas não sou mais nenhuma criança. Mas os gatos principalmente, eu fico chamando, andando atrás, na maior esperança de que eles olhem pra mim com cara de "me cuida" e eu tenha que leva-los pra casa. Quando isso não acontece, posso até não demonstrar, mas sofro. Dá uma dorzinha no peito e fico pensando no que aquele bichinho vai ter que passar vivendo assim, largado.
(e eu me tornei mestra em cuidar de gatos que viviam na rua e achar um novo lar pra eles. várias histórias com finais felizes.)
Um lance que me emociona são os cães de rua e a forma como eles se viram. Quando eu vejo um deles andando rápido, com o olhar atento, acho o máximo. Sempre fico pensando, "mas onde diabos ele vai com tanta pressa?". Acho lindo. Moradores de rua e seus cães são, pra mim, um exemplo fortíssimo de um amor de verdade. Um não tem nada a oferecer para o outro. Nada. A não ser companhia, uma olhar atento quando não se tem quem os ouça, um calorzinho nas noites de frio... e vão vivendo assim, juntos, se preocupando um com o outro. Acho impressionante.
É uma grande besteira, eu sei. E se eu fosse racionalizar o que sinto teria umas 20 mil razões pra me envergonhar.
Mas quer saber? Foda-se. E um grande chute no saco de quem me censurar.
***
Ainda sobre os animais.
Eu choro assistindo discovery e a todos os filmes com animais.
Todos os Cães Merecem o Céu
A Grande Aventura
História Sem Fim
André - Uma Foca em Minha Vida
Pois é, a maior babaquice, mas eu caio em todos os grandes truques da Disney. Mancada isso.
***
Depois de assistir o Globo Repórter senti a maior compaixão pelas iguanas. Uns bichos fofos fofos que, pobrezinhas, de tão inofensivas só se fodem.
Assisti também um programa a respeito de pombos, de corrida de pombos pra ser mais exato. Incrível como até eles conseguem me balançar. O treinador dos pombos falava de cada um deles como se fossem cãezinhos. De suas personalidades e tals... uma coisa de doido.
(mas dos pombos piolhentos e imundos da cidade, argh, a minha compaixão é proporcional à distância em que eles se encontram de mim.)
***
No Trabalho
A Tati confunde Nelson Rodrigues com o Nelson Gonçalves.
A Mara confunde o Gonçalves com o Ned ("aquele anãozinho, né?!)
E eu tenho motivos de sobra pra andar na rua rindo, parecendo retardada.
***
(esse é antigo. comentei que tinha escrito antes de ser pega de surpresa com o seu telefonema. e eu sei, nada justifica o meu esquecimento... mas, enfim, pra não dizer que eu menti.)
eu sei que os aniversários estão chegando, já chegaram ou já se foram.
eu sei.
sei também que não adianta enganar. ano após ano eu dou um jeito de achar um e-mail antigo, consultar um conhecido e tentar dar uma quantidade pequena de bolas foras.
esse ano, desisto e admito.
NÃO CONSIGO DECORAR DATAS DE ANIVERSÁRIO.
e ficaria EXTREMAMENTE feliz se os aniversariantes dos meses de Junho e Julho se pronunciassem.
eu vivo rodeada de geminianos. rodeada.
não que isso signifique alguma coisa, mas de um jeito ou de outro eu sei que essa é a época de presentear a rapêize.
sendo assim, me perdoem e, suplico, me ajudem.
(quem eu tou tentando enganar? Sílvia, essa é pra você.)
***
Não há nada mais foda do que chegar cansadassa do trampo e econtra-lo se debatendo na cozinha preparando o jantar.
O arro ficou duro, mas foi o lance mais bonito de todos os tempos.
Não, eu não quero uma Amélia, rss. Mas quem conhece o Belisco, todo largado e desligado, sabe do que eu tou falando.
***
Só pra dizer que eu continuo viva. e cansada.
Estou tentando, desesperadamente, tirar férias.
Férias de verdade, nada de me enrolarem com 3 dias aqui e 4 dias ali.
Eu quero 20, quero 30, quero 40 dias pra bundar, bundar e bundar.
Sim, porque os trocados estão sendo economizados pra projetos ambiciosos.
Tudo o que eu preciso é de uns dias em casa, assistindo todos os programas de culinária existentes na tv brasileira e todos os reality shows da tv paga. To-dos.
***
Ganhei um boxer.
Sim, é isso mesmo. GANHEI UM BOOXER!!!
Seu nome é Tobias, nasceu dia 10 e não, ainda não o vi.
Mas ele é lindo, eu sei. Afinal de contas TODOS os cachorros são lindos.
(menos os poodles grandes, mas acho que não os considero cães de verdade)
(e agora, sem desculpas, vou morar numa casa)
***
O stress por conta do dia dos namorados passou.
Problemas hormonais meus, tenho consciência disso.
Depois de chorar, espernear e ser mimada durante todo o feriado, puf, passou.
***
Amo todos os animais do mundo.
Sem exagero, de verdade. Amo muito muito muito.
Sempre faço um certo escândalozinho quando vejo um cão ou um gato na rua, sempre. E, normalmente, saio correndo atrás deles.
Bom, correndo não, afinal de contas não sou mais nenhuma criança. Mas os gatos principalmente, eu fico chamando, andando atrás, na maior esperança de que eles olhem pra mim com cara de "me cuida" e eu tenha que leva-los pra casa. Quando isso não acontece, posso até não demonstrar, mas sofro. Dá uma dorzinha no peito e fico pensando no que aquele bichinho vai ter que passar vivendo assim, largado.
(e eu me tornei mestra em cuidar de gatos que viviam na rua e achar um novo lar pra eles. várias histórias com finais felizes.)
Um lance que me emociona são os cães de rua e a forma como eles se viram. Quando eu vejo um deles andando rápido, com o olhar atento, acho o máximo. Sempre fico pensando, "mas onde diabos ele vai com tanta pressa?". Acho lindo. Moradores de rua e seus cães são, pra mim, um exemplo fortíssimo de um amor de verdade. Um não tem nada a oferecer para o outro. Nada. A não ser companhia, uma olhar atento quando não se tem quem os ouça, um calorzinho nas noites de frio... e vão vivendo assim, juntos, se preocupando um com o outro. Acho impressionante.
É uma grande besteira, eu sei. E se eu fosse racionalizar o que sinto teria umas 20 mil razões pra me envergonhar.
Mas quer saber? Foda-se. E um grande chute no saco de quem me censurar.
***
Ainda sobre os animais.
Eu choro assistindo discovery e a todos os filmes com animais.
Todos os Cães Merecem o Céu
A Grande Aventura
História Sem Fim
André - Uma Foca em Minha Vida
Pois é, a maior babaquice, mas eu caio em todos os grandes truques da Disney. Mancada isso.
***
Depois de assistir o Globo Repórter senti a maior compaixão pelas iguanas. Uns bichos fofos fofos que, pobrezinhas, de tão inofensivas só se fodem.
Assisti também um programa a respeito de pombos, de corrida de pombos pra ser mais exato. Incrível como até eles conseguem me balançar. O treinador dos pombos falava de cada um deles como se fossem cãezinhos. De suas personalidades e tals... uma coisa de doido.
(mas dos pombos piolhentos e imundos da cidade, argh, a minha compaixão é proporcional à distância em que eles se encontram de mim.)
***
No Trabalho
A Tati confunde Nelson Rodrigues com o Nelson Gonçalves.
A Mara confunde o Gonçalves com o Ned ("aquele anãozinho, né?!)
E eu tenho motivos de sobra pra andar na rua rindo, parecendo retardada.
***
(esse é antigo. comentei que tinha escrito antes de ser pega de surpresa com o seu telefonema. e eu sei, nada justifica o meu esquecimento... mas, enfim, pra não dizer que eu menti.)
eu sei que os aniversários estão chegando, já chegaram ou já se foram.
eu sei.
sei também que não adianta enganar. ano após ano eu dou um jeito de achar um e-mail antigo, consultar um conhecido e tentar dar uma quantidade pequena de bolas foras.
esse ano, desisto e admito.
NÃO CONSIGO DECORAR DATAS DE ANIVERSÁRIO.
e ficaria EXTREMAMENTE feliz se os aniversariantes dos meses de Junho e Julho se pronunciassem.
eu vivo rodeada de geminianos. rodeada.
não que isso signifique alguma coisa, mas de um jeito ou de outro eu sei que essa é a época de presentear a rapêize.
sendo assim, me perdoem e, suplico, me ajudem.
(quem eu tou tentando enganar? Sílvia, essa é pra você.)
***
Não há nada mais foda do que chegar cansadassa do trampo e econtra-lo se debatendo na cozinha preparando o jantar.
O arro ficou duro, mas foi o lance mais bonito de todos os tempos.
Não, eu não quero uma Amélia, rss. Mas quem conhece o Belisco, todo largado e desligado, sabe do que eu tou falando.
***
Tuesday, June 13, 2006
**
essa é a típica semana em que, ao acordar, eu penso:
- céus, alguém me arranja um arma.
**
eu a-do-ro falar palavrão.
falo com gosto mesmo, enchendo a boca.
tento não ficar mandando as pessoas tomarem no cú de graça pra expressão não perder a força na hora certa, saca?
essa semana, além da vontade de dar um tiro no joelho de cada um que passa na minha frente, eu me imagino a todo momento mandando alguém se foder. com força. e areia.
(também me imagino arrancando os cílios/ dentes alheios, um por um. mas não quero assustar ninguém.)
**
dia dos namorados de merda.
**
essa é a típica semana em que, ao acordar, eu penso:
- céus, alguém me arranja um arma.
**
eu a-do-ro falar palavrão.
falo com gosto mesmo, enchendo a boca.
tento não ficar mandando as pessoas tomarem no cú de graça pra expressão não perder a força na hora certa, saca?
essa semana, além da vontade de dar um tiro no joelho de cada um que passa na minha frente, eu me imagino a todo momento mandando alguém se foder. com força. e areia.
(também me imagino arrancando os cílios/ dentes alheios, um por um. mas não quero assustar ninguém.)
**
dia dos namorados de merda.
**
Friday, June 09, 2006
**
**
**
pois bem, previsões concretizadas.
exame em matemática - por pura falta de vergonha na cara. sim, eu mereço.
exame em direito - por meio ponto. porque eu usei regra jurídica ao invés de norma jurídica. sim, foi aí o desconto do meu precioso meio ponto.
**
nas outras matérias estourei a boca do balão.
**
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**
um tanto injuriada. mas hoje é sexta né?! pois é.
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pois bem, previsões concretizadas.
exame em matemática - por pura falta de vergonha na cara. sim, eu mereço.
exame em direito - por meio ponto. porque eu usei regra jurídica ao invés de norma jurídica. sim, foi aí o desconto do meu precioso meio ponto.
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nas outras matérias estourei a boca do balão.
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um tanto injuriada. mas hoje é sexta né?! pois é.
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Tuesday, June 06, 2006
notas rápidas:
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tenho geladeira, de novo.
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resultados ruins. exames reagendados para avaliação de um especialista.
**
passei em administração.
**
provável exame em matemática e direito.
**
apaixonada pelo belisco.
**
quero um emprego novo.
**
odeio chefe bunda-mole.
**
sono + sono + sono + sono
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por que o arnaldo jabor não morre empalado?
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hoje é dia do capeta.
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tenho geladeira, de novo.
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resultados ruins. exames reagendados para avaliação de um especialista.
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passei em administração.
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provável exame em matemática e direito.
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apaixonada pelo belisco.
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quero um emprego novo.
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odeio chefe bunda-mole.
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sono + sono + sono + sono
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por que o arnaldo jabor não morre empalado?
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hoje é dia do capeta.
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Friday, June 02, 2006
**
anteontem eu resolvi tomar vergonha nessa minha cara de bolacha e fiz todos os exames de mulher que há pra se fazer.
foi tudo muito rápido e me diverti horrores com a privada tecnológica da cliínica.
tá, pra quem tá acostumada com essas coisas não deve ser novidade nenhuma, mas eu achei aquele troço genial.
montes de botõezinhos coloridos e funções de lavagem, secagem, massagem (hé, mentira)...
minha mãe que é viajada disse que no japão essas privadas existem em tudo quanto é lugar. pelo menos nos hotéis em que ela se hospedou.
o mais legal é que além de dar um trato na vocêssabemoque, ela também tem uma função auto-limpante, saca?
formidável! nunca mais ter que limpar banheiro, que dilícia.
bom, voltando à vaca magra (eu, no caso), acho que não tem nada de muito errado com o meu corpinho.
vou fazer uma cauterizaçãozinha semana que vem (e sentir cheiro de churrasco saindo de mim, disseram) e esperar o resultado dos exames mais detalhados.
mas no geral, as coisas vão bem. (ainda sinto coisas estranhas - as que me obrigaram a ir ao médico - e pelo jeito a culpa é do anticoncepcional que eu tomo há tempos... vou troca-lo mês que vem e aguardar o resultado)
acho que vou começar a tomar um rumo nessa vida e fazer esses exames periodicamente, do jeito que deve ser.
curti demais ficar olhando o meu útero pela tevezinha, até esqueci da posiçãozinha ingrata em que eu me encontrava.
com a endoscopia também foi assim, adiei adiei e na hora foi só curtição. aquele remediozinho de engrogar o ser humano é uma dilícia e o sono que dá depois é irresistível.
enfim, hoje posso dizer que me conheço por dentro. sem terapia.
**
mulher sofre pra cacete viu. é exame ginecológico periodicamente, menstruação, anticoncepcional, absorvente, cólica, tpm, banheiros públicos imundos sem papel higiênico (e sem a opção de usar um cantinho escondido como a homarada), nove meses carregando um mini me no buxo...
é, se deus existe ele é uma criatura bem machistazinha pro meu gosto.
apesar de tudo isso...
incrível como os homens são manipuláveis pelas mulheres. não sei se é um lance puramente hormonal (o que prova que deus, em todo seu machismo, deu uma colher de chá), mas é fácil demais fazer qualquer homem, por mais durão que seja, comer nas nossas mãos de moça.
lógico que uns são mais fáceis que os outros, mas mais cedo ou mais tarde, com a dose certa de charme, qualquer um se curva.
e eu sou testemunha ocular de que esse espiríto subserviente independe das qualidades físicas da mulher em questão. mulher feia tem mais trabalho, isso é fato, mas sendo espertinha (e isso não tem nada a ver com ser maquiavélica), domina a situação.
é, no final das contas, eu prefiro ter cólicas.
**
aulas de contabilidade
de corpo e alma eu compareci a 25%.
de corpo eu compareci a outros 25%.
os outros 50% eu compareci na sinuca/ boteco/ minha casa mesmo.
ontem eu quebrei tudo na prova. e quebrei com gosto.
os lançamentos foram feitos com maestria.
os razonetes elaborados num estilo clássico.
a demonstração de resultados lembrou o barroco.
o balancete de verificação moderno.
e por fim o balanço patrimonial. simplesmente um lu-xo.
é, eu preciso falar francamente com o professor.
sinto muito, mas... suas aulas são inúteis.
(é mentira. eu odeio a matéria, com todas as minhas forças, mas o professor coitado, é só alguém com um péssimo gosto
**
ontem a Fátima, uma garota que trabalha aqui, veio ler a minha mão.
eu, que mal acredito no que os meus olhos vêem, deixei, mas já pensando em, durante a "consulta" não dar nenhuma dica a meu respeito e pega-la de jeito.
(eu não assisti o fantástico, mas fiquei sabendo da matéria desmascarando os bidus da vida. a idéia era não dar boi pra vidente, ver se ela conseguia descobrir as coisas por si só. ou, o que era mais provável, se convencer de que só tava dando bola fora)
pois bem.
previsões genéricas feitas - um monte de baboseiras que qualquer um poderia ter dito a respeito de qualquer um, alguém pergunta se eu vou ter filhos.
- Olha Mayumi, pelo que eu estou vendo aqui, você já teve a oportunidade de ter filhos, né?!
- Ahn? Eu? Já?
- É, pode falar, tá tudo muito claro aqui. Você já teve essa chance e não quis, né?!
- Fátima, você não é daquelas gentes que são contra o uso de contraceptivos, né?!
- Não, eu tou falando de oooooutra coisa. - com os olhos arregalados e uma expressão ameaçadora.
- Aborto? Fiz não.
- Fez sim.
- Não não fiz.
- Aqui diz que fez.
- Ah, se tá dizendo aí alguém fez e não me contou.
ela viu que aquilo não ia dar em nada e mudou um pouco de assunto.
- Aqui diz que você tem o espírito materno aguçado.
dessa vez eu tive que fazer nada. as minhas amigas que se divertiam às minhas custas começaram a gargalhar, dizendo que assim como o aborto, se eu tenho o senso de maternidade aguçado, alguém tinha que ter me contado isso antes.
* elas se divertem com o fato de eu ter um certo medo de crianças, principalmente das meninas bem pequenas.
enfim, não sei muito bem o que aconteceu mas num certo momento a bidu ficou vermelha e falou que estava constrangida de dizer o que tinha descoberto. eu disse - deixa disso, manda bala que eu tou pronta pra tudo - mas ela não quis. disse que outro dia a gente volta a se falar e ela vai fazer algumas revelações das quais eu talvez não goste.
bom, levando em consideração o aborto que eu não fiz, o espírito materno que eu perdi e a vontade de casar (sim, ela também disse isso) que eu não tenho, tou curiosa pra saber das tais revelações.
tá doido.
**
ontem eu tive prova de direito e passei por uma das situações mais tensas da minha vida.
pra resumir, o professor mais durão e carrasco desse mundo quase pegou a minha cola e eu quase infartei.
quando eu digo quase eu digo quaaaase, por pooouco, muuuuito pouco.
eu sei, não tenho mais idade pra isso e tals, mas... poutz, descrever as estruturas e os mecanismos da norma jurídica é osso.
**
anteontem eu resolvi tomar vergonha nessa minha cara de bolacha e fiz todos os exames de mulher que há pra se fazer.
foi tudo muito rápido e me diverti horrores com a privada tecnológica da cliínica.
tá, pra quem tá acostumada com essas coisas não deve ser novidade nenhuma, mas eu achei aquele troço genial.
montes de botõezinhos coloridos e funções de lavagem, secagem, massagem (hé, mentira)...
minha mãe que é viajada disse que no japão essas privadas existem em tudo quanto é lugar. pelo menos nos hotéis em que ela se hospedou.
o mais legal é que além de dar um trato na vocêssabemoque, ela também tem uma função auto-limpante, saca?
formidável! nunca mais ter que limpar banheiro, que dilícia.
bom, voltando à vaca magra (eu, no caso), acho que não tem nada de muito errado com o meu corpinho.
vou fazer uma cauterizaçãozinha semana que vem (e sentir cheiro de churrasco saindo de mim, disseram) e esperar o resultado dos exames mais detalhados.
mas no geral, as coisas vão bem. (ainda sinto coisas estranhas - as que me obrigaram a ir ao médico - e pelo jeito a culpa é do anticoncepcional que eu tomo há tempos... vou troca-lo mês que vem e aguardar o resultado)
acho que vou começar a tomar um rumo nessa vida e fazer esses exames periodicamente, do jeito que deve ser.
curti demais ficar olhando o meu útero pela tevezinha, até esqueci da posiçãozinha ingrata em que eu me encontrava.
com a endoscopia também foi assim, adiei adiei e na hora foi só curtição. aquele remediozinho de engrogar o ser humano é uma dilícia e o sono que dá depois é irresistível.
enfim, hoje posso dizer que me conheço por dentro. sem terapia.
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mulher sofre pra cacete viu. é exame ginecológico periodicamente, menstruação, anticoncepcional, absorvente, cólica, tpm, banheiros públicos imundos sem papel higiênico (e sem a opção de usar um cantinho escondido como a homarada), nove meses carregando um mini me no buxo...
é, se deus existe ele é uma criatura bem machistazinha pro meu gosto.
apesar de tudo isso...
incrível como os homens são manipuláveis pelas mulheres. não sei se é um lance puramente hormonal (o que prova que deus, em todo seu machismo, deu uma colher de chá), mas é fácil demais fazer qualquer homem, por mais durão que seja, comer nas nossas mãos de moça.
lógico que uns são mais fáceis que os outros, mas mais cedo ou mais tarde, com a dose certa de charme, qualquer um se curva.
e eu sou testemunha ocular de que esse espiríto subserviente independe das qualidades físicas da mulher em questão. mulher feia tem mais trabalho, isso é fato, mas sendo espertinha (e isso não tem nada a ver com ser maquiavélica), domina a situação.
é, no final das contas, eu prefiro ter cólicas.
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aulas de contabilidade
de corpo e alma eu compareci a 25%.
de corpo eu compareci a outros 25%.
os outros 50% eu compareci na sinuca/ boteco/ minha casa mesmo.
ontem eu quebrei tudo na prova. e quebrei com gosto.
os lançamentos foram feitos com maestria.
os razonetes elaborados num estilo clássico.
a demonstração de resultados lembrou o barroco.
o balancete de verificação moderno.
e por fim o balanço patrimonial. simplesmente um lu-xo.
é, eu preciso falar francamente com o professor.
sinto muito, mas... suas aulas são inúteis.
(é mentira. eu odeio a matéria, com todas as minhas forças, mas o professor coitado, é só alguém com um péssimo gosto
**
ontem a Fátima, uma garota que trabalha aqui, veio ler a minha mão.
eu, que mal acredito no que os meus olhos vêem, deixei, mas já pensando em, durante a "consulta" não dar nenhuma dica a meu respeito e pega-la de jeito.
(eu não assisti o fantástico, mas fiquei sabendo da matéria desmascarando os bidus da vida. a idéia era não dar boi pra vidente, ver se ela conseguia descobrir as coisas por si só. ou, o que era mais provável, se convencer de que só tava dando bola fora)
pois bem.
previsões genéricas feitas - um monte de baboseiras que qualquer um poderia ter dito a respeito de qualquer um, alguém pergunta se eu vou ter filhos.
- Olha Mayumi, pelo que eu estou vendo aqui, você já teve a oportunidade de ter filhos, né?!
- Ahn? Eu? Já?
- É, pode falar, tá tudo muito claro aqui. Você já teve essa chance e não quis, né?!
- Fátima, você não é daquelas gentes que são contra o uso de contraceptivos, né?!
- Não, eu tou falando de oooooutra coisa. - com os olhos arregalados e uma expressão ameaçadora.
- Aborto? Fiz não.
- Fez sim.
- Não não fiz.
- Aqui diz que fez.
- Ah, se tá dizendo aí alguém fez e não me contou.
ela viu que aquilo não ia dar em nada e mudou um pouco de assunto.
- Aqui diz que você tem o espírito materno aguçado.
dessa vez eu tive que fazer nada. as minhas amigas que se divertiam às minhas custas começaram a gargalhar, dizendo que assim como o aborto, se eu tenho o senso de maternidade aguçado, alguém tinha que ter me contado isso antes.
* elas se divertem com o fato de eu ter um certo medo de crianças, principalmente das meninas bem pequenas.
enfim, não sei muito bem o que aconteceu mas num certo momento a bidu ficou vermelha e falou que estava constrangida de dizer o que tinha descoberto. eu disse - deixa disso, manda bala que eu tou pronta pra tudo - mas ela não quis. disse que outro dia a gente volta a se falar e ela vai fazer algumas revelações das quais eu talvez não goste.
bom, levando em consideração o aborto que eu não fiz, o espírito materno que eu perdi e a vontade de casar (sim, ela também disse isso) que eu não tenho, tou curiosa pra saber das tais revelações.
tá doido.
**
ontem eu tive prova de direito e passei por uma das situações mais tensas da minha vida.
pra resumir, o professor mais durão e carrasco desse mundo quase pegou a minha cola e eu quase infartei.
quando eu digo quase eu digo quaaaase, por pooouco, muuuuito pouco.
eu sei, não tenho mais idade pra isso e tals, mas... poutz, descrever as estruturas e os mecanismos da norma jurídica é osso.
**
Thursday, June 01, 2006
Tuesday, May 23, 2006
**
ontem.
chorei assistindo Lost.
chorei assistindo Miami Ink.
chorei assistindo Garden State.
e não foi nada programado. foi o destino, vulgo tv a cabo.
tou num derretimento de dar gosto.
sem tristeza, só derretimento mesmo.
tá doido.
**
hoje eu acordei megabem. depois de chorar todas as pitangas, dormi feito uma pedra.
a única dureza foi convencer o povo do trampo de que eu tava com a cara inchada por nada.
(tenho uma certa fama de durona por aqui, rss, ninguém acredita que eu choro sem motivo)
tontos.
**
comprei o ingresso pro los hermanos e descobri que tenho prova final de sociologia no mesmo dia. na mesma hora.
Amarante e Camelo...
ou
Comte e Durkheim?
há. adivinha só.
**
tédio.
**
ontem.
chorei assistindo Lost.
chorei assistindo Miami Ink.
chorei assistindo Garden State.
e não foi nada programado. foi o destino, vulgo tv a cabo.
tou num derretimento de dar gosto.
sem tristeza, só derretimento mesmo.
tá doido.
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hoje eu acordei megabem. depois de chorar todas as pitangas, dormi feito uma pedra.
a única dureza foi convencer o povo do trampo de que eu tava com a cara inchada por nada.
(tenho uma certa fama de durona por aqui, rss, ninguém acredita que eu choro sem motivo)
tontos.
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comprei o ingresso pro los hermanos e descobri que tenho prova final de sociologia no mesmo dia. na mesma hora.
Amarante e Camelo...
ou
Comte e Durkheim?
há. adivinha só.
**
tédio.
**
Monday, May 22, 2006
**
pra não dizer que eu não avisei:
acordei meio amarga hoje. bem amarga.
**
coisas que atiçam o meu instinto de destruição:
- artistas de rua. adoro, desde que estejam mortos.
- peças interativas e, pior, público interativo. sim, porque o fulano vai ao teatro e se identifica com o que está sendo dito de uma forma tão tão...intensa, que não consegue se conter e acha que tem o direito de abrir a boca quando não é chamado. babaca.
pois é, maldita virada cultural.
**
tive vontade de pedir meu dinheiro de volta quando a sessão acabou.
cachè.
sabe aqueles filmes iranianos suuuuper descolados que fazem o maior sucesso entre a rapeize moderna? então, igual.
lixo.
**
malamud.
o cara tava na maior boa intenção e não decepcionou. memória de elefante.
mas acontece que às vezes não depende simplesmente do ator.
marcelo mirisola é um cara durão. ponto. não dá pra chamar um ator bonitinho, com um sorriso de orelha a orelha (literalmente, uma bocarra), jeito de quem escuta Cordel do Fogo Encantado e participa de saraus de poesia pra representar um texto dele. questão de encaixe. ponto.
tá tá, chama-lo de durão é meio forçação de barra, mas deu pra sacar o que eu quis dizer, né?!
**
assisti pela 2ª vez o factotum. não que da 1ª vez eu tenha achado uma belezura de filme, mas é que ele tava lá passando coisa e tals e eu não tinha nada melhor pra fazer.
assisti metade, dormi metade.
o problema é o mesmo da peça aí de cima. matt dillon (e eu já devo ter dito isso aqui) não encaixa no papel de henry chinaski. ele se esforça pra ficar feio e xucro, mas o lance todo vai além da sua boa vontade, coitado. uma vez abençoado pela mãe natureza o indivíduo não consegue se estragar. lindo lindo, com cara de bom moço, vontade de abraçar. e cheiroso, aposto.
lily taylor foi um achado pro papel de jan. tá mais que perfeita com aquelas pernas tortas e a lingerie maltrapilha. é, ela tem classe.
**
eu adoro project runway. a-do-ro.
achei beeeeem injusta a eliminação do daniel (pra quem eu vou torcer agora?) e acho que o Santino merece ser muito muito muito humilhado.
**
queria ter caixinhas de som aqui.
dia 7 tem show do los hermanos, de novo.
ginga etíope.
**
e a sílvia que não aparece.
**
pra não dizer que eu não avisei:
acordei meio amarga hoje. bem amarga.
**
coisas que atiçam o meu instinto de destruição:
- artistas de rua. adoro, desde que estejam mortos.
- peças interativas e, pior, público interativo. sim, porque o fulano vai ao teatro e se identifica com o que está sendo dito de uma forma tão tão...intensa, que não consegue se conter e acha que tem o direito de abrir a boca quando não é chamado. babaca.
pois é, maldita virada cultural.
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tive vontade de pedir meu dinheiro de volta quando a sessão acabou.
cachè.
sabe aqueles filmes iranianos suuuuper descolados que fazem o maior sucesso entre a rapeize moderna? então, igual.
lixo.
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malamud.
o cara tava na maior boa intenção e não decepcionou. memória de elefante.
mas acontece que às vezes não depende simplesmente do ator.
marcelo mirisola é um cara durão. ponto. não dá pra chamar um ator bonitinho, com um sorriso de orelha a orelha (literalmente, uma bocarra), jeito de quem escuta Cordel do Fogo Encantado e participa de saraus de poesia pra representar um texto dele. questão de encaixe. ponto.
tá tá, chama-lo de durão é meio forçação de barra, mas deu pra sacar o que eu quis dizer, né?!
**
assisti pela 2ª vez o factotum. não que da 1ª vez eu tenha achado uma belezura de filme, mas é que ele tava lá passando coisa e tals e eu não tinha nada melhor pra fazer.
assisti metade, dormi metade.
o problema é o mesmo da peça aí de cima. matt dillon (e eu já devo ter dito isso aqui) não encaixa no papel de henry chinaski. ele se esforça pra ficar feio e xucro, mas o lance todo vai além da sua boa vontade, coitado. uma vez abençoado pela mãe natureza o indivíduo não consegue se estragar. lindo lindo, com cara de bom moço, vontade de abraçar. e cheiroso, aposto.
lily taylor foi um achado pro papel de jan. tá mais que perfeita com aquelas pernas tortas e a lingerie maltrapilha. é, ela tem classe.
**
eu adoro project runway. a-do-ro.
achei beeeeem injusta a eliminação do daniel (pra quem eu vou torcer agora?) e acho que o Santino merece ser muito muito muito humilhado.
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queria ter caixinhas de som aqui.
dia 7 tem show do los hermanos, de novo.
ginga etíope.
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e a sílvia que não aparece.
**
Sunday, May 21, 2006
Wednesday, May 17, 2006
**
IMPORTANTE!
se você ou alguém que você conhece estiver disposto(a) a dar aulas particulares de contabilidade, pago bem.
(juro, é sério, eu NÃO POSSO ficar de exame nessa matéria miserável)
**
semana de check ups.
a boa notícia é que por enquanto a dentista e a ginecologista não assinarão o meu atestado de óbito.
(descobri vários lances curiosos a respeito do meu aparelho reprodutor. meu útero, por exemplo, é virado pras costas, o que significa que caso eu fique grávida a placenta vai primeiro tentar crescer pra trás, sem sucesso ela vai pra cima e só depois vai pra frente, feito barrigão de grávida mesmo. ou seja, o pânceps só saltaria de verdade lá pelo 6º mês. não é interessante? fora isso ouvi dicas e mais dicas a respeito das posições sexuais mais ou menos favoráveis pra engravidar - dicas essas que valem pras gentes que têm o útero igual o meu né. a doutora garantiu que numa das posições citadas eu não engravido nem a pau (sacou? sacou?), o que é absolutamente sensacional para o caso de o PCC tomar as ruas e eu não conseguir sair de casa pra comprar anticoncepcional. oh yeah, formidável.)
**
vai passar factotum numa sessão especial do cinesesc.
tá tá, matt dillon de chinaski não é lá o lance mais convincente do mundo, mas eu gosto tanto que consigo relevar.
sábado, de madrugada, vamoaê?
**
assisti estrela solitária de novo (não, não é o filme do garrincha)
puxa vida, o win wnders é um tiozão altamente abraçável, não?
**
não ria.
eu quase morri de medo assistindo a refilmagem de "O Massacre da Serra Elétrica". É bruto, principalmente ao lado da minha irmã que grita mais que a protagonistagostosadecamisetabrancamolhada.
**
eu tinha uma hora livre e uns trocados no banco.
comprei "a sangue frio", do capote. ah, eu adoro histórias de chacinas, assassinatos, perfis psicológicos dos assassinos e essa coisa toda. a-do-ro.
**
sábado é dia de mudanças.
as coisas do ex que há muito foram esquecidas nas caixas de papelão serão despejadas. quer ele queira quer não.
um tantinho de drama, porque tá tudo combinado. ; )
**
minha cabeça dói.
é gripe. é.
**
IMPORTANTE!
se você ou alguém que você conhece estiver disposto(a) a dar aulas particulares de contabilidade, pago bem.
(juro, é sério, eu NÃO POSSO ficar de exame nessa matéria miserável)
**
semana de check ups.
a boa notícia é que por enquanto a dentista e a ginecologista não assinarão o meu atestado de óbito.
(descobri vários lances curiosos a respeito do meu aparelho reprodutor. meu útero, por exemplo, é virado pras costas, o que significa que caso eu fique grávida a placenta vai primeiro tentar crescer pra trás, sem sucesso ela vai pra cima e só depois vai pra frente, feito barrigão de grávida mesmo. ou seja, o pânceps só saltaria de verdade lá pelo 6º mês. não é interessante? fora isso ouvi dicas e mais dicas a respeito das posições sexuais mais ou menos favoráveis pra engravidar - dicas essas que valem pras gentes que têm o útero igual o meu né. a doutora garantiu que numa das posições citadas eu não engravido nem a pau (sacou? sacou?), o que é absolutamente sensacional para o caso de o PCC tomar as ruas e eu não conseguir sair de casa pra comprar anticoncepcional. oh yeah, formidável.)
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vai passar factotum numa sessão especial do cinesesc.
tá tá, matt dillon de chinaski não é lá o lance mais convincente do mundo, mas eu gosto tanto que consigo relevar.
sábado, de madrugada, vamoaê?
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assisti estrela solitária de novo (não, não é o filme do garrincha)
puxa vida, o win wnders é um tiozão altamente abraçável, não?
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não ria.
eu quase morri de medo assistindo a refilmagem de "O Massacre da Serra Elétrica". É bruto, principalmente ao lado da minha irmã que grita mais que a protagonistagostosadecamisetabrancamolhada.
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eu tinha uma hora livre e uns trocados no banco.
comprei "a sangue frio", do capote. ah, eu adoro histórias de chacinas, assassinatos, perfis psicológicos dos assassinos e essa coisa toda. a-do-ro.
**
sábado é dia de mudanças.
as coisas do ex que há muito foram esquecidas nas caixas de papelão serão despejadas. quer ele queira quer não.
um tantinho de drama, porque tá tudo combinado. ; )
**
minha cabeça dói.
é gripe. é.
**
Tuesday, May 09, 2006
***
Eu gosto bastante do Matt Damon como Jason Bourne.
***
V de Vingaça é...ahn... ok. saca?
***
Frio me dói.
***
No domingo a moradora do primeiro andar do meu prédio foi rendida por dois caras armados que entraram em seis apartamentos e levaram tudo tudo tudo tudinho.
No domingo montes de polícias e seus respectivos possantes foram chamados para revistar os apartamentos arrombados e fazer algumas perguntas.
No domingo a fechadura da portaria foi trocada.
No domingo eu assisti televisão o dia inteiro ao lado do Belisco e o lance mais emocionante do dia foi deixar a pipoca tempo demais no microondas.
(ah e eu quase chorei com o Extreme Makeover, como sempre)
Como assim eu nunca fico sabendo de nada?
***
O contrato do meu apartamento vence em Outubro.
Eu sei que é cedo, mas não consigo parar de pensar nisso.
Quero uma casa. E um Boxer. E um jardim.
***
eu tenho vontade de deixar recaditos anônimos nuns cantos aí.
mas nunca nunca que consigo me disfarçar nas frases.
(ou até consigo, mas aí sai feio de dar dó)
***
às vêiz eu me acho uma ser humana genial.
e é só às vêiz mesmo, mas quando acontece ninguém mais me desencasqueta a idéia.
***
Eu gosto bastante do Matt Damon como Jason Bourne.
***
V de Vingaça é...ahn... ok. saca?
***
Frio me dói.
***
No domingo a moradora do primeiro andar do meu prédio foi rendida por dois caras armados que entraram em seis apartamentos e levaram tudo tudo tudo tudinho.
No domingo montes de polícias e seus respectivos possantes foram chamados para revistar os apartamentos arrombados e fazer algumas perguntas.
No domingo a fechadura da portaria foi trocada.
No domingo eu assisti televisão o dia inteiro ao lado do Belisco e o lance mais emocionante do dia foi deixar a pipoca tempo demais no microondas.
(ah e eu quase chorei com o Extreme Makeover, como sempre)
Como assim eu nunca fico sabendo de nada?
***
O contrato do meu apartamento vence em Outubro.
Eu sei que é cedo, mas não consigo parar de pensar nisso.
Quero uma casa. E um Boxer. E um jardim.
***
eu tenho vontade de deixar recaditos anônimos nuns cantos aí.
mas nunca nunca que consigo me disfarçar nas frases.
(ou até consigo, mas aí sai feio de dar dó)
***
às vêiz eu me acho uma ser humana genial.
e é só às vêiz mesmo, mas quando acontece ninguém mais me desencasqueta a idéia.
***
Wednesday, May 03, 2006
**
Quando Você Percebe Que Se Alguém Nasceu Com A Bunda Virada Pra Lua, Esse Alguém Não É Você.
Tá, desde sempre o meu emprego dos sonhos foi ser herdeira.
Vida boa boa, com tempo e dinheiro pra estudar as coisas que realmente me interessam, viajar pelo mundo, não ter gastrite, etc etc e etc.
Mas esse emprego é demais de difícil de conseguir. Herdeira, ou você nasce ou não nasce. Né não?
Não.
... coisas que não costumam acontecer por aí...
A Mara trabalha aqui comigo. Ela é divertida demais e vezenquando beira a insanidade.
Anteontem recebeu um telefonema enigmático.
O tio, todo feliz com a possibilidade de ter encontrado uma mina de ouro, ligou pra pedir sua ajuda:
- Dr. Willys, um antigo amigo da família, quer conhece-la.
O velho é, resumindo, podre de rico e solitário. A esposa faleceu há um ano e o filho que até então morava com ele faleceu há duas semanas. O outro filho mora em Paris.
Sobrou o velho, já sem grandes compromissos pra se entreter e agora sem parentes próximos pra infernizar.
À beira do desespero recorreu ao tio da Mara:
- Preciso de companhia.
Tá, companhia não foi a palavra, naquele momento, utilizada. Governanta.
Mas uma daquelas multiuso, que cuidaria da casa controlando os empregados, pagaria as contas, faria companhia e de vez em sempre o acompanharia nas suas viagens pra visitar o filho e monitorar o andamento das suas empresas em outras cidades.
O salário? R$ 3.000,00 - livres e negociáveis.
E a Mara, é claro, foi. Fez escova no cabelo, colocou um terninho pra parecer séria e capaz de cuidar da vida alheia mas, cabreira, chamou um dos sobrinhos pra leva-la de carro e esperar até que a coisa toda fosse acertada.
- Se eu demorar mais que 1h, ligue pra polícia. - foi a instrução passada.
A mansão é assustadoramente grande. Os móveis são antigos e pesados e há uma cadeira elétrica no escritório. Nas paredes, dezenas de espingardas e afins equilibram-se lado a lado. Excentricidades de um velho milionário.
Ele a recebe na cadeira de rodas elétrica. Apresenta a sala de estar e de jantar, abre a porta do jardim e aponta pra piscina que possui uma pequena cascata.
- Como você veio até aqui Mara? De táxi? Tenho alguns carros disponíveis na garagem, escolha um e vá para casa, eu peço que eu alguém vá buscar amanhã.
Ela tenta ir direto ao assunto. Quer saber do que se trata e se o valor do salário é aquele mesmo.
- Ahn, obrigada, mas vim com o meu sobrinho, ele está me esperando lá fora. Bom Sr. Willys, eu vim aqui a pedido do meu tio e ele disse que o senhor precisa de alguém que o auxilie com assuntos da casa, certo?
- Exato. Bom, ele deve ter comentado com você a respeito do salário, não?! A princípio são R$ 3.000,00, mas podemos negocia-lo.
- ...
- Você acha que R$ 5.000,00 está bom?
- Ahn, sim, quer dizer, acho que sim, mas... quais seriam exatamente as minhas funções?
Ele hesita alguns instantes. É nessa hora que ela percebe que o velho de tão velho ronca acordado. E ronca mesmo, não é respiração pesada, é um monstro que urra naquela garganta.
- Veja bem, com relação à casa e às despesas eu não tenho muitos problemas. Eu preciso é de companhia, alguém que me acompanhe nas viagens ao exterior, ao Rio de Janeiro, que durma na minha casa pra que eu tenha a quem recorrer quando for preciso.
Até aí a coisa ia bem, quer dizer, ganhar uma bolada dessas pra fazer absolutamente nada? E ele continuou:
- Quando você teve sua 1ª relação sexual?
- Ahn? Eu? Primeira? Faz tempo né, ahn, ...
- Você tem namorado Mara?
- Quando foi sua última relação?
- Você é carinhosa?
- Não quer se sentar ao meu lado?
- Qual a sua verdadeira orientação sexual?
Aí desembesta. O velho, excitado com todas aquelas informações essenciais pra contratação de uma governanta, deixa a dentadura passear pela sua boca. Vezenquando quase engasga com a própria língua e dá a impressão de que vai cuspir aquela dezena de dentes no colo de alguém. a Mara, que a essa altura já tinha perdido qualquer orientação, sexual ou não, mal consegue respirar e tentar responder, secando o suor das mãos. O questionário dura uns 2 ou 3 minutos. Sem reação, ela não consegue responder a nenhuma pergunta. Engasga, pigarreia, tosse, e a cada titubeada ele manda um questionamento pior que o anterior.
Ela se levanta, diz que seu sobrinho está esperando e vai ficar preocupado, quer ir embora.
É então que ele pede que ela espere, pois quer que conheça alguém.
- SABÁ! SABÁ! Querida! Sabá!
Do corredor é possível escutar a respiração ofegante. Uma das empregadas abre a porta da sala onde estavam e com um sorriso maligno dá passagem à querida Sabá.
Uma dogue alemã, cinza, com pelo menos 150 kilos.
Ela entra, pesada e babada e, desconfiada, pára em frente à Mara. Enquanto uma respira pesadamente, a outra não consegue soltar o ar que tem em seus pulmões.
Agora são dois, eles roncam e parecem se deliciar com a situação. Eles realmente se entendem.
- Mara, essa é a Sabá! Encoste nela, vamos! Encoste nela!
Ela começa a erguer os braços.
- Mas não erga os braços! A Sabá é treinada, se alguém fizer movimentos bruscos perto de mim ela avança.
Mara se encolhe. Está claro que existe uma tensão entre as duas. Não, elas não estão dispostas a dividir o mesmo aposento e muito menos a mesma fonte de renda.
O velho, sentindo a sua superioridade no momento em que é disputado pelas duas fêmeas, pergunta:
- Você começa amanhã?
- Doutor Willys, eu não sei qual foi a expectativa que o meu tio criou, mas o senhor sabe que eu estou trabalhando, tenho minha vida... é difícil abrir mão de tudo isso de uma hora para a outra...
- Ora, mas é esse o problema? Mara, minha querida, não se trata de abrir mão das suas coisas. Mude-se para cá, traga suas coisas, continue trabalhando, faça um curso se quiser. Você gosta de churrasco? Eu posso mostrar a piscina a você, a churrasqueira, a pequena quadra que tenho nos fundos... traga seus amigos, faça algumas festas, vá ao trabalho, não altere sua rotina. Pra mim o importante é que você se sinta bem enquanto morar aqui, e me acompanhe às viagens e às pequenas formalidades.
Quer escolher um carro agora? Prefere que eu deixe o motorista à sua disposição ou gosta de dirigir? Mara, minha flor, o problema é o salário? Vamos negociar, vamos negociar. Preciso de uma companheira, alguém que me ajude, que me dê carinho. Senta aqui perto de mim Mara. Bem perto, preciso de alguém muito perto. Dorme comigo Mara? Preciso de alguém aqui. Mara, Mara, Mara...
Antes que ela não conseguisse mais disfarçar o nervosismo e desse de cara com aquilo que ela não queria encarar no colo do velho, se levanta e, com calma pra não agitar a Sabá, começa a caminhar em direção à saída. Passa uma sala e outra, atravessa um corredor, tenta lembrar o caminho que fez pra chegar até ali e finalmente encontra a saída. A cada passo dado escuta o zzzzzzzzuuuummmmm do motorzinho da cadeira de rodas atrás dela e quase sente o bafo quente da cachorra que caminha vitoriosa no cangote.
Pela primeira vez sente que o velho perdeu o controle da situação e começa a se enrolar. Ele tenta pedir que ela fique, mas provavelmente não é dado a pedir muita coisa por aí. Acaba saindo como uma ordem e se arrepende em seguida, com a certeza de que a cadeira de rodas não é suficientemente rápida pra correr atrás daquela que seria sua dama de companhia, sua nova amante e governanta.
A porta se fecha. Do lado de dentro, o velho acaricia a cabeça da cachorra que com ar de triunfo baba no tapete de um milhão de dólares.
- É Sabá, acho que alguma coisa deu errado. De novo.
**
A Mara? Continua trabalhando aqui na minha frente, doida que só ela.
**
E agora nós estamos a procura de jovens bonitas interessadas em renda fácil. Emprego dos sonhos: agenciadora de herdeiras.
**
Tuesday, May 02, 2006
**
Virgens Suicídas
Pegando onda.
Acho que tá na hora de cometer orkuticídio.
(imagina se eu morro na vida real e as gentes começam a mandar scraps regados a "onde quer que você esteja..." ?! céus, seria pior do que ir pro céu das gentes. porque quando eu morrer quero ir pro céu dos cães - e férias com o capeta.)
**
Missão Impossível
sempre escrevo tudo tudo tudo no outlook pra depois passar pro blog, pro caderno, pra agenda ou por telefone pra alguém.
manias.
ctrl+c e ctrl+v, tahoma, grampos de cabelo, vírgulas... e organizar as idéias, pro que quer que seja, num rascunho do outlook.
assim, quando eu tou aqui no trampo com essa cara de gente ocupada escrevendo alguma coisas minhas e de mais ninguém e não termino o raciocínio, mando pra casa (o que não passa de um alívio psicológico, uma vez que estando em casa eu tenho um milhão e meio de coisas mais interessantes pra fazer do que ficar interneteando) pra terminar.
sexta-feria eu tava numa dessas.
cara de compenetrada, postura ereta, café esfriando ao lado do mouse. escrevendo montes de bobagens.
causos mais ou menos interessantes pra colocar aqui, mas não acabei.
perto das 18h, resolvi enviar pra casa pra tentar terminar e postar. o telefone toca:
- Oi Mayumi, o Marcelo tá por aí?
- Ahn, oi, acho que já foi embora, não tou vendo o terno dele na cadeira. Quem tá falando?
- É o Marcelo, rss, outro né?!
- Ahn, tá bom então Marcelo, se ele aparecer de novo por aqui eu aviso que você ligou.
Marcelo pro Marcelo, pensei, preciso anotar o recado.
anotei, marcelo, no endereço de destino da mensagem que estava escrevendo. e enviei.
bosta bosta e bosta.
é, não tinha nada de comprometedor, mas o tal do marcelo - que não estava aqui, não o que ligou atrás dele - é meu chefe.
o feriado? encasquetei pensando nisso. coisa besta que ficou me perturbando dia e noite. tá, não tanto tempo assim, mas incomodaram bastante, principalmente na hora de dormir.
cheguei hoje com a certeza de que ele já tinha lido tudo e a minha vaca já tinha ido pro brejo.
eu com cara de sofrimento e ele com cara de sono. disse que tinha acabado de chegar e não tinha lido e-mail nenhum não.
disse ufa e pedi pra apagar. ele o fez, achando graça do meu feriado encasquetado.
alguém acredita que a minha mensagem foi deletada por completo?
pois eu não.
e sim, tou esperando o momento certo de computador ligado e chefe fora da mesa pra ir até lá deletar o dito cujo.
saco.
**
Sobre Buracos e Tacos
Me presenteei:
"Snooker: tudo sobre a sinuca"
Uhú!
Sim sim, vou me tornar uma zás-trás no encaçapamento de bolinhas coloridas. Me aguardem!
Descobri que uma mesa de sinuca profissional das boas custa uns R$ 5.000,00 no máximo. Eu quero é mesa de buteco, que como todo mundo sabe, é meu número.
Mas por enquanto é só pra saber mesmo. Ainda que eu tivesse essa grana toda pra compra-la, continuaria faltando o essencial: espaço.
É triste, mas na minha casa gigante não cabe nem um jogo de sinuca da Matel, pra crianças de 3 a 8 anos.
Ok, logo logo a situação há de mudar. (pensamento positivo? ahn? é meu isso?)
Enquanto a minha própria mesa não vem, encontrei também um site de uma jogadora profissional ultra premiada que dá aulas aqui em São Paulo.
Ainda não liguei pra saber o preço pra não desanimar, mas tou planejando comprar o kit pra ver se eu consigo me virar sozinha.
Livro + apostila + fita de vídeo.
*E não é só isso! ligue agora e ganhe totalmente grátis um livro de receitas e um gel redutor especial george foreman grill*
**
Virgens Suicídas
Pegando onda.
Acho que tá na hora de cometer orkuticídio.
(imagina se eu morro na vida real e as gentes começam a mandar scraps regados a "onde quer que você esteja..." ?! céus, seria pior do que ir pro céu das gentes. porque quando eu morrer quero ir pro céu dos cães - e férias com o capeta.)
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Missão Impossível
sempre escrevo tudo tudo tudo no outlook pra depois passar pro blog, pro caderno, pra agenda ou por telefone pra alguém.
manias.
ctrl+c e ctrl+v, tahoma, grampos de cabelo, vírgulas... e organizar as idéias, pro que quer que seja, num rascunho do outlook.
assim, quando eu tou aqui no trampo com essa cara de gente ocupada escrevendo alguma coisas minhas e de mais ninguém e não termino o raciocínio, mando pra casa (o que não passa de um alívio psicológico, uma vez que estando em casa eu tenho um milhão e meio de coisas mais interessantes pra fazer do que ficar interneteando) pra terminar.
sexta-feria eu tava numa dessas.
cara de compenetrada, postura ereta, café esfriando ao lado do mouse. escrevendo montes de bobagens.
causos mais ou menos interessantes pra colocar aqui, mas não acabei.
perto das 18h, resolvi enviar pra casa pra tentar terminar e postar. o telefone toca:
- Oi Mayumi, o Marcelo tá por aí?
- Ahn, oi, acho que já foi embora, não tou vendo o terno dele na cadeira. Quem tá falando?
- É o Marcelo, rss, outro né?!
- Ahn, tá bom então Marcelo, se ele aparecer de novo por aqui eu aviso que você ligou.
Marcelo pro Marcelo, pensei, preciso anotar o recado.
anotei, marcelo, no endereço de destino da mensagem que estava escrevendo. e enviei.
bosta bosta e bosta.
é, não tinha nada de comprometedor, mas o tal do marcelo - que não estava aqui, não o que ligou atrás dele - é meu chefe.
o feriado? encasquetei pensando nisso. coisa besta que ficou me perturbando dia e noite. tá, não tanto tempo assim, mas incomodaram bastante, principalmente na hora de dormir.
cheguei hoje com a certeza de que ele já tinha lido tudo e a minha vaca já tinha ido pro brejo.
eu com cara de sofrimento e ele com cara de sono. disse que tinha acabado de chegar e não tinha lido e-mail nenhum não.
disse ufa e pedi pra apagar. ele o fez, achando graça do meu feriado encasquetado.
alguém acredita que a minha mensagem foi deletada por completo?
pois eu não.
e sim, tou esperando o momento certo de computador ligado e chefe fora da mesa pra ir até lá deletar o dito cujo.
saco.
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Sobre Buracos e Tacos
Me presenteei:
"Snooker: tudo sobre a sinuca"
Uhú!
Sim sim, vou me tornar uma zás-trás no encaçapamento de bolinhas coloridas. Me aguardem!
Descobri que uma mesa de sinuca profissional das boas custa uns R$ 5.000,00 no máximo. Eu quero é mesa de buteco, que como todo mundo sabe, é meu número.
Mas por enquanto é só pra saber mesmo. Ainda que eu tivesse essa grana toda pra compra-la, continuaria faltando o essencial: espaço.
É triste, mas na minha casa gigante não cabe nem um jogo de sinuca da Matel, pra crianças de 3 a 8 anos.
Ok, logo logo a situação há de mudar. (pensamento positivo? ahn? é meu isso?)
Enquanto a minha própria mesa não vem, encontrei também um site de uma jogadora profissional ultra premiada que dá aulas aqui em São Paulo.
Ainda não liguei pra saber o preço pra não desanimar, mas tou planejando comprar o kit pra ver se eu consigo me virar sozinha.
Livro + apostila + fita de vídeo.
*E não é só isso! ligue agora e ganhe totalmente grátis um livro de receitas e um gel redutor especial george foreman grill*
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Tuesday, April 25, 2006
Tuesday, April 18, 2006
***
semana agitada-ada-ada.
e eu fico ansiosa-osa-osa.
dá-lhe ginkgo-inkgo-inkgo!
***
me sinto beem, me sinto beem (cantandinho).
***
eu falei nada a respeito do final de semana né?!
grande ousadia a minha.
foi assim, perfeito.
gentes que eu amo, adoro, gosto ou simpatizo. Todas ao meu redor. *mayumicentrismo*. nenhuma pessoinha irritante, nenhuma.
em ordem de agradamento, top 10:
1 - silvia + silvia + silvia.
2 - belisco + belisco.
3 - sinuca + sinuca.
4 - sinuca + cerveja + karenzita de mal humor.
5 - cerveja + sinuca + paulo vigário de ótimo humor.
6 - restaurantes japonês e lagoa tropical.
7 - o sensacional corte de cabelo com entradas forjadas.
8 - mr. felipe - o antiquado mais agradável que do mundo.
9 - ganhar ovo de páscoa da sogra e cuidar da gripe do filho dela no domingo de tarde.
10 - pisar, espremer e esmagar as gentes egoístas e onipresentes. sar-je-ta neles. há!
tirando os 3 primeiros itens, os outros ficam indo e voltando, saindo e entrando na lista.
muita coisa, muita coisa.
ahm, ahm, quem se importa?!
algumas ausências foram sentidas por todos.
mr. carvalho e mr. tanski, por exemplo, não deram o ar da graça. lamentável.
***
amanhã vou a um show bizarro com gentes bizarras. acho que vai ser divertido.
***
ilha grande miou. a tiadonadapousada nos enrolou até os 45 minutos do 2º tempo. uma tratante de marca maior.
faz mal não. quem não tem cão caça com gato.
vamos pra caraguá. gastar pouco e se divertir aos montes.
o último mergulho no mar até o próximo verão.
***
semana agitada-ada-ada.
e eu fico ansiosa-osa-osa.
dá-lhe ginkgo-inkgo-inkgo!
***
me sinto beem, me sinto beem (cantandinho).
***
eu falei nada a respeito do final de semana né?!
grande ousadia a minha.
foi assim, perfeito.
gentes que eu amo, adoro, gosto ou simpatizo. Todas ao meu redor. *mayumicentrismo*. nenhuma pessoinha irritante, nenhuma.
em ordem de agradamento, top 10:
1 - silvia + silvia + silvia.
2 - belisco + belisco.
3 - sinuca + sinuca.
4 - sinuca + cerveja + karenzita de mal humor.
5 - cerveja + sinuca + paulo vigário de ótimo humor.
6 - restaurantes japonês e lagoa tropical.
7 - o sensacional corte de cabelo com entradas forjadas.
8 - mr. felipe - o antiquado mais agradável que do mundo.
9 - ganhar ovo de páscoa da sogra e cuidar da gripe do filho dela no domingo de tarde.
10 - pisar, espremer e esmagar as gentes egoístas e onipresentes. sar-je-ta neles. há!
tirando os 3 primeiros itens, os outros ficam indo e voltando, saindo e entrando na lista.
muita coisa, muita coisa.
ahm, ahm, quem se importa?!
algumas ausências foram sentidas por todos.
mr. carvalho e mr. tanski, por exemplo, não deram o ar da graça. lamentável.
***
amanhã vou a um show bizarro com gentes bizarras. acho que vai ser divertido.
***
ilha grande miou. a tiadonadapousada nos enrolou até os 45 minutos do 2º tempo. uma tratante de marca maior.
faz mal não. quem não tem cão caça com gato.
vamos pra caraguá. gastar pouco e se divertir aos montes.
o último mergulho no mar até o próximo verão.
***
Monday, April 17, 2006
Falta noção nas pessoas, pelamordequalquercoisa.
A gente vai ao cinema na maior boa vontade, desliga o celular, não compra pipoca porque faz barulho e pipoca definitivamente não é comida de cinema, ocupa só dois lugares ainda que as nossas mochilas sejam grandes e pesadas o suficiente pra que seja cobrado um ingresso a mais que justifique a utilização de lugares para apoia-las, se acomoda antes do filme começar pra não ficar importunando os outros e pronto. ok, nada de novo no front.
Aí o babaca do banco de trás começa a querer prever as situações de tensão do filme.
"Agora ela vai bater a porta", "ah, agora ele se fodeu", ...
A cretina do banco da frente fica comentando os erros de continuação da película.
Tudo muito óbvio, mas ela se acha esperta demais e faz questão de falar alto pra que todos ouçam.
Ninguém no cinema além de mim parece se incomodar.
E céus, como me incomoda.
A gota d´água foi a perua ao meu lado atender o maldito celular e, como se não bastasse, começar a conversar como se estivesse na casa dela.
"Tou no cinema. Não, o filme tá mais ou menos, onde você tá?..."
Ah, não tem sangue de barata que não comece a fervilhar.
Chutei a canela e mandei calar a boca. Chutei, de verdade. Com gosto.
Mesmo no escuro eu consegui ver os beiços dela se contorcendo.
Foi tudo num impulso, afinal de contas eu não costumo chutar a canela alheia assim, de caso pensado.
Mas eu me senti MUITO melhor depois disso.
E aí, parece que o povo entendeu o recado e todo mundo voltou a ter o mínimo de compostura nos seus devidos assentos.
***
Esse é o tipo de coisa que a gente não precisa ficar falando né?!
Será que essa gente não teve mãe pra ensinar que não se deve importunar a vida alheia, pelo menos não durante um filme?
Não dá pra acreditar numas coisas assim.
***
O Belisco só falou:
"É porque é segunda-feira May"
?
Pois é.
Belisco falou, tá falado. Não vamos mais ao cinema na segunda-feira. mentira.
(ah, mas que foi uma gracinha, isso foi. aiai.)
***
Quando a gente começa a sentir uma saudade monstro, tem vontade de sentir o cheiro de alguém o dia inteiro e fica feliz de receber uma ligação acompanhada de uma risada bizarra... é porque as coisas tão dando certo, não?
Oba!
***
Ele ronca. Feito um monstro. Dois monstros dependendo do cansaço.
E ainda assim eu PRECISO dormir com o rosto no peito dele pra acordar bem de verdade.
É, acho que as coisas estão dando certo.
***
Quando a gente começa a sentir uma saudade monstro, tem vontade de sentir o cheiro de alguém o dia inteiro e fica feliz de receber uma ligação acompanhada de uma risada bizarra... é porque as coisas tão dando certo, não?
Oba!
***
Ele ronca. Feito um monstro. Dois monstros dependendo do cansaço.
E ainda assim eu PRECISO dormir com o rosto no peito dele pra acordar bem de verdade.
É, acho que as coisas estão dando certo.
***

My Funny Valentine
Chet Baker
My Funny Valentine
Sweet Comic Valentine
You Make Me Smile With My Heart
You're Looks Are Laughable,
Unphotographable
Yet You're My Favorite Work Of Art
Is Your FigureLess Than Greek
Is Your Mouth A Little Weak
When You Open It To Speak
Are You Smart
Don't Change A Hair For Me
Not If You Care For Me
Stay Little Valentine Stay
Each Day Is Valentine's Day
Sweet Comic Valentine
You Make Me Smile With My Heart
You're Looks Are Laughable,
Unphotographable
Yet You're My Favorite Work Of Art
Is Your FigureLess Than Greek
Is Your Mouth A Little Weak
When You Open It To Speak
Are You Smart
Don't Change A Hair For Me
Not If You Care For Me
Stay Little Valentine Stay
Each Day Is Valentine's Day
Eu sou besta, eu sei.
Mas não importa quantas vezes eu ouça essa música, sempre sinto vontade de chorar.
***
O filme é um dos meus mais preferidos para a eternidade.
As duas versões, lindas de morrer. Trilha, fotografia, tudo tudo tudo.
Eu não costumo achar que o que é bom pra mim é bom pros outros. Mas quem não gosta desses filmes não tem o mínimo de sensibilidade.
Alain Delon versus Matt Damon + Jude Law + Phillip Seymour Hoffman.
Não, não dá pra ser melhor que isso.
O único que pisou na bola foi o John Malkovich. Mas tudo bem, ninguém assistiu ao retorno.
**
Thursday, April 13, 2006
Diário de bordo:
A bula diz que eu devo tomar 6 cápsulas por dia.
6 cápsulas? Não né, que assim eu não me preocupo com mais nada além de tomar o tal do ginkgo.
Mas tomei duas assim que chegou, umas 11 da manhã.
Pois bem, me sinto... igual?!
É, nada ainda.
Ah não, eu acabei de almoçar um prato monstro com comida pesada e não tou sentindo aquela moleza típica. Isso já é bom, não é?!
É, agora só falta eu usar esse momento de disposição pra trabalhar ao invés de ficar escrevendo aqui.
Mãos à obra então.
A bula diz que eu devo tomar 6 cápsulas por dia.
6 cápsulas? Não né, que assim eu não me preocupo com mais nada além de tomar o tal do ginkgo.
Mas tomei duas assim que chegou, umas 11 da manhã.
Pois bem, me sinto... igual?!
É, nada ainda.
Ah não, eu acabei de almoçar um prato monstro com comida pesada e não tou sentindo aquela moleza típica. Isso já é bom, não é?!
É, agora só falta eu usar esse momento de disposição pra trabalhar ao invés de ficar escrevendo aqui.
Mãos à obra então.
Ahá! Chega de resmungâncias.
Como diria a mãe alheia, tou precisando de um balde de roupa suja pra lavar.
Pois é, a questão é que apesar de não ter o tal do balde, eu tenho uma penca de coisas pra me preocupar.
Sim, coisas de trabalho, coisas de casa, coisas da faculdade, coisas coisas e coisas
Mas essa onda de "ó vida, ó céus!" que tá me atingindo tá me deixando só o desleixo.
Pois bem, decidi colocar um fim nisso.
A solução? Gingko Biloba!
Uhú!
Sim sim!
Na verdade o primeiro grande passo foi eu me dar uns petelecos internos pra ver se acordo pra cuspir.
(claro que a chegada do feriado é um lance que anima, mas não pensem vocês que as coisas são tão simples assim)
O segundo passo é começar a tomar a peste do Gingko Biloba pra ver se eu consigo me concentrar mais nos meus afazeres.
Já liguei pra farmácia e daqui a pouquinho eles tão me entregando. Belezura, belezura.
Na real eu tava afim era de tomar um remédio tarja preta que a amiga pirada da minha irmã usa, recomendada pelo psiquiatra, por causa do déficit de atenção. Mas além de ter o trabalho de achar uma farmácia que me venda sem receita, é caro pra chucu. Então, eu vou mesmo partir pra solução natureba que está ao meu alcance.
(Gingko Biloba é um nominho desgraçado de feio, tá doido.)
Se funcionar eu começo a tomar o Cogumelo do Sol! Há!
Como diria a mãe alheia, tou precisando de um balde de roupa suja pra lavar.
Pois é, a questão é que apesar de não ter o tal do balde, eu tenho uma penca de coisas pra me preocupar.
Sim, coisas de trabalho, coisas de casa, coisas da faculdade, coisas coisas e coisas
Mas essa onda de "ó vida, ó céus!" que tá me atingindo tá me deixando só o desleixo.
Pois bem, decidi colocar um fim nisso.
A solução? Gingko Biloba!
Uhú!
Sim sim!
Na verdade o primeiro grande passo foi eu me dar uns petelecos internos pra ver se acordo pra cuspir.
(claro que a chegada do feriado é um lance que anima, mas não pensem vocês que as coisas são tão simples assim)
O segundo passo é começar a tomar a peste do Gingko Biloba pra ver se eu consigo me concentrar mais nos meus afazeres.
Já liguei pra farmácia e daqui a pouquinho eles tão me entregando. Belezura, belezura.
Na real eu tava afim era de tomar um remédio tarja preta que a amiga pirada da minha irmã usa, recomendada pelo psiquiatra, por causa do déficit de atenção. Mas além de ter o trabalho de achar uma farmácia que me venda sem receita, é caro pra chucu. Então, eu vou mesmo partir pra solução natureba que está ao meu alcance.
(Gingko Biloba é um nominho desgraçado de feio, tá doido.)
Se funcionar eu começo a tomar o Cogumelo do Sol! Há!
Wednesday, April 12, 2006
Alerta! se não quer saber dos meus resmungos direcione o seu mouse ao X localizado na parte superior direita da sua tela.
**
montanha russa emocional.
**
muito muito muito trampo. tou que sofro.
**
ontem foi uma das melhores noites dos últimos tempos.
saí mais cedo da faculdade, encontrei um daqueles amigos queridos que não se encontra fácil por aí, jogamos sinuca (ganhei 4 partidas de 5), bebemos muita cerveja e jogamos conversa fora.
voltamos andando pra minha casa e paramos em um boteco porque a noite tava era demais de boa.
bom conversar com quem realmente se importa com o que está sendo dito.
é claro que certa altura do campeonato eu já tava trilili-trilili e fiquei numa resmungância sem fim.
ganhei ombro e foi bom. ganhei alguns puxões de orelha e foi megabom.
hoje acordei mais pra lá do que pra cá, uma dilícia.
**
engraçado aos 23 anos começar a experimentar umas sensações adolescênticas.
eu nunca fui muito precoce mesmo, mas achei que esse tipo de coisa parasse de acontecer num certo ponto da vida.
pode até ser, mas pelo jeito eu não alcancei o tal do certo ponto.
**
não gosto das coisas que uma hora me fazem bem e na outra me fazem mal. não gosto.
**
tudo o que eu preciso é manter a calma e esperar o feriado.
quando a silvia chegar, eu sei, as coisas vão *plim!* voltar ao seu devido lugar. meu bom humor inclusive.
chega feriadinho, chega.
**
cara, nem eu me aguento. tudo o que eu consigo é resmungar e eu odeio isso (viu? viu? viu?).
alguém me soca.
**
**
montanha russa emocional.
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muito muito muito trampo. tou que sofro.
**
ontem foi uma das melhores noites dos últimos tempos.
saí mais cedo da faculdade, encontrei um daqueles amigos queridos que não se encontra fácil por aí, jogamos sinuca (ganhei 4 partidas de 5), bebemos muita cerveja e jogamos conversa fora.
voltamos andando pra minha casa e paramos em um boteco porque a noite tava era demais de boa.
bom conversar com quem realmente se importa com o que está sendo dito.
é claro que certa altura do campeonato eu já tava trilili-trilili e fiquei numa resmungância sem fim.
ganhei ombro e foi bom. ganhei alguns puxões de orelha e foi megabom.
hoje acordei mais pra lá do que pra cá, uma dilícia.
**
engraçado aos 23 anos começar a experimentar umas sensações adolescênticas.
eu nunca fui muito precoce mesmo, mas achei que esse tipo de coisa parasse de acontecer num certo ponto da vida.
pode até ser, mas pelo jeito eu não alcancei o tal do certo ponto.
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não gosto das coisas que uma hora me fazem bem e na outra me fazem mal. não gosto.
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tudo o que eu preciso é manter a calma e esperar o feriado.
quando a silvia chegar, eu sei, as coisas vão *plim!* voltar ao seu devido lugar. meu bom humor inclusive.
chega feriadinho, chega.
**
cara, nem eu me aguento. tudo o que eu consigo é resmungar e eu odeio isso (viu? viu? viu?).
alguém me soca.
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Friday, April 07, 2006
Tuesday, April 04, 2006
De vez em quando eu me emociono com coisas bonitas.
De vez em sempre na verdade.
Dá um aperto no peito, uma alegria besta, uma sensação boa.
Nesse caso, rolou só o aperto no peito.
Os olhos arderam também e, engraçado, senti uma vontadinha de chutar umas latas, canelas, essas coisas.
Emoção pura né, porque pelamordequalquercoisa, tem certas coisas que dão vontade de chorar.
Selecionei uma partezinha que eu acho que tem mais profundidade e, sei lá, de repente alguém consegue levar alguma coisa boa daqui.
My Humps (Black Eyed Peas)
What you go do with all that junk?
All that junk inside your trunk?
I'ma get, get, get, get, you drunk,Get you love drunk off my hump.
My hump, my hump, my hump, my hump, my hump,
My hump, my hump, my hump, my lovely lady lumps. (Check it out)
I met a girl down at the disco.
She said hey, hey, hey yea let's go.
I could be your baby, you can be my honey
Lets spend time not money.
I mix your milk wit my cocoa puff,
Milky, milky cocoa,
Mix your milk with my cocoa puff, milky, milky riiiiiiight.
Rss, tou muito besta hoje. Mas olha isso, que porcaria de "leite, leite, cacau, cacau" é esse no meio da música???
Ah, eu me racho!
Só pra constar, tou numa fase mega-bagaceira, e sim, tou dançandinho ouvindo Black Eyed Peas. A-do-ro!
De vez em sempre na verdade.
Dá um aperto no peito, uma alegria besta, uma sensação boa.
Nesse caso, rolou só o aperto no peito.
Os olhos arderam também e, engraçado, senti uma vontadinha de chutar umas latas, canelas, essas coisas.
Emoção pura né, porque pelamordequalquercoisa, tem certas coisas que dão vontade de chorar.
Selecionei uma partezinha que eu acho que tem mais profundidade e, sei lá, de repente alguém consegue levar alguma coisa boa daqui.
My Humps (Black Eyed Peas)
What you go do with all that junk?
All that junk inside your trunk?
I'ma get, get, get, get, you drunk,Get you love drunk off my hump.
My hump, my hump, my hump, my hump, my hump,
My hump, my hump, my hump, my lovely lady lumps. (Check it out)
I met a girl down at the disco.
She said hey, hey, hey yea let's go.
I could be your baby, you can be my honey
Lets spend time not money.
I mix your milk wit my cocoa puff,
Milky, milky cocoa,
Mix your milk with my cocoa puff, milky, milky riiiiiiight.
Rss, tou muito besta hoje. Mas olha isso, que porcaria de "leite, leite, cacau, cacau" é esse no meio da música???
Ah, eu me racho!
Só pra constar, tou numa fase mega-bagaceira, e sim, tou dançandinho ouvindo Black Eyed Peas. A-do-ro!
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