Friday, June 30, 2006

Ainda que a prisão fosse como do seriado Oz, com jeitão de shopping em vias de falência (vitrines sem cor e funcionários com cara de desânimo), passar horas e horas fazendo absolutamente nada deve ser uma situação enlouquecedora. Nem o Adebise salva. (não sei se é assim que escreve Adebise, enfim.)

Hoje é sexta-feira, são 22:18 e eu tou aqui. No trampo.

Graças à Copa do Mundo eu tenho uma tv na minha sala. Graças à tv da minha sala eu tou tentando entender por que diabos a novela das 8 tá passando agora.
em tempo: a tv fica no alto e eu não tou afim de subir na cadeira de novo pra trocar de canal.

O sistema da Tokio Marine deverá ser implantado à meia-noite. E sim, eu estou incumbida de testa-lo quando as doze badaladas soarem lá foram.

Já joguei Sudoku - e bati meu recorde, Paciência - Vegas vira três, Letroca - pelo teclado e Campo Minado. Fucei os blogs legais e os mais chatos de todos os tempos, lii as notícias das últimas semanas e imaginei que tipo de droga os tradutores do UOL tomam antes de publicarem aquela bobajada mal escrita e fumei trocentos cigarros.

Café, chá e cola-cola.

Se alguém tiver um link interessante dando sopa por aí, favor encaminhar.

Não há lugar mais desolador que Alphaville, jisuis.

Tuesday, June 20, 2006

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Só pra dizer que eu continuo viva. e cansada.

Estou tentando, desesperadamente, tirar férias.
Férias de verdade, nada de me enrolarem com 3 dias aqui e 4 dias ali.
Eu quero 20, quero 30, quero 40 dias pra bundar, bundar e bundar.
Sim, porque os trocados estão sendo economizados pra projetos ambiciosos.

Tudo o que eu preciso é de uns dias em casa, assistindo todos os programas de culinária existentes na tv brasileira e todos os reality shows da tv paga. To-dos.

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Ganhei um boxer.

Sim, é isso mesmo. GANHEI UM BOOXER!!!

Seu nome é Tobias, nasceu dia 10 e não, ainda não o vi.

Mas ele é lindo, eu sei. Afinal de contas TODOS os cachorros são lindos.

(menos os poodles grandes, mas acho que não os considero cães de verdade)

(e agora, sem desculpas, vou morar numa casa)

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O stress por conta do dia dos namorados passou.

Problemas hormonais meus, tenho consciência disso.

Depois de chorar, espernear e ser mimada durante todo o feriado, puf, passou.

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Amo todos os animais do mundo.

Sem exagero, de verdade. Amo muito muito muito.

Sempre faço um certo escândalozinho quando vejo um cão ou um gato na rua, sempre. E, normalmente, saio correndo atrás deles.
Bom, correndo não, afinal de contas não sou mais nenhuma criança. Mas os gatos principalmente, eu fico chamando, andando atrás, na maior esperança de que eles olhem pra mim com cara de "me cuida" e eu tenha que leva-los pra casa. Quando isso não acontece, posso até não demonstrar, mas sofro. Dá uma dorzinha no peito e fico pensando no que aquele bichinho vai ter que passar vivendo assim, largado.

(e eu me tornei mestra em cuidar de gatos que viviam na rua e achar um novo lar pra eles. várias histórias com finais felizes.)

Um lance que me emociona são os cães de rua e a forma como eles se viram. Quando eu vejo um deles andando rápido, com o olhar atento, acho o máximo. Sempre fico pensando, "mas onde diabos ele vai com tanta pressa?". Acho lindo. Moradores de rua e seus cães são, pra mim, um exemplo fortíssimo de um amor de verdade. Um não tem nada a oferecer para o outro. Nada. A não ser companhia, uma olhar atento quando não se tem quem os ouça, um calorzinho nas noites de frio... e vão vivendo assim, juntos, se preocupando um com o outro. Acho impressionante.

É uma grande besteira, eu sei. E se eu fosse racionalizar o que sinto teria umas 20 mil razões pra me envergonhar.

Mas quer saber? Foda-se. E um grande chute no saco de quem me censurar.

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Ainda sobre os animais.

Eu choro assistindo discovery e a todos os filmes com animais.

Todos os Cães Merecem o Céu
A Grande Aventura
História Sem Fim
André - Uma Foca em Minha Vida

Pois é, a maior babaquice, mas eu caio em todos os grandes truques da Disney. Mancada isso.

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Depois de assistir o Globo Repórter senti a maior compaixão pelas iguanas. Uns bichos fofos fofos que, pobrezinhas, de tão inofensivas só se fodem.

Assisti também um programa a respeito de pombos, de corrida de pombos pra ser mais exato. Incrível como até eles conseguem me balançar. O treinador dos pombos falava de cada um deles como se fossem cãezinhos. De suas personalidades e tals... uma coisa de doido.
(mas dos pombos piolhentos e imundos da cidade, argh, a minha compaixão é proporcional à distância em que eles se encontram de mim.)

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No Trabalho

A Tati confunde Nelson Rodrigues com o Nelson Gonçalves.
A Mara confunde o Gonçalves com o Ned ("aquele anãozinho, né?!)
E eu tenho motivos de sobra pra andar na rua rindo, parecendo retardada.

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(esse é antigo. comentei que tinha escrito antes de ser pega de surpresa com o seu telefonema. e eu sei, nada justifica o meu esquecimento... mas, enfim, pra não dizer que eu menti.)

eu sei que os aniversários estão chegando, já chegaram ou já se foram.

eu sei.

sei também que não adianta enganar. ano após ano eu dou um jeito de achar um e-mail antigo, consultar um conhecido e tentar dar uma quantidade pequena de bolas foras.

esse ano, desisto e admito.

NÃO CONSIGO DECORAR DATAS DE ANIVERSÁRIO.

e ficaria EXTREMAMENTE feliz se os aniversariantes dos meses de Junho e Julho se pronunciassem.

eu vivo rodeada de geminianos. rodeada.
não que isso signifique alguma coisa, mas de um jeito ou de outro eu sei que essa é a época de presentear a rapêize.

sendo assim, me perdoem e, suplico, me ajudem.

(quem eu tou tentando enganar? Sílvia, essa é pra você.)

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Não há nada mais foda do que chegar cansadassa do trampo e econtra-lo se debatendo na cozinha preparando o jantar.

O arro ficou duro, mas foi o lance mais bonito de todos os tempos.

Não, eu não quero uma Amélia, rss. Mas quem conhece o Belisco, todo largado e desligado, sabe do que eu tou falando.

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Tuesday, June 13, 2006

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essa é a típica semana em que, ao acordar, eu penso:

- céus, alguém me arranja um arma.

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eu a-do-ro falar palavrão.
falo com gosto mesmo, enchendo a boca.
tento não ficar mandando as pessoas tomarem no cú de graça pra expressão não perder a força na hora certa, saca?

essa semana, além da vontade de dar um tiro no joelho de cada um que passa na minha frente, eu me imagino a todo momento mandando alguém se foder. com força. e areia.

(também me imagino arrancando os cílios/ dentes alheios, um por um. mas não quero assustar ninguém.)

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dia dos namorados de merda.

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Friday, June 09, 2006

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pois bem, previsões concretizadas.

exame em matemática - por pura falta de vergonha na cara. sim, eu mereço.

exame em direito - por meio ponto. porque eu usei regra jurídica ao invés de norma jurídica. sim, foi aí o desconto do meu precioso meio ponto.

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nas outras matérias estourei a boca do balão.

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um tanto injuriada. mas hoje é sexta né?! pois é.

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Tuesday, June 06, 2006

notas rápidas:

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tenho geladeira, de novo.

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resultados ruins. exames reagendados para avaliação de um especialista.

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passei em administração.

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provável exame em matemática e direito.

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apaixonada pelo belisco.

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quero um emprego novo.

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odeio chefe bunda-mole.

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sono + sono + sono + sono

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por que o arnaldo jabor não morre empalado?

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hoje é dia do capeta.

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Friday, June 02, 2006

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anteontem eu resolvi tomar vergonha nessa minha cara de bolacha e fiz todos os exames de mulher que há pra se fazer.

foi tudo muito rápido e me diverti horrores com a privada tecnológica da cliínica.
tá, pra quem tá acostumada com essas coisas não deve ser novidade nenhuma, mas eu achei aquele troço genial.
montes de botõezinhos coloridos e funções de lavagem, secagem, massagem (hé, mentira)...
minha mãe que é viajada disse que no japão essas privadas existem em tudo quanto é lugar. pelo menos nos hotéis em que ela se hospedou.
o mais legal é que além de dar um trato na vocêssabemoque, ela também tem uma função auto-limpante, saca?
formidável! nunca mais ter que limpar banheiro, que dilícia.

bom, voltando à vaca magra (eu, no caso), acho que não tem nada de muito errado com o meu corpinho.
vou fazer uma cauterizaçãozinha semana que vem (e sentir cheiro de churrasco saindo de mim, disseram) e esperar o resultado dos exames mais detalhados.
mas no geral, as coisas vão bem. (ainda sinto coisas estranhas - as que me obrigaram a ir ao médico - e pelo jeito a culpa é do anticoncepcional que eu tomo há tempos... vou troca-lo mês que vem e aguardar o resultado)

acho que vou começar a tomar um rumo nessa vida e fazer esses exames periodicamente, do jeito que deve ser.
curti demais ficar olhando o meu útero pela tevezinha, até esqueci da posiçãozinha ingrata em que eu me encontrava.
com a endoscopia também foi assim, adiei adiei e na hora foi só curtição. aquele remediozinho de engrogar o ser humano é uma dilícia e o sono que dá depois é irresistível.

enfim, hoje posso dizer que me conheço por dentro. sem terapia.

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mulher sofre pra cacete viu. é exame ginecológico periodicamente, menstruação, anticoncepcional, absorvente, cólica, tpm, banheiros públicos imundos sem papel higiênico (e sem a opção de usar um cantinho escondido como a homarada), nove meses carregando um mini me no buxo...
é, se deus existe ele é uma criatura bem machistazinha pro meu gosto.

apesar de tudo isso...

incrível como os homens são manipuláveis pelas mulheres. não sei se é um lance puramente hormonal (o que prova que deus, em todo seu machismo, deu uma colher de chá), mas é fácil demais fazer qualquer homem, por mais durão que seja, comer nas nossas mãos de moça.
lógico que uns são mais fáceis que os outros, mas mais cedo ou mais tarde, com a dose certa de charme, qualquer um se curva.

e eu sou testemunha ocular de que esse espiríto subserviente independe das qualidades físicas da mulher em questão. mulher feia tem mais trabalho, isso é fato, mas sendo espertinha (e isso não tem nada a ver com ser maquiavélica), domina a situação.

é, no final das contas, eu prefiro ter cólicas.

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aulas de contabilidade

de corpo e alma eu compareci a 25%.
de corpo eu compareci a outros 25%.
os outros 50% eu compareci na sinuca/ boteco/ minha casa mesmo.

ontem eu quebrei tudo na prova. e quebrei com gosto.

os lançamentos foram feitos com maestria.
os razonetes elaborados num estilo clássico.
a demonstração de resultados lembrou o barroco.
o balancete de verificação moderno.
e por fim o balanço patrimonial. simplesmente um lu-xo.

é, eu preciso falar francamente com o professor.

sinto muito, mas... suas aulas são inúteis.

(é mentira. eu odeio a matéria, com todas as minhas forças, mas o professor coitado, é só alguém com um péssimo gosto

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ontem a Fátima, uma garota que trabalha aqui, veio ler a minha mão.
eu, que mal acredito no que os meus olhos vêem, deixei, mas já pensando em, durante a "consulta" não dar nenhuma dica a meu respeito e pega-la de jeito.

(eu não assisti o fantástico, mas fiquei sabendo da matéria desmascarando os bidus da vida. a idéia era não dar boi pra vidente, ver se ela conseguia descobrir as coisas por si só. ou, o que era mais provável, se convencer de que só tava dando bola fora)

pois bem.

previsões genéricas feitas - um monte de baboseiras que qualquer um poderia ter dito a respeito de qualquer um, alguém pergunta se eu vou ter filhos.

- Olha Mayumi, pelo que eu estou vendo aqui, você já teve a oportunidade de ter filhos, né?!

- Ahn? Eu? Já?

- É, pode falar, tá tudo muito claro aqui. Você já teve essa chance e não quis, né?!

- Fátima, você não é daquelas gentes que são contra o uso de contraceptivos, né?!

- Não, eu tou falando de oooooutra coisa. - com os olhos arregalados e uma expressão ameaçadora.

- Aborto? Fiz não.

- Fez sim.

- Não não fiz.

- Aqui diz que fez.

- Ah, se tá dizendo aí alguém fez e não me contou.

ela viu que aquilo não ia dar em nada e mudou um pouco de assunto.

- Aqui diz que você tem o espírito materno aguçado.

dessa vez eu tive que fazer nada. as minhas amigas que se divertiam às minhas custas começaram a gargalhar, dizendo que assim como o aborto, se eu tenho o senso de maternidade aguçado, alguém tinha que ter me contado isso antes.

* elas se divertem com o fato de eu ter um certo medo de crianças, principalmente das meninas bem pequenas.

enfim, não sei muito bem o que aconteceu mas num certo momento a bidu ficou vermelha e falou que estava constrangida de dizer o que tinha descoberto. eu disse - deixa disso, manda bala que eu tou pronta pra tudo - mas ela não quis. disse que outro dia a gente volta a se falar e ela vai fazer algumas revelações das quais eu talvez não goste.

bom, levando em consideração o aborto que eu não fiz, o espírito materno que eu perdi e a vontade de casar (sim, ela também disse isso) que eu não tenho, tou curiosa pra saber das tais revelações.

tá doido.

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ontem eu tive prova de direito e passei por uma das situações mais tensas da minha vida.

pra resumir, o professor mais durão e carrasco desse mundo quase pegou a minha cola e eu quase infartei.

quando eu digo quase eu digo quaaaase, por pooouco, muuuuito pouco.

eu sei, não tenho mais idade pra isso e tals, mas... poutz, descrever as estruturas e os mecanismos da norma jurídica é osso.

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Thursday, June 01, 2006

eu odeio a academia.

odeio a academia.

o-dei-o.

me saí surpreendentemente bem nas duas primeiras provas.
(considerando principalmente a minha - falta de - frequência nas matérias)

hoje e amanhã é que eu tou lascada.

semana que vem o pesadelo continua.

até lá, quem me viu mentiu.

Tuesday, May 23, 2006

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ontem.

chorei assistindo Lost.
chorei assistindo Miami Ink.
chorei assistindo Garden State.

e não foi nada programado. foi o destino, vulgo tv a cabo.

tou num derretimento de dar gosto.

sem tristeza, só derretimento mesmo.

tá doido.

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hoje eu acordei megabem. depois de chorar todas as pitangas, dormi feito uma pedra.

a única dureza foi convencer o povo do trampo de que eu tava com a cara inchada por nada.

(tenho uma certa fama de durona por aqui, rss, ninguém acredita que eu choro sem motivo)

tontos.

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comprei o ingresso pro los hermanos e descobri que tenho prova final de sociologia no mesmo dia. na mesma hora.

Amarante e Camelo...

ou

Comte e Durkheim?

há. adivinha só.

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tédio.

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Monday, May 22, 2006

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pra não dizer que eu não avisei:

acordei meio amarga hoje. bem amarga.

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coisas que atiçam o meu instinto de destruição:

- artistas de rua. adoro, desde que estejam mortos.

- peças interativas e, pior, público interativo. sim, porque o fulano vai ao teatro e se identifica com o que está sendo dito de uma forma tão tão...intensa, que não consegue se conter e acha que tem o direito de abrir a boca quando não é chamado. babaca.

pois é, maldita virada cultural.

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tive vontade de pedir meu dinheiro de volta quando a sessão acabou.

cachè.

sabe aqueles filmes iranianos suuuuper descolados que fazem o maior sucesso entre a rapeize moderna? então, igual.

lixo.

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malamud.

o cara tava na maior boa intenção e não decepcionou. memória de elefante.

mas acontece que às vezes não depende simplesmente do ator.

marcelo mirisola é um cara durão. ponto. não dá pra chamar um ator bonitinho, com um sorriso de orelha a orelha (literalmente, uma bocarra), jeito de quem escuta Cordel do Fogo Encantado e participa de saraus de poesia pra representar um texto dele. questão de encaixe. ponto.

tá tá, chama-lo de durão é meio forçação de barra, mas deu pra sacar o que eu quis dizer, né?!

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assisti pela 2ª vez o factotum. não que da 1ª vez eu tenha achado uma belezura de filme, mas é que ele tava lá passando coisa e tals e eu não tinha nada melhor pra fazer.

assisti metade, dormi metade.

o problema é o mesmo da peça aí de cima. matt dillon (e eu já devo ter dito isso aqui) não encaixa no papel de henry chinaski. ele se esforça pra ficar feio e xucro, mas o lance todo vai além da sua boa vontade, coitado. uma vez abençoado pela mãe natureza o indivíduo não consegue se estragar. lindo lindo, com cara de bom moço, vontade de abraçar. e cheiroso, aposto.

lily taylor foi um achado pro papel de jan. tá mais que perfeita com aquelas pernas tortas e a lingerie maltrapilha. é, ela tem classe.

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eu adoro project runway. a-do-ro.

achei beeeeem injusta a eliminação do daniel (pra quem eu vou torcer agora?) e acho que o Santino merece ser muito muito muito humilhado.

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queria ter caixinhas de som aqui.

dia 7 tem show do los hermanos, de novo.

ginga etíope.

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e a sílvia que não aparece.

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Sunday, May 21, 2006

Srta. Silvia Neves Mayer, favor comparecer à sessão de cosméticos e inutilidades cosméticas.

aparece vai. meu último e-mail, recebeu?


Wednesday, May 17, 2006

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IMPORTANTE!

se você ou alguém que você conhece estiver disposto(a) a dar aulas particulares de contabilidade, pago bem.

(juro, é sério, eu NÃO POSSO ficar de exame nessa matéria miserável)

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semana de check ups.

a boa notícia é que por enquanto a dentista e a ginecologista não assinarão o meu atestado de óbito.

(descobri vários lances curiosos a respeito do meu aparelho reprodutor. meu útero, por exemplo, é virado pras costas, o que significa que caso eu fique grávida a placenta vai primeiro tentar crescer pra trás, sem sucesso ela vai pra cima e só depois vai pra frente, feito barrigão de grávida mesmo. ou seja, o pânceps só saltaria de verdade lá pelo 6º mês. não é interessante? fora isso ouvi dicas e mais dicas a respeito das posições sexuais mais ou menos favoráveis pra engravidar - dicas essas que valem pras gentes que têm o útero igual o meu né. a doutora garantiu que numa das posições citadas eu não engravido nem a pau (sacou? sacou?), o que é absolutamente sensacional para o caso de o PCC tomar as ruas e eu não conseguir sair de casa pra comprar anticoncepcional. oh yeah, formidável.)

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vai passar factotum numa sessão especial do cinesesc.

tá tá, matt dillon de chinaski não é lá o lance mais convincente do mundo, mas eu gosto tanto que consigo relevar.

sábado, de madrugada, vamoaê?

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assisti estrela solitária de novo (não, não é o filme do garrincha)

puxa vida, o win wnders é um tiozão altamente abraçável, não?

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não ria.

eu quase morri de medo assistindo a refilmagem de "O Massacre da Serra Elétrica". É bruto, principalmente ao lado da minha irmã que grita mais que a protagonistagostosadecamisetabrancamolhada.

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eu tinha uma hora livre e uns trocados no banco.
comprei "a sangue frio", do capote. ah, eu adoro histórias de chacinas, assassinatos, perfis psicológicos dos assassinos e essa coisa toda. a-do-ro.

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sábado é dia de mudanças.

as coisas do ex que há muito foram esquecidas nas caixas de papelão serão despejadas. quer ele queira quer não.

um tantinho de drama, porque tá tudo combinado. ; )

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minha cabeça dói.

é gripe. é.

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Tuesday, May 09, 2006

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Eu gosto bastante do Matt Damon como Jason Bourne.

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V de Vingaça é...ahn... ok. saca?

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Frio me dói.

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No domingo a moradora do primeiro andar do meu prédio foi rendida por dois caras armados que entraram em seis apartamentos e levaram tudo tudo tudo tudinho.
No domingo montes de polícias e seus respectivos possantes foram chamados para revistar os apartamentos arrombados e fazer algumas perguntas.
No domingo a fechadura da portaria foi trocada.

No domingo eu assisti televisão o dia inteiro ao lado do Belisco e o lance mais emocionante do dia foi deixar a pipoca tempo demais no microondas.
(ah e eu quase chorei com o Extreme Makeover, como sempre)

Como assim eu nunca fico sabendo de nada?

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O contrato do meu apartamento vence em Outubro.

Eu sei que é cedo, mas não consigo parar de pensar nisso.

Quero uma casa. E um Boxer. E um jardim.

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eu tenho vontade de deixar recaditos anônimos nuns cantos aí.
mas nunca nunca que consigo me disfarçar nas frases.

(ou até consigo, mas aí sai feio de dar dó)

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às vêiz eu me acho uma ser humana genial.
e é só às vêiz mesmo, mas quando acontece ninguém mais me desencasqueta a idéia.

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Wednesday, May 03, 2006


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Quando Você Percebe Que Se Alguém Nasceu Com A Bunda Virada Pra Lua, Esse Alguém Não É Você.

Tá, desde sempre o meu emprego dos sonhos foi ser herdeira.
Vida boa boa, com tempo e dinheiro pra estudar as coisas que realmente me interessam, viajar pelo mundo, não ter gastrite, etc etc e etc.

Mas esse emprego é demais de difícil de conseguir. Herdeira, ou você nasce ou não nasce. Né não?

Não.

... coisas que não costumam acontecer por aí...

A Mara trabalha aqui comigo. Ela é divertida demais e vezenquando beira a insanidade.
Anteontem recebeu um telefonema enigmático.
O tio, todo feliz com a possibilidade de ter encontrado uma mina de ouro, ligou pra pedir sua ajuda:

- Dr. Willys, um antigo amigo da família, quer conhece-la.

O velho é, resumindo, podre de rico e solitário. A esposa faleceu há um ano e o filho que até então morava com ele faleceu há duas semanas. O outro filho mora em Paris.
Sobrou o velho, já sem grandes compromissos pra se entreter e agora sem parentes próximos pra infernizar.
À beira do desespero recorreu ao tio da Mara:

- Preciso de companhia.

Tá, companhia não foi a palavra, naquele momento, utilizada. Governanta.
Mas uma daquelas multiuso, que cuidaria da casa controlando os empregados, pagaria as contas, faria companhia e de vez em sempre o acompanharia nas suas viagens pra visitar o filho e monitorar o andamento das suas empresas em outras cidades.

O salário? R$ 3.000,00 - livres e negociáveis.

E a Mara, é claro, foi. Fez escova no cabelo, colocou um terninho pra parecer séria e capaz de cuidar da vida alheia mas, cabreira, chamou um dos sobrinhos pra leva-la de carro e esperar até que a coisa toda fosse acertada.

- Se eu demorar mais que 1h, ligue pra polícia. - foi a instrução passada.

A mansão é assustadoramente grande. Os móveis são antigos e pesados e há uma cadeira elétrica no escritório. Nas paredes, dezenas de espingardas e afins equilibram-se lado a lado. Excentricidades de um velho milionário.

Ele a recebe na cadeira de rodas elétrica. Apresenta a sala de estar e de jantar, abre a porta do jardim e aponta pra piscina que possui uma pequena cascata.

- Como você veio até aqui Mara? De táxi? Tenho alguns carros disponíveis na garagem, escolha um e vá para casa, eu peço que eu alguém vá buscar amanhã.

Ela tenta ir direto ao assunto. Quer saber do que se trata e se o valor do salário é aquele mesmo.

- Ahn, obrigada, mas vim com o meu sobrinho, ele está me esperando lá fora. Bom Sr. Willys, eu vim aqui a pedido do meu tio e ele disse que o senhor precisa de alguém que o auxilie com assuntos da casa, certo?

- Exato. Bom, ele deve ter comentado com você a respeito do salário, não?! A princípio são R$ 3.000,00, mas podemos negocia-lo.

- ...

- Você acha que R$ 5.000,00 está bom?

- Ahn, sim, quer dizer, acho que sim, mas... quais seriam exatamente as minhas funções?

Ele hesita alguns instantes. É nessa hora que ela percebe que o velho de tão velho ronca acordado. E ronca mesmo, não é respiração pesada, é um monstro que urra naquela garganta.

- Veja bem, com relação à casa e às despesas eu não tenho muitos problemas. Eu preciso é de companhia, alguém que me acompanhe nas viagens ao exterior, ao Rio de Janeiro, que durma na minha casa pra que eu tenha a quem recorrer quando for preciso.

Até aí a coisa ia bem, quer dizer, ganhar uma bolada dessas pra fazer absolutamente nada? E ele continuou:

- Quando você teve sua 1ª relação sexual?

- Ahn? Eu? Primeira? Faz tempo né, ahn, ...

- Você tem namorado Mara?
- Quando foi sua última relação?
- Você é carinhosa?
- Não quer se sentar ao meu lado?
- Qual a sua verdadeira orientação sexual?

Aí desembesta. O velho, excitado com todas aquelas informações essenciais pra contratação de uma governanta, deixa a dentadura passear pela sua boca. Vezenquando quase engasga com a própria língua e dá a impressão de que vai cuspir aquela dezena de dentes no colo de alguém. a Mara, que a essa altura já tinha perdido qualquer orientação, sexual ou não, mal consegue respirar e tentar responder, secando o suor das mãos. O questionário dura uns 2 ou 3 minutos. Sem reação, ela não consegue responder a nenhuma pergunta. Engasga, pigarreia, tosse, e a cada titubeada ele manda um questionamento pior que o anterior.

Ela se levanta, diz que seu sobrinho está esperando e vai ficar preocupado, quer ir embora.

É então que ele pede que ela espere, pois quer que conheça alguém.

- SABÁ! SABÁ! Querida! Sabá!

Do corredor é possível escutar a respiração ofegante. Uma das empregadas abre a porta da sala onde estavam e com um sorriso maligno dá passagem à querida Sabá.
Uma dogue alemã, cinza, com pelo menos 150 kilos.
Ela entra, pesada e babada e, desconfiada, pára em frente à Mara. Enquanto uma respira pesadamente, a outra não consegue soltar o ar que tem em seus pulmões.

Agora são dois, eles roncam e parecem se deliciar com a situação. Eles realmente se entendem.

- Mara, essa é a Sabá! Encoste nela, vamos! Encoste nela!

Ela começa a erguer os braços.

- Mas não erga os braços! A Sabá é treinada, se alguém fizer movimentos bruscos perto de mim ela avança.

Mara se encolhe. Está claro que existe uma tensão entre as duas. Não, elas não estão dispostas a dividir o mesmo aposento e muito menos a mesma fonte de renda.
O velho, sentindo a sua superioridade no momento em que é disputado pelas duas fêmeas, pergunta:

- Você começa amanhã?

- Doutor Willys, eu não sei qual foi a expectativa que o meu tio criou, mas o senhor sabe que eu estou trabalhando, tenho minha vida... é difícil abrir mão de tudo isso de uma hora para a outra...

- Ora, mas é esse o problema? Mara, minha querida, não se trata de abrir mão das suas coisas. Mude-se para cá, traga suas coisas, continue trabalhando, faça um curso se quiser. Você gosta de churrasco? Eu posso mostrar a piscina a você, a churrasqueira, a pequena quadra que tenho nos fundos... traga seus amigos, faça algumas festas, vá ao trabalho, não altere sua rotina. Pra mim o importante é que você se sinta bem enquanto morar aqui, e me acompanhe às viagens e às pequenas formalidades.
Quer escolher um carro agora? Prefere que eu deixe o motorista à sua disposição ou gosta de dirigir? Mara, minha flor, o problema é o salário? Vamos negociar, vamos negociar. Preciso de uma companheira, alguém que me ajude, que me dê carinho. Senta aqui perto de mim Mara. Bem perto, preciso de alguém muito perto. Dorme comigo Mara? Preciso de alguém aqui. Mara, Mara, Mara...

Antes que ela não conseguisse mais disfarçar o nervosismo e desse de cara com aquilo que ela não queria encarar no colo do velho, se levanta e, com calma pra não agitar a Sabá, começa a caminhar em direção à saída. Passa uma sala e outra, atravessa um corredor, tenta lembrar o caminho que fez pra chegar até ali e finalmente encontra a saída. A cada passo dado escuta o zzzzzzzzuuuummmmm do motorzinho da cadeira de rodas atrás dela e quase sente o bafo quente da cachorra que caminha vitoriosa no cangote.
Pela primeira vez sente que o velho perdeu o controle da situação e começa a se enrolar. Ele tenta pedir que ela fique, mas provavelmente não é dado a pedir muita coisa por aí. Acaba saindo como uma ordem e se arrepende em seguida, com a certeza de que a cadeira de rodas não é suficientemente rápida pra correr atrás daquela que seria sua dama de companhia, sua nova amante e governanta.

A porta se fecha. Do lado de dentro, o velho acaricia a cabeça da cachorra que com ar de triunfo baba no tapete de um milhão de dólares.

- É Sabá, acho que alguma coisa deu errado. De novo.

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A Mara? Continua trabalhando aqui na minha frente, doida que só ela.

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E agora nós estamos a procura de jovens bonitas interessadas em renda fácil. Emprego dos sonhos: agenciadora de herdeiras.


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Tuesday, May 02, 2006

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Virgens Suicídas


Pegando onda.

Acho que tá na hora de cometer orkuticídio.

(imagina se eu morro na vida real e as gentes começam a mandar scraps regados a "onde quer que você esteja..." ?! céus, seria pior do que ir pro céu das gentes. porque quando eu morrer quero ir pro céu dos cães - e férias com o capeta.)

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Missão Impossível

sempre escrevo tudo tudo tudo no outlook pra depois passar pro blog, pro caderno, pra agenda ou por telefone pra alguém.
manias.
ctrl+c e ctrl+v, tahoma, grampos de cabelo, vírgulas... e organizar as idéias, pro que quer que seja, num rascunho do outlook.
assim, quando eu tou aqui no trampo com essa cara de gente ocupada escrevendo alguma coisas minhas e de mais ninguém e não termino o raciocínio, mando pra casa (o que não passa de um alívio psicológico, uma vez que estando em casa eu tenho um milhão e meio de coisas mais interessantes pra fazer do que ficar interneteando) pra terminar.

sexta-feria eu tava numa dessas.
cara de compenetrada, postura ereta, café esfriando ao lado do mouse. escrevendo montes de bobagens.
causos mais ou menos interessantes pra colocar aqui, mas não acabei.
perto das 18h, resolvi enviar pra casa pra tentar terminar e postar. o telefone toca:

- Oi Mayumi, o Marcelo tá por aí?

- Ahn, oi, acho que já foi embora, não tou vendo o terno dele na cadeira. Quem tá falando?

- É o Marcelo, rss, outro né?!

- Ahn, tá bom então Marcelo, se ele aparecer de novo por aqui eu aviso que você ligou.

Marcelo pro Marcelo, pensei, preciso anotar o recado.
anotei, marcelo, no endereço de destino da mensagem que estava escrevendo. e enviei.

bosta bosta e bosta.

é, não tinha nada de comprometedor, mas o tal do marcelo - que não estava aqui, não o que ligou atrás dele - é meu chefe.

o feriado? encasquetei pensando nisso. coisa besta que ficou me perturbando dia e noite. tá, não tanto tempo assim, mas incomodaram bastante, principalmente na hora de dormir.

cheguei hoje com a certeza de que ele já tinha lido tudo e a minha vaca já tinha ido pro brejo.
eu com cara de sofrimento e ele com cara de sono. disse que tinha acabado de chegar e não tinha lido e-mail nenhum não.
disse ufa e pedi pra apagar. ele o fez, achando graça do meu feriado encasquetado.

alguém acredita que a minha mensagem foi deletada por completo?

pois eu não.

e sim, tou esperando o momento certo de computador ligado e chefe fora da mesa pra ir até lá deletar o dito cujo.

saco.

**

Sobre Buracos e Tacos

Me presenteei:

"Snooker: tudo sobre a sinuca"

Uhú!

Sim sim, vou me tornar uma zás-trás no encaçapamento de bolinhas coloridas. Me aguardem!

Descobri que uma mesa de sinuca profissional das boas custa uns R$ 5.000,00 no máximo. Eu quero é mesa de buteco, que como todo mundo sabe, é meu número.
Mas por enquanto é só pra saber mesmo. Ainda que eu tivesse essa grana toda pra compra-la, continuaria faltando o essencial: espaço.
É triste, mas na minha casa gigante não cabe nem um jogo de sinuca da Matel, pra crianças de 3 a 8 anos.

Ok, logo logo a situação há de mudar. (pensamento positivo? ahn? é meu isso?)

Enquanto a minha própria mesa não vem, encontrei também um site de uma jogadora profissional ultra premiada que dá aulas aqui em São Paulo.
Ainda não liguei pra saber o preço pra não desanimar, mas tou planejando comprar o kit pra ver se eu consigo me virar sozinha.

Livro + apostila + fita de vídeo.

*E não é só isso! ligue agora e ganhe totalmente grátis um livro de receitas e um gel redutor especial george foreman grill*

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Tuesday, April 25, 2006

"Datilorafando este texto
ler se lê nos dedos
não nos olhos
que os olhos são mais dados a segredos"


Leminski
"Dançarás - disse o anjo. - Dançarás com teus sapatos vermelhos... Dançarás de porta em porta... Dançarás, dançarás sempre."

(Andersen: os sapatinhos vermelhos)

Tuesday, April 18, 2006

***

semana agitada-ada-ada.

e eu fico ansiosa-osa-osa.

dá-lhe ginkgo-inkgo-inkgo!

***

me sinto beem, me sinto beem (cantandinho).

***

eu falei nada a respeito do final de semana né?!
grande ousadia a minha.

foi assim, perfeito.

gentes que eu amo, adoro, gosto ou simpatizo. Todas ao meu redor. *mayumicentrismo*. nenhuma pessoinha irritante, nenhuma.

em ordem de agradamento, top 10:

1 - silvia + silvia + silvia.
2 - belisco + belisco.
3 - sinuca + sinuca.
4 - sinuca + cerveja + karenzita de mal humor.
5 - cerveja + sinuca + paulo vigário de ótimo humor.
6 - restaurantes japonês e lagoa tropical.
7 - o sensacional corte de cabelo com entradas forjadas.
8 - mr. felipe - o antiquado mais agradável que do mundo.
9 - ganhar ovo de páscoa da sogra e cuidar da gripe do filho dela no domingo de tarde.
10 - pisar, espremer e esmagar as gentes egoístas e onipresentes. sar-je-ta neles. há!

tirando os 3 primeiros itens, os outros ficam indo e voltando, saindo e entrando na lista.
muita coisa, muita coisa.

ahm, ahm, quem se importa?!

algumas ausências foram sentidas por todos.
mr. carvalho e mr. tanski, por exemplo, não deram o ar da graça. lamentável.

***

amanhã vou a um show bizarro com gentes bizarras. acho que vai ser divertido.

***

ilha grande miou. a tiadonadapousada nos enrolou até os 45 minutos do 2º tempo. uma tratante de marca maior.
faz mal não. quem não tem cão caça com gato.
vamos pra caraguá. gastar pouco e se divertir aos montes.

o último mergulho no mar até o próximo verão.

***

Monday, April 17, 2006

Falta noção nas pessoas, pelamordequalquercoisa.

A gente vai ao cinema na maior boa vontade, desliga o celular, não compra pipoca porque faz barulho e pipoca definitivamente não é comida de cinema, ocupa só dois lugares ainda que as nossas mochilas sejam grandes e pesadas o suficiente pra que seja cobrado um ingresso a mais que justifique a utilização de lugares para apoia-las, se acomoda antes do filme começar pra não ficar importunando os outros e pronto. ok, nada de novo no front.

Aí o babaca do banco de trás começa a querer prever as situações de tensão do filme.
"Agora ela vai bater a porta", "ah, agora ele se fodeu", ...

A cretina do banco da frente fica comentando os erros de continuação da película.
Tudo muito óbvio, mas ela se acha esperta demais e faz questão de falar alto pra que todos ouçam.

Ninguém no cinema além de mim parece se incomodar.

E céus, como me incomoda.

A gota d´água foi a perua ao meu lado atender o maldito celular e, como se não bastasse, começar a conversar como se estivesse na casa dela.
"Tou no cinema. Não, o filme tá mais ou menos, onde você tá?..."

Ah, não tem sangue de barata que não comece a fervilhar.

Chutei a canela e mandei calar a boca. Chutei, de verdade. Com gosto.
Mesmo no escuro eu consegui ver os beiços dela se contorcendo.

Foi tudo num impulso, afinal de contas eu não costumo chutar a canela alheia assim, de caso pensado.
Mas eu me senti MUITO melhor depois disso.

E aí, parece que o povo entendeu o recado e todo mundo voltou a ter o mínimo de compostura nos seus devidos assentos.

***

Esse é o tipo de coisa que a gente não precisa ficar falando né?!
Será que essa gente não teve mãe pra ensinar que não se deve importunar a vida alheia, pelo menos não durante um filme?
Não dá pra acreditar numas coisas assim.

***

O Belisco só falou:
"É porque é segunda-feira May"

?

Pois é.

Belisco falou, tá falado. Não vamos mais ao cinema na segunda-feira. mentira.

(ah, mas que foi uma gracinha, isso foi. aiai.)

***

Quando a gente começa a sentir uma saudade monstro, tem vontade de sentir o cheiro de alguém o dia inteiro e fica feliz de receber uma ligação acompanhada de uma risada bizarra... é porque as coisas tão dando certo, não?

Oba!

***

Ele ronca. Feito um monstro. Dois monstros dependendo do cansaço.

E ainda assim eu PRECISO dormir com o rosto no peito dele pra acordar bem de verdade.

É, acho que as coisas estão dando certo.

***

My Funny Valentine
Chet Baker
My Funny Valentine
Sweet Comic Valentine
You Make Me Smile With My Heart
You're Looks Are Laughable,
Unphotographable
Yet You're My Favorite Work Of Art
Is Your FigureLess Than Greek
Is Your Mouth A Little Weak
When You Open It To Speak
Are You Smart
Don't Change A Hair For Me
Not If You Care For Me
Stay Little Valentine Stay
Each Day Is Valentine's Day
Eu sou besta, eu sei.
Mas não importa quantas vezes eu ouça essa música, sempre sinto vontade de chorar.

***

O filme é um dos meus mais preferidos para a eternidade.
As duas versões, lindas de morrer. Trilha, fotografia, tudo tudo tudo.
Eu não costumo achar que o que é bom pra mim é bom pros outros. Mas quem não gosta desses filmes não tem o mínimo de sensibilidade.
Alain Delon versus Matt Damon + Jude Law + Phillip Seymour Hoffman.
Não, não dá pra ser melhor que isso.
O único que pisou na bola foi o John Malkovich. Mas tudo bem, ninguém assistiu ao retorno.

**

Thursday, April 13, 2006

Diário de bordo:

A bula diz que eu devo tomar 6 cápsulas por dia.

6 cápsulas? Não né, que assim eu não me preocupo com mais nada além de tomar o tal do ginkgo.

Mas tomei duas assim que chegou, umas 11 da manhã.

Pois bem, me sinto... igual?!

É, nada ainda.

Ah não, eu acabei de almoçar um prato monstro com comida pesada e não tou sentindo aquela moleza típica. Isso já é bom, não é?!

É, agora só falta eu usar esse momento de disposição pra trabalhar ao invés de ficar escrevendo aqui.

Mãos à obra então.