Monday, October 30, 2006
e eu posso dizer que vi um filme da mostra desse ano.
só um, e não pelo filme, mas pelas gentes. feinando weno (com i mesmo) que é marido da tati fez ilustrações batutíssimas pro filme. um luxo que eu não podia perder.
o filme é a respeito do karnak. a banda. que eu não gosto, mas antes dizia que não gostava com um pouco de incerteza já que não conhecia tão bem assim.
hoje eu digo com certeza: não gosto. mas gostei da sessão de cinema e tudo mais. e o cartaz do filme, feito pelo feinando, é bonito bonito.
e depois do filme, que foi no gay caneca, rolou um super cocktail boca livre com direito a cervejas, caipirinhas de todos os tipos e canapés variados. teve um pocket show do karnak também. mas eu só me atentei aos comes e bebes.
pois é, o ingresso de cinema mais bem pago da paróquia.
ah, e teve performance também. das gentes bêbadas, dançando jazz e dança contemporânea quando o ar condicionado já tinha sido desligado, as bebidas e comidas já tinham sido recolhidas e a música já não existia. é, performance de jazz e dança contemporânea sem música. foi lindo de se ver.
e isso foi na quinta-feira de uma semana que até então gostaria de nunca ter vivido. coisa boa.
e sábado até tentamos assistir um outro filme da mostra. produzido por um amigo, colega, sei lá. a gente ia pra prestigiar também.
só que era no memorial da américa latina e, atrasados, desistimos de adentrar os 48 portões de acesso pra encontrar a bendita sala de cinema.
fomos bebericar na casa da tati e do feinando.
essa última parte eu só contei porque decidimos dar andamento a alguns planos que começaram a ser elaborados há UM ANO, vide 1º post (ou segundo, whatever). absurdo. portanto registro-os aqui, pra breve definição de cronograma:
1 (unissex) - a bendita sessão de filmes de guerra está para acontecer.
apresentando:
Johnny vai à Guerra.
Nascido para Matar.
Apocalipse Now.
Além da Linha Vermelha.
pro pancêps: cerveja, muita cerveja. salgadinhos de 80 centavos.
2 (unissex) - a sessão seguinte será dedicada ao Poderoso chefão. todos eles.
apresentando:
charutos
whisky
algodão nas bochechas
e quem dormir durante o filme é bixa. ou hétero. dependendo de quem comparecer.
pras banhas: whisky, obviamente. e salgadinhos finos.
3 (unissex, mas sabemos que apenas a ala feminina participará. azar.) - encontro das fotos vergoinhas.
quem participar deverá levar algumas fotos vergoinhas da infância, além de boas histórias pra contar.
apresentando:
mullets
calças fusô
bamba
disco do guilherme arantes
pros culotes: doces, muitos doces. com gelatina de pinga do feinando.
4 (só mulherada) - sessão mulherzinha. pintaremos os cabelos, faremos hidratação, as unhas e usaremos todas as máscaras faciais com receitas caseiras possíveis.
apresentando:
frutas mil
cremes
bacias
toalhinhas
(e se alguém conhecer um massagista a nossa altura, favor providenciar ;)
pra saúde: muito suco, saladinha e doces light.
5 (unissex, porque eu sei que os namoridos adoram uma arte) - dia do papel maché.
tintas
pincéis
potinhos de yakult
e danone
e latas de nescau
e bexigas
pras cabeça: ervas naturais devidamente descongeladas.
gentem, é ou não é uma programação de respeito?
silviuschka, adoraria que você participasse conosco (porque o andré é chato e vai a lugar nenhum quando eu convido), vou colocar as datas aqui (sábados my dear, sábados) pra você programar suas vidas à sampa, ok?
Wednesday, October 25, 2006
Monday, October 23, 2006
Friday, October 20, 2006
***
porque quando a pessoa nasce cagada, o melhor mesmo é morrer de aborto.
confuso isso.
a fulana vendeu as calças pra pagar uma lipoaspiração. passou a maior dureza economizando grana e convencendo a família de que valia a pena se endividar, mas no final valeu a pena. acompanhar a banha sendo aspirado pelo cano fez com que o cheque especial estourado perdesse importância. voltou pra casa com a recomendação de que tomasse isso e aquilo pra evitar infecções, dores e desconjuções pançais. não lembrou do anticoncepcional.
durante dois meses não trepou, não saiu, não bebeu. ficou lá curtindo a dor dos pontos e a cinta elástica, esperando pra ver o resultado final.
hoje, há dois meses e duas semanas da cirurgia descobriu que está grávida. de duas semanas. tem 4 cheques a serem descontados.
pelo menos ela já comprou a cinta.
idiota.
***
por isso eu digo que não dá pra ter amigos na faculdade. não dá gente, não dá.
***
porque quando a pessoa nasce cagada, o melhor mesmo é morrer de aborto.
confuso isso.
a fulana vendeu as calças pra pagar uma lipoaspiração. passou a maior dureza economizando grana e convencendo a família de que valia a pena se endividar, mas no final valeu a pena. acompanhar a banha sendo aspirado pelo cano fez com que o cheque especial estourado perdesse importância. voltou pra casa com a recomendação de que tomasse isso e aquilo pra evitar infecções, dores e desconjuções pançais. não lembrou do anticoncepcional.
durante dois meses não trepou, não saiu, não bebeu. ficou lá curtindo a dor dos pontos e a cinta elástica, esperando pra ver o resultado final.
hoje, há dois meses e duas semanas da cirurgia descobriu que está grávida. de duas semanas. tem 4 cheques a serem descontados.
pelo menos ela já comprou a cinta.
idiota.
***
por isso eu digo que não dá pra ter amigos na faculdade. não dá gente, não dá.
***
Wednesday, October 18, 2006
***
meu grande plano a médio/ longo prazo é montar uma pousada na praia.
gentem, isso sim é vida.
(e eu voltei com cara de quem realmente foi. mo-re-na.)
***
uhú, comprei um abdominator!
é, eu não sei o nome da joça, o importante é que comprei por míseros 10 mangos um aparelho pra fazer abdominais.
eu até tentei começar sem ele, mas em dois dias eu tava com as costas master doloridas. deu não.
enfim, aguardem minha pança tanque.
(pra não dizer que eu não expliquei, é aquele aparelho de fazer abdominais. deitada, com a cabeça apoiada. aquele aparelhinho de choque da feiticeira - não é feitiçaria, é tecnologia! - eu já tentei mas não me parece muito saudável.)
***
eu não consigo me programar pra Mostra.
os filmes que eu não quero ver estão nos melhores horários e os que eu quero ver estão nos piores horários.
fora que os meus finais de semana deveriam ser reservados pra procura do apartamento pra comprar.
querovercuméquevaiser.
os documentos exigidos pela caixa estão (quase) todos reunidos. depois da aprovação e liberação a carta de crédito tem validade de 30 dias.
e aí não tem choro nem vela, vou ter que correr e correr e correr e correr. afe, parece que eu nunca vou conseguir me mudar antes dos 46 do segundo tempo.
***
coluna social:
o emergente andré said carvalho acaba de reformular sua revista www.traducaoexpontanea.blogspot.com
com um formato mais jovem, atualizações mais frequentes, a revista tem surpreendido aqueles leitores (eu) que costumavam passar por lá bimestralmente com a certeza de que nada teria mudado. a atração agora fica por conta do dedo no olho do nosso querido carvalho que relata sua extraordinária passagem da pós-adolescência à vida real.
Simplesmente um Luxo!
(e não se preocupe se você começar a rir e a gritar: HORRÍVEL! em voz alta enquanto lê os novos posts no computador do trabalho, leitora amiga. você não está sozinha.)
***
o que leva o ser humano a digitar meu nome COMPLETO no google e encontrar isso aqui?
(e se eu me chamasse maria rita, regina duarte, pamela anderson, até entenderia. mas mayumi de andrade e silva sato não é lá um nome muito popular. reparem no negrito. não, não é pra qualquer um.)
tá claro que me conhece, né não? tá claro que sente minha falta, hein? hein? tá claro que não vive longe de mim, haaam?
hehehe
xô! xô!
(afe, hoje eu tou atacada)
***
é incrível a quantidade de vezes que aparece a propaganda da super table mate na tv.
vem cá, por acaso alguém conhece alguém que já tenha comprado essa joça?
sinceramente, acho que se alguém compra esse tipo de coisa deve ter vergonha de contar.
mas se a propaganda rola de 5 em 5 minutos é porque vale a pena pagar por ela e se vale a pena pagar por ela significa que ela vende, né não?
acho que o pior, o pior mesmo, não é a tal da mesa não. que apesar de inútil, sei lá, continua sendo uma mesa e pode servir pra alguma coisa (será?). o pior é quando o maldito locutor fala: e não é só isso! na compra da sua super table mate - portátil, com 536 posições e fácil de guardar - você ainda ganha um super organizador de controles e revistas!.
pois então, esse tal super organizador de controles e revistas é, definitivamente, o lance mais horrendo que eu já vi na vida.
vocês já devem ter visto, mas se não lembram eu ajudo: trata-se de um saco cor de caixa, com divisórias (para os controles remotos e revistas), que você acomoda no braço do sofá. sabe aqueles negócios de guardar sapato que vende na feira (que normalmente você coloca atrás da porta)? então, um daqueles. em miniatura. cor de caixa. pra colocar no braço do sofá.
apenas uma palavra: horrendo.
***
meu grande plano a médio/ longo prazo é montar uma pousada na praia.
gentem, isso sim é vida.
(e eu voltei com cara de quem realmente foi. mo-re-na.)
***
uhú, comprei um abdominator!
é, eu não sei o nome da joça, o importante é que comprei por míseros 10 mangos um aparelho pra fazer abdominais.
eu até tentei começar sem ele, mas em dois dias eu tava com as costas master doloridas. deu não.
enfim, aguardem minha pança tanque.
(pra não dizer que eu não expliquei, é aquele aparelho de fazer abdominais. deitada, com a cabeça apoiada. aquele aparelhinho de choque da feiticeira - não é feitiçaria, é tecnologia! - eu já tentei mas não me parece muito saudável.)
***
eu não consigo me programar pra Mostra.
os filmes que eu não quero ver estão nos melhores horários e os que eu quero ver estão nos piores horários.
fora que os meus finais de semana deveriam ser reservados pra procura do apartamento pra comprar.
querovercuméquevaiser.
os documentos exigidos pela caixa estão (quase) todos reunidos. depois da aprovação e liberação a carta de crédito tem validade de 30 dias.
e aí não tem choro nem vela, vou ter que correr e correr e correr e correr. afe, parece que eu nunca vou conseguir me mudar antes dos 46 do segundo tempo.
***
coluna social:
o emergente andré said carvalho acaba de reformular sua revista www.traducaoexpontanea.blogspot.com
com um formato mais jovem, atualizações mais frequentes, a revista tem surpreendido aqueles leitores (eu) que costumavam passar por lá bimestralmente com a certeza de que nada teria mudado. a atração agora fica por conta do dedo no olho do nosso querido carvalho que relata sua extraordinária passagem da pós-adolescência à vida real.
Simplesmente um Luxo!
(e não se preocupe se você começar a rir e a gritar: HORRÍVEL! em voz alta enquanto lê os novos posts no computador do trabalho, leitora amiga. você não está sozinha.)
***
o que leva o ser humano a digitar meu nome COMPLETO no google e encontrar isso aqui?
(e se eu me chamasse maria rita, regina duarte, pamela anderson, até entenderia. mas mayumi de andrade e silva sato não é lá um nome muito popular. reparem no negrito. não, não é pra qualquer um.)
tá claro que me conhece, né não? tá claro que sente minha falta, hein? hein? tá claro que não vive longe de mim, haaam?
hehehe
xô! xô!
(afe, hoje eu tou atacada)
***
é incrível a quantidade de vezes que aparece a propaganda da super table mate na tv.
vem cá, por acaso alguém conhece alguém que já tenha comprado essa joça?
sinceramente, acho que se alguém compra esse tipo de coisa deve ter vergonha de contar.
mas se a propaganda rola de 5 em 5 minutos é porque vale a pena pagar por ela e se vale a pena pagar por ela significa que ela vende, né não?
acho que o pior, o pior mesmo, não é a tal da mesa não. que apesar de inútil, sei lá, continua sendo uma mesa e pode servir pra alguma coisa (será?). o pior é quando o maldito locutor fala: e não é só isso! na compra da sua super table mate - portátil, com 536 posições e fácil de guardar - você ainda ganha um super organizador de controles e revistas!.
pois então, esse tal super organizador de controles e revistas é, definitivamente, o lance mais horrendo que eu já vi na vida.
vocês já devem ter visto, mas se não lembram eu ajudo: trata-se de um saco cor de caixa, com divisórias (para os controles remotos e revistas), que você acomoda no braço do sofá. sabe aqueles negócios de guardar sapato que vende na feira (que normalmente você coloca atrás da porta)? então, um daqueles. em miniatura. cor de caixa. pra colocar no braço do sofá.
apenas uma palavra: horrendo.
***
Wednesday, October 11, 2006
***
eu casaria com a scarlet johansson.
andaria de mãos dadas, apresentaria aos meus pais, seria uma pessoa orgulhosa, sabe?
mas depois que a gente casasse eu seria muito sincera com ela: minha filha, você não nasceu pra atuar.
porque pelamordequalquercoisa. a mulher é bonita, mas vai ser cafa assim na novela das oito.
***
toda vez que eu ouço alguma coisa a respeito dos candidatos a deputados estaduais e federais eleitos, fico esperando encontrar o Sergio Mallandro histérico:
Há! Pegadinha! Glu-glu-glu-glu!
Car System Rapá!
mas não.
***
ontem o cão foi pra casa dos BeliscosPais. vai se divertir por lá, enchendo o saco do Zero e da Kelly (pastores alemães).
me arrumar de manhã sem o monstro me seguindo foi bem chato. como eu gosto daquele cão.
***
dia da faxineira na minha casa é um lance que me deixa feliz. ela vai de vez em nunca porque das limpezas diárias o belisco e eu damos conta. mas aí vai acumulando pó atrás das coisas pesadas, criaturas estranhas no fogão, manchas que tendem a crescer no chão... vai me dando um nervoso.
mas aí aparece a nalva e eu ganho não só o dia, mas os próximos 20 dias.
não vejo a hora de chegar em casa.
***
e eu viajo hoje.
viajo de madrugada porque acordar sentindo cheiro de mar é uma das melhores coisas da vida.
café da manhã com jeito de preguiça.
é bom sair daqui de vez em sempre (e voltar sabendo que a casa vai estar faxinadinha e cheirosinha, aiai).
***
ps: sílvia, ouvi o seu recado na caixa postal, mas eu posso jurar que não ouvi o telefone tocar aquela noite. o fio, aquele de sempre, continua dando pau, então provavelmente tenha sido ele mesmo. enfim, se quiser dar uma ligadinha hoje, vou achar uma belezura, aconselho só dar um toque antes no celular, aí eu me certifico de que está tudo funcionando.
eu casaria com a scarlet johansson.
andaria de mãos dadas, apresentaria aos meus pais, seria uma pessoa orgulhosa, sabe?
mas depois que a gente casasse eu seria muito sincera com ela: minha filha, você não nasceu pra atuar.
porque pelamordequalquercoisa. a mulher é bonita, mas vai ser cafa assim na novela das oito.
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toda vez que eu ouço alguma coisa a respeito dos candidatos a deputados estaduais e federais eleitos, fico esperando encontrar o Sergio Mallandro histérico:
Há! Pegadinha! Glu-glu-glu-glu!
Car System Rapá!
mas não.
***
ontem o cão foi pra casa dos BeliscosPais. vai se divertir por lá, enchendo o saco do Zero e da Kelly (pastores alemães).
me arrumar de manhã sem o monstro me seguindo foi bem chato. como eu gosto daquele cão.
***
dia da faxineira na minha casa é um lance que me deixa feliz. ela vai de vez em nunca porque das limpezas diárias o belisco e eu damos conta. mas aí vai acumulando pó atrás das coisas pesadas, criaturas estranhas no fogão, manchas que tendem a crescer no chão... vai me dando um nervoso.
mas aí aparece a nalva e eu ganho não só o dia, mas os próximos 20 dias.
não vejo a hora de chegar em casa.
***
e eu viajo hoje.
viajo de madrugada porque acordar sentindo cheiro de mar é uma das melhores coisas da vida.
café da manhã com jeito de preguiça.
é bom sair daqui de vez em sempre (e voltar sabendo que a casa vai estar faxinadinha e cheirosinha, aiai).
***
ps: sílvia, ouvi o seu recado na caixa postal, mas eu posso jurar que não ouvi o telefone tocar aquela noite. o fio, aquele de sempre, continua dando pau, então provavelmente tenha sido ele mesmo. enfim, se quiser dar uma ligadinha hoje, vou achar uma belezura, aconselho só dar um toque antes no celular, aí eu me certifico de que está tudo funcionando.
Tuesday, October 10, 2006
da série: eu sou um poço de sensibilidade.
porque ontem eu chorei e chorei e chorei antes de dormir.
tinha nada errado comigo. a casa estava limpa (a casa suja me dá vontade de chorar), tinha passeado com o cachorro e por isso ele dormia tranquilamente na varanda sem importunar pra entrar em casa e os gatos dormiam enroscados no sofá ao meu lado. eu tinha suco de laranja, salgadinhos sem gordura trans e chocolate. não tinha belisco, mas também não tinha tpm. tinha nada errado comigo.
mas aí começou o ER e eu pensei que seria um daqueles episódios não tão legais que são longe do hospital, do sangue, das emergências. dr. greene estava morrendo e isso eu sabia desde o episódio passado. ele morreu, foi o que disseram assim que o episódio começou. pensei que fosse isso e ponto final.
aí rolou uma retrospectiva dos últimos dias dele em vida, com a filha, no havaí (um bom lugar pra se bater as botas).
a filha dele é chata demais, coitado. parece a minha irmã, emburrada, que não dá o braço a torcer. parece um pouco comigo também, mas eu acho ela chata, então não acho que parece tanto assim.
o dr. greene, acreditem, parece meu pai. quer agradar e ver a gente feliz. se esfola se esfola se esfola. e é forte o bicho, tenho pena. porque ele é forte, e se esfola e é japonês. não divide, saca? e continua sendo forte, se esfolando e sendo japonês. aí eu tenho pena, e tenho vontade de estar perto.
mas a gente já não serve pra ficar perto. ele tem a vida corrida dele e eu tenho a minha vida corrida. eu mal dou conta de me dar atenção e ele mal dá conta de se dar atenção. aí fico eu daqui querendo saber se ele tá bem, e se ele diz que tá eu digo tudo bem e tchau. ele fica de lá querendo saber se eu tou bem, e se eu digo que tou ele diz tudo bem e tchau. a gente não gasta muito telefone. só que às vezes ele não tá bem, acho, porque às vezes eu também não tou bem. mas ele tá lá e eu tou cá, quer dizer, normalmente é melhor dizer que tá tudo bem e tchau mesmo. e eu tenho pena. porque eu tenho o belisco, e o tobias, o bud e a clara. um de cada modelo em casa. e ele tem ninguém em casa. tem ele e o dvd do 24 horas que ele adora. e tem trabalho também. não tem um de cada modelo.
queria que meu pai tivesse uma família. não feito a nossa, que é toda toda errada. queria que ele tivesse filhos que morassem com ele, tirassem as melhores notas no colégio e fossem pescar com ele no final de semana. queria que ele tivesse uma casa e um labrador e uma esposa que conversasse sem gritar.
e o dr. greene foi morrer no havaí. e fez uma lista de coisas que gostaria de ter feito. ele disse que estava sentindo pena dele mesmo. eu também senti. e lembrei do meu pai.
é, chorei demais ontem à noite.
porque ontem eu chorei e chorei e chorei antes de dormir.
tinha nada errado comigo. a casa estava limpa (a casa suja me dá vontade de chorar), tinha passeado com o cachorro e por isso ele dormia tranquilamente na varanda sem importunar pra entrar em casa e os gatos dormiam enroscados no sofá ao meu lado. eu tinha suco de laranja, salgadinhos sem gordura trans e chocolate. não tinha belisco, mas também não tinha tpm. tinha nada errado comigo.
mas aí começou o ER e eu pensei que seria um daqueles episódios não tão legais que são longe do hospital, do sangue, das emergências. dr. greene estava morrendo e isso eu sabia desde o episódio passado. ele morreu, foi o que disseram assim que o episódio começou. pensei que fosse isso e ponto final.
aí rolou uma retrospectiva dos últimos dias dele em vida, com a filha, no havaí (um bom lugar pra se bater as botas).
a filha dele é chata demais, coitado. parece a minha irmã, emburrada, que não dá o braço a torcer. parece um pouco comigo também, mas eu acho ela chata, então não acho que parece tanto assim.
o dr. greene, acreditem, parece meu pai. quer agradar e ver a gente feliz. se esfola se esfola se esfola. e é forte o bicho, tenho pena. porque ele é forte, e se esfola e é japonês. não divide, saca? e continua sendo forte, se esfolando e sendo japonês. aí eu tenho pena, e tenho vontade de estar perto.
mas a gente já não serve pra ficar perto. ele tem a vida corrida dele e eu tenho a minha vida corrida. eu mal dou conta de me dar atenção e ele mal dá conta de se dar atenção. aí fico eu daqui querendo saber se ele tá bem, e se ele diz que tá eu digo tudo bem e tchau. ele fica de lá querendo saber se eu tou bem, e se eu digo que tou ele diz tudo bem e tchau. a gente não gasta muito telefone. só que às vezes ele não tá bem, acho, porque às vezes eu também não tou bem. mas ele tá lá e eu tou cá, quer dizer, normalmente é melhor dizer que tá tudo bem e tchau mesmo. e eu tenho pena. porque eu tenho o belisco, e o tobias, o bud e a clara. um de cada modelo em casa. e ele tem ninguém em casa. tem ele e o dvd do 24 horas que ele adora. e tem trabalho também. não tem um de cada modelo.
queria que meu pai tivesse uma família. não feito a nossa, que é toda toda errada. queria que ele tivesse filhos que morassem com ele, tirassem as melhores notas no colégio e fossem pescar com ele no final de semana. queria que ele tivesse uma casa e um labrador e uma esposa que conversasse sem gritar.
e o dr. greene foi morrer no havaí. e fez uma lista de coisas que gostaria de ter feito. ele disse que estava sentindo pena dele mesmo. eu também senti. e lembrei do meu pai.
é, chorei demais ontem à noite.
Thursday, October 05, 2006
***
O estribuchado comunicou-se conosco, reles mortais.
Merece um post resposta, afinal.
Segue:
Nessa vida, Mr. Carvalho, só temos certeza de 5 fucking coisas:
1ª - apanharás.
seu parto foi realizado numa tribo indígena onde não há o tradicional tapa na bundinha pra ver o berreiro abrir?
sua mãe era hippie e seu pai ausente/cagão e as palmadas não faziam parte da sua rotina educacional?
você estudou num colégio em marte onde as crianças não se socavam? você é filho único?
Aguarde e confie, mais cedo ou mais tarde, você vai levar uns sopapos.
2ª - serás traído.
a menos que você viva numa bolha, plantando para seu próprio consumo, sem necessidade de ir sequer ao mercado pra comprar papel higiênico ou à rua coletar água da chuva, acredite, a traição espera por você.
claro que existem graus de traição, e aí eu considero desde o porteiro que se fazia de seu amigo pra foder a sua vida dando uma cópia da chave pros assaltantes do bairro, o seu colega de trabalho que disse que você disse quando você tinha dito nada, até traição de esposa, marido, whatever.
3ª - se apaixonarás.
cão, gato, ser humano, móvel, espelho. um dia você encotrará uma criatura que deixará o seu mundo mais colorido. o tempo que essa sensação durará não vem ao caso.
4ª - perderás o emprego.
claro que o fato de você ter uma bela duma buzanfa faz com que a sua vida (in)útil no trabalho seja prolongada. maaas, como nós conhecemos os efeitos de umidade (muito avançada) e sabemos que a flacidez sempre chega antes da aposentadoria, acredite, você será demitido.
autônomos não estão livres dessa, bem entendido.
5ª - a merda da morte.
aquele momento em que você começa a ser esquecido.
Poooooooortanto, chegamos à seguinte conclusão.
Não sei se vai rolar o tal hotel fantasma.
Não sei se vai rolar qualquer outro hotel
Porque eu não sei se eu vou ter folga.
E o que explica essa minha falta de certeza com relação ao feriado?
A merda da falta de bom senso das pessoas que acham que eu tenho que me foder de trabalhar porque elas não são capazes de se organizar ou executar suas obrigações de forma satisfatória. veja bem, satisfatório. não estou exigindo que as pessoas sejam brilhantes, nada disso. Eu só quero que elas parem de FODER A MINHA VIDA!
ai, desabafei.
***
Mas ainda existe uma possibilidade de salvação. afinal de contas, a porcaria da esperança é a última a bater as botas.
E prevenida que sou, já estou mexendo os meus pauzinhos. o plano continua o mesmo, farofada na praia com direito à marquinha de biquini, óculos escuros e micose.
Aguarde meu chamado e não ouse programar-se para uma viagem que não a nossa.
***
(recebi uma pré-confirmação de presença da nossa amada, idolatrada, salve salve curitibana. Silviuschka dará o ar maroto da sua graça, acho).
***
Atualizando a Ti-ti-ti:
Continuo procurando um imóvel pra comprar.
Aquele, aquele lá, miou.
Depois eu conto com detalhes. pra não corroer o coraçãozinho de vocês. não há crise, mas a gente tem que colocar o pé no freio de vez em quando (e ultimamente eu só tenho enfiado o pé na jaca).
Então se virem uma suculenta plaquinha de vende-se num imóvel com a cara da família Sato Moreno, por favor me avisem.
***
O estribuchado comunicou-se conosco, reles mortais.
Merece um post resposta, afinal.
Segue:
Nessa vida, Mr. Carvalho, só temos certeza de 5 fucking coisas:
1ª - apanharás.
seu parto foi realizado numa tribo indígena onde não há o tradicional tapa na bundinha pra ver o berreiro abrir?
sua mãe era hippie e seu pai ausente/cagão e as palmadas não faziam parte da sua rotina educacional?
você estudou num colégio em marte onde as crianças não se socavam? você é filho único?
Aguarde e confie, mais cedo ou mais tarde, você vai levar uns sopapos.
2ª - serás traído.
a menos que você viva numa bolha, plantando para seu próprio consumo, sem necessidade de ir sequer ao mercado pra comprar papel higiênico ou à rua coletar água da chuva, acredite, a traição espera por você.
claro que existem graus de traição, e aí eu considero desde o porteiro que se fazia de seu amigo pra foder a sua vida dando uma cópia da chave pros assaltantes do bairro, o seu colega de trabalho que disse que você disse quando você tinha dito nada, até traição de esposa, marido, whatever.
3ª - se apaixonarás.
cão, gato, ser humano, móvel, espelho. um dia você encotrará uma criatura que deixará o seu mundo mais colorido. o tempo que essa sensação durará não vem ao caso.
4ª - perderás o emprego.
claro que o fato de você ter uma bela duma buzanfa faz com que a sua vida (in)útil no trabalho seja prolongada. maaas, como nós conhecemos os efeitos de umidade (muito avançada) e sabemos que a flacidez sempre chega antes da aposentadoria, acredite, você será demitido.
autônomos não estão livres dessa, bem entendido.
5ª - a merda da morte.
aquele momento em que você começa a ser esquecido.
Poooooooortanto, chegamos à seguinte conclusão.
Não sei se vai rolar o tal hotel fantasma.
Não sei se vai rolar qualquer outro hotel
Porque eu não sei se eu vou ter folga.
E o que explica essa minha falta de certeza com relação ao feriado?
A merda da falta de bom senso das pessoas que acham que eu tenho que me foder de trabalhar porque elas não são capazes de se organizar ou executar suas obrigações de forma satisfatória. veja bem, satisfatório. não estou exigindo que as pessoas sejam brilhantes, nada disso. Eu só quero que elas parem de FODER A MINHA VIDA!
ai, desabafei.
***
Mas ainda existe uma possibilidade de salvação. afinal de contas, a porcaria da esperança é a última a bater as botas.
E prevenida que sou, já estou mexendo os meus pauzinhos. o plano continua o mesmo, farofada na praia com direito à marquinha de biquini, óculos escuros e micose.
Aguarde meu chamado e não ouse programar-se para uma viagem que não a nossa.
***
(recebi uma pré-confirmação de presença da nossa amada, idolatrada, salve salve curitibana. Silviuschka dará o ar maroto da sua graça, acho).
***
Atualizando a Ti-ti-ti:
Continuo procurando um imóvel pra comprar.
Aquele, aquele lá, miou.
Depois eu conto com detalhes. pra não corroer o coraçãozinho de vocês. não há crise, mas a gente tem que colocar o pé no freio de vez em quando (e ultimamente eu só tenho enfiado o pé na jaca).
Então se virem uma suculenta plaquinha de vende-se num imóvel com a cara da família Sato Moreno, por favor me avisem.
***
Monday, October 02, 2006
Tuesday, September 26, 2006
***
É, não vai rolar de ir no Dj Shadow/ Beastie Boys em Curitiba. No Rio menos ainda.
Belisco não conseguiu folga e eu não tou podendo gastar os dois olhos da cara pra ir num pé, voltar no outro, perder dois dias de trabalho/aula (tá, grande coisa essa parte) e dormir nada. Nem pelos garotos bestas.
Em paralelo à decepção estamos nos programando pra dar um pulinho em Camburiú no próximo feriado.
E porque eu tou falando disso aqui?
Porque trata-se de um convite, ora essa.
Mais detalhes?
Seguinte:
O amigo do Bicudo (lembra dele, né Sílvia ;)) tem um hotel, ou um ex-hotel, que não deu certo.
Aí a coisa toda ficou lá, imensa e abandonada. Os caras têm grana e pouca paciência, o que significa que não há o menor problema em continuarem com um imóvel daquele às moscas.
Mas esse amigo do Bicudo, que apesar de (filho) rico é um cara esperto e sensato, está convidando as gentes que conhece pra ocupar o tal do hotel do pai, por míseros 5 mangos por dia. Que vai pagar provavelmente a eletricidade e o tiozinho pra limpar a caixa d´água.
Jóia, não?
Pois bem queridos assinantes da Revista Magnolia. Esse mês, além das matérias incríveis e do conteúde exclusivo, você ainda ganha um convite pra passar um maravilhoso feriado na presença de ninguém menos que euzinha que vos fala.
André e Sílvia, programem-se. Quando estiver tudo certo eu mando um pombo-correio.
(Gente, isso não tá parecendo enredo chinfrim de filme de terror? hotel abandonado, mulheres peitudas (não eu, claro), homens bombados (não o belisco, claro), pouca roupa, muita azaração (agora virou malhação) e um tiozinho zelador que na verdade é um maluco que se alimenta de pele humana? eu não perderia.)
***
É, não vai rolar de ir no Dj Shadow/ Beastie Boys em Curitiba. No Rio menos ainda.
Belisco não conseguiu folga e eu não tou podendo gastar os dois olhos da cara pra ir num pé, voltar no outro, perder dois dias de trabalho/aula (tá, grande coisa essa parte) e dormir nada. Nem pelos garotos bestas.
Em paralelo à decepção estamos nos programando pra dar um pulinho em Camburiú no próximo feriado.
E porque eu tou falando disso aqui?
Porque trata-se de um convite, ora essa.
Mais detalhes?
Seguinte:
O amigo do Bicudo (lembra dele, né Sílvia ;)) tem um hotel, ou um ex-hotel, que não deu certo.
Aí a coisa toda ficou lá, imensa e abandonada. Os caras têm grana e pouca paciência, o que significa que não há o menor problema em continuarem com um imóvel daquele às moscas.
Mas esse amigo do Bicudo, que apesar de (filho) rico é um cara esperto e sensato, está convidando as gentes que conhece pra ocupar o tal do hotel do pai, por míseros 5 mangos por dia. Que vai pagar provavelmente a eletricidade e o tiozinho pra limpar a caixa d´água.
Jóia, não?
Pois bem queridos assinantes da Revista Magnolia. Esse mês, além das matérias incríveis e do conteúde exclusivo, você ainda ganha um convite pra passar um maravilhoso feriado na presença de ninguém menos que euzinha que vos fala.
André e Sílvia, programem-se. Quando estiver tudo certo eu mando um pombo-correio.
(Gente, isso não tá parecendo enredo chinfrim de filme de terror? hotel abandonado, mulheres peitudas (não eu, claro), homens bombados (não o belisco, claro), pouca roupa, muita azaração (agora virou malhação) e um tiozinho zelador que na verdade é um maluco que se alimenta de pele humana? eu não perderia.)
***
Monday, September 25, 2006
***
lembrei de outra (porque de sentir desgosto por estar lado a lado com gente de quinta categoria eu entendo).
incrível a minha capacidade (necessidade?) de prestar atenção na conversa alheia.
ouço tudo, entendo tudo. andando sozinha é melhor, mas mesmo quando em bando, com gentes conversando, interagindo, gesticulando, eu fico lá, de orelhas em riste, ouvindo tim tim por tim tim.
dificilmente escuto alguma coisa que preste. nem achar engraçado eu consigo.
consigo desgostar mais das pessoas, e puta merda, isso é como tirar doce da boca de criança.
mas quando eu miro numa conversa alheia, nem a vontade de socar os conversantes me ajuda a parar de prestar atenção.
hoje, no almoço, por exemplo.
as pessoas aqui insistem em sair pra almoçar de caravana. e não adianta você dizer: vou mais tarde, podem ir, encontro vocês lá. impossível despista-las. todo mundo se programa de acordo com o horário de quem é mais difícil se convencer. eu, normalmente.
aí vai, toda aquela corja de gentes almoçar e falar sobre o único assunto que eles (acham que) dominam e que portanto lhes dá um certo ar de superioridade sobre o resto do mundo: trabalho. um nojo.
daí que normalmente eu não presto atenção em ninguém mesmo. fico olhando a janela, ouvindo frases soltas de conversas em outras mesas e tudo mais. nada que me deixe mais feliz, mas pelo menos eu não sou obrigada a interagir com as outras mesas. eu levanto e acaba. elas levantam e acaba.
hoje eu dei pra ficar de ouvido numa mesa próxima. próxima demais eu acho, com pessoas pouco interessadas em levantar, falando alto - argh, gesticulando, coisas assim. e o assunto era a buzanfa da cicarelli, os peitos da cicarelli, a boca da cicarelli. nada mau até.
mas da buzanfa, dos peitos e da boca, o assunto pulou pra ética e a moral da moça. ah meu jäzzus, não tem coisa mais irritante que isso.
e eu nem acho que o mundo seria melhor sem a tal da fofoca, nananina. adoro uma, das quentes, de vez em quando. quem não? dar umas espetadelas, ouvir gentes babacas falando de gentes horríveis, dar risada da vida alheia. ora essa, sem isso os dias seriam ainda mais chatos. daí que de vez em quando a gente assiste novela mesmo, um reality show tôsco (a-do-ro), ou abre uma revista Caras no consultório médico. faz bem, nem disfarça que faz bem.
mas as gentes falam com tanta propriedade da vida alheia que eu tenho vontade de pular no pescoço. geram verdades absolutas a respeito dos outros de uma hora pra outra e saem gritando ao mundo o que sabem ou deixam de saber. toda hora, todo dia. (quase) todo mundo.
me dá desgosto. e eu nem sou fã da cicarelli porra, não tenho pena dela por nada - pelas conclusões a respeito da sua vida, pelos paparazzis, nada. quero que se foda.
tenho raiva das gentes. muita. um desgosto sem fim.
minha mãe me vem à mente, e é quando eu paro de pensar num caso desses com uma celebridade ou coisa assim. penso nas gentes comuns, feitos eu e você. que confiam em outra gente comum e se fodem tendo tudo criado a divulgado num piscar de olhos. uma vida baseada em três ou quatro frases.
eu sei lá. alguma coisa (será a gastrite?) me diz que eu devia tá bem longe daqui. porque eu nutro uma esperança de quem em algum lugar as coisas são diferentes.
em algum lugar o mundo não parece um seriado americano onde as pessoas falam pelos cotovelos. um lugar feito de silêncios, de gestos menores e de próprios umbigos.
porque eu sei que eu não devia me importar tanto com esse tipo de coisa. não me leva à nada (à úlcera talvez). mas elas explodem na cara da gente, sabe? seria como ignorar um belo murro no estômago. não dá.
enfim. bem que eu gostaria que a história toda se resumisse à Cicarelli, ao meu trampo, ou à minha mãe. mas não.
***
lembra do meu professor de sociologia?
eu disse bukowski e ele entendeu dostoievski. aí eu corrigi, e ele agora acha que eu sou fã do maiakowski.
preciso colocar um filtro no meu e-mail. lixo pra ele, sem pestanejar.
quer me comer, o puto.
cotonete, por favor.
***
ficção ou fricção?
***
quando o tempo estiver cinza assim, vá ao cinema. dica de filme que não te deixa com raiva depois de ter pago o ingresso (com carteirinha de estudante, bem entendido):
"o que você faria?" - porque eu sinto vontade de abraçar os caras que fazem esse tipo de filme com sérias restrições orçamentárias.
e o canal + é surpreendente. vai fazer parte de todas as produções cinematográficas assim na putaqueopariu.
***
lembrei de outra (porque de sentir desgosto por estar lado a lado com gente de quinta categoria eu entendo).
incrível a minha capacidade (necessidade?) de prestar atenção na conversa alheia.
ouço tudo, entendo tudo. andando sozinha é melhor, mas mesmo quando em bando, com gentes conversando, interagindo, gesticulando, eu fico lá, de orelhas em riste, ouvindo tim tim por tim tim.
dificilmente escuto alguma coisa que preste. nem achar engraçado eu consigo.
consigo desgostar mais das pessoas, e puta merda, isso é como tirar doce da boca de criança.
mas quando eu miro numa conversa alheia, nem a vontade de socar os conversantes me ajuda a parar de prestar atenção.
hoje, no almoço, por exemplo.
as pessoas aqui insistem em sair pra almoçar de caravana. e não adianta você dizer: vou mais tarde, podem ir, encontro vocês lá. impossível despista-las. todo mundo se programa de acordo com o horário de quem é mais difícil se convencer. eu, normalmente.
aí vai, toda aquela corja de gentes almoçar e falar sobre o único assunto que eles (acham que) dominam e que portanto lhes dá um certo ar de superioridade sobre o resto do mundo: trabalho. um nojo.
daí que normalmente eu não presto atenção em ninguém mesmo. fico olhando a janela, ouvindo frases soltas de conversas em outras mesas e tudo mais. nada que me deixe mais feliz, mas pelo menos eu não sou obrigada a interagir com as outras mesas. eu levanto e acaba. elas levantam e acaba.
hoje eu dei pra ficar de ouvido numa mesa próxima. próxima demais eu acho, com pessoas pouco interessadas em levantar, falando alto - argh, gesticulando, coisas assim. e o assunto era a buzanfa da cicarelli, os peitos da cicarelli, a boca da cicarelli. nada mau até.
mas da buzanfa, dos peitos e da boca, o assunto pulou pra ética e a moral da moça. ah meu jäzzus, não tem coisa mais irritante que isso.
e eu nem acho que o mundo seria melhor sem a tal da fofoca, nananina. adoro uma, das quentes, de vez em quando. quem não? dar umas espetadelas, ouvir gentes babacas falando de gentes horríveis, dar risada da vida alheia. ora essa, sem isso os dias seriam ainda mais chatos. daí que de vez em quando a gente assiste novela mesmo, um reality show tôsco (a-do-ro), ou abre uma revista Caras no consultório médico. faz bem, nem disfarça que faz bem.
mas as gentes falam com tanta propriedade da vida alheia que eu tenho vontade de pular no pescoço. geram verdades absolutas a respeito dos outros de uma hora pra outra e saem gritando ao mundo o que sabem ou deixam de saber. toda hora, todo dia. (quase) todo mundo.
me dá desgosto. e eu nem sou fã da cicarelli porra, não tenho pena dela por nada - pelas conclusões a respeito da sua vida, pelos paparazzis, nada. quero que se foda.
tenho raiva das gentes. muita. um desgosto sem fim.
minha mãe me vem à mente, e é quando eu paro de pensar num caso desses com uma celebridade ou coisa assim. penso nas gentes comuns, feitos eu e você. que confiam em outra gente comum e se fodem tendo tudo criado a divulgado num piscar de olhos. uma vida baseada em três ou quatro frases.
eu sei lá. alguma coisa (será a gastrite?) me diz que eu devia tá bem longe daqui. porque eu nutro uma esperança de quem em algum lugar as coisas são diferentes.
em algum lugar o mundo não parece um seriado americano onde as pessoas falam pelos cotovelos. um lugar feito de silêncios, de gestos menores e de próprios umbigos.
porque eu sei que eu não devia me importar tanto com esse tipo de coisa. não me leva à nada (à úlcera talvez). mas elas explodem na cara da gente, sabe? seria como ignorar um belo murro no estômago. não dá.
enfim. bem que eu gostaria que a história toda se resumisse à Cicarelli, ao meu trampo, ou à minha mãe. mas não.
***
lembra do meu professor de sociologia?
eu disse bukowski e ele entendeu dostoievski. aí eu corrigi, e ele agora acha que eu sou fã do maiakowski.
preciso colocar um filtro no meu e-mail. lixo pra ele, sem pestanejar.
quer me comer, o puto.
cotonete, por favor.
***
ficção ou fricção?
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quando o tempo estiver cinza assim, vá ao cinema. dica de filme que não te deixa com raiva depois de ter pago o ingresso (com carteirinha de estudante, bem entendido):
"o que você faria?" - porque eu sinto vontade de abraçar os caras que fazem esse tipo de filme com sérias restrições orçamentárias.
e o canal + é surpreendente. vai fazer parte de todas as produções cinematográficas assim na putaqueopariu.
***
***
Que tipo de cretino cria comunidades de "Amigos do(a) (nome do(a) cretino(a))!", ou "Eu adoro a(o) (nome da(o) cretina(o))!"?
Se não cria, convida a entrar, que o(a) torna tão cretino(a) quanto.
Aliás, que tipo de idiota usa o orkut?
E se não usa, continua com o seu perfil ativo recebendo e-mails escrotos com convites pra comunidades de pessoas cretinas, o que o(a) torna tão idiota quanto.
eu. saco.
***
é, de repente percebo que eu adoro algumas coisas que odeio.
um lance de bagagem pra própria resmungância, saca?
tipo, visitar fotologs (oh lord!) de gente que me faz vomitar ou manter um perfil ativo no orkut e receber e-mails cretinos pra classificar as pessoas que eu tenho adicionadas entre retardados mentais ou grandes paus no cú.
sei lá, deve ser.
***
vou começar a reparar no tipo de coisa que eu faço só pra continuar odiando e resmungando a respeito.
quem sabe eu elaboro uma técnica revolucionária de motivação à resmungância e começo a ganhar dinheiro na seção de auto-ajuda.
quem sabe.
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Que tipo de cretino cria comunidades de "Amigos do(a) (nome do(a) cretino(a))!", ou "Eu adoro a(o) (nome da(o) cretina(o))!"?
Se não cria, convida a entrar, que o(a) torna tão cretino(a) quanto.
Aliás, que tipo de idiota usa o orkut?
E se não usa, continua com o seu perfil ativo recebendo e-mails escrotos com convites pra comunidades de pessoas cretinas, o que o(a) torna tão idiota quanto.
eu. saco.
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é, de repente percebo que eu adoro algumas coisas que odeio.
um lance de bagagem pra própria resmungância, saca?
tipo, visitar fotologs (oh lord!) de gente que me faz vomitar ou manter um perfil ativo no orkut e receber e-mails cretinos pra classificar as pessoas que eu tenho adicionadas entre retardados mentais ou grandes paus no cú.
sei lá, deve ser.
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vou começar a reparar no tipo de coisa que eu faço só pra continuar odiando e resmungando a respeito.
quem sabe eu elaboro uma técnica revolucionária de motivação à resmungância e começo a ganhar dinheiro na seção de auto-ajuda.
quem sabe.
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Friday, September 22, 2006
***
O assunto em voga.
Pela primeira vez, circulando durante anos por punksstraightedgesanarquistaslibertarioslibertinoseneoliberais, tenho pensado seriamente em anular meu voto.
Alguém dá uma luz pra esse serzinho desprovido de onisciência: o que fazer quando todas as opções te parecem as piores escolhas possíveis? Quando não há como escolher entre um horrível e outro terrível? Quando o passado de um e o presente do outro condenam a todos, invariavelmente, à câmara de jazzzz?
Tou perdida. E agora, nem aquele história chata de: se informe a respeito do seu candidato, vá atrás, verifique, pressione, e blablabla, ajuda.
Um bando de gente de quinta categoria nadando num mar de chorume.
(Fora o fato de eu ter sido perseguida pela Havanir, tá doido.)
O mundo tá perdido baby.
(e eu gosto de jazz, mas uma das poucas vezes que eu realmente ri com o casseta e planeta foi num quadro onde o negão vestido de hittler mandava os judeus pra câmara de jazz - todos eram torturados por virtuosos instrumentistas que tocavam e tocavam e tocavam. engraçado à valer.)
***
E-mail que eu mandei pro meu pai na segunda-feira:
----- Original Message -----
From: Mayumi Sato
To: FSATO
Sent: Tuesday, September 19, 2006 12:42 PM
Subject: Questão Relevante
Eu tenho uma amiga.
Essa amiga tem uma tatuagem e também um pai.
A tatuagem, na amiga, sabe que ela tem um pai, mas por outro lado, o pai, não sabe que a amiga tem a tatuagem nela.
Se você fosse o pai, da amiga, o que você acharia dessa história toda?
(adendo: o pai da amiga é pequeno, mas a tatuagem é grande.)
Pois é, o plano consistia em nunca mostra-la a menos que eu realmente tivesse que fazer isso. E eu achei que demoraria.
Mas semana passada ele disse que vai rolar um encontro da família Sato em Apucarana, no sítio de um tio = Sol + Calor + Suor + Piscina.
Achei que seria melhor começar a preparar o terreno.
Continua.
***
O assunto em voga.
Pela primeira vez, circulando durante anos por punksstraightedgesanarquistaslibertarioslibertinoseneoliberais, tenho pensado seriamente em anular meu voto.
Alguém dá uma luz pra esse serzinho desprovido de onisciência: o que fazer quando todas as opções te parecem as piores escolhas possíveis? Quando não há como escolher entre um horrível e outro terrível? Quando o passado de um e o presente do outro condenam a todos, invariavelmente, à câmara de jazzzz?
Tou perdida. E agora, nem aquele história chata de: se informe a respeito do seu candidato, vá atrás, verifique, pressione, e blablabla, ajuda.
Um bando de gente de quinta categoria nadando num mar de chorume.
(Fora o fato de eu ter sido perseguida pela Havanir, tá doido.)
O mundo tá perdido baby.
(e eu gosto de jazz, mas uma das poucas vezes que eu realmente ri com o casseta e planeta foi num quadro onde o negão vestido de hittler mandava os judeus pra câmara de jazz - todos eram torturados por virtuosos instrumentistas que tocavam e tocavam e tocavam. engraçado à valer.)
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E-mail que eu mandei pro meu pai na segunda-feira:
----- Original Message -----
From: Mayumi Sato
To: FSATO
Sent: Tuesday, September 19, 2006 12:42 PM
Subject: Questão Relevante
Eu tenho uma amiga.
Essa amiga tem uma tatuagem e também um pai.
A tatuagem, na amiga, sabe que ela tem um pai, mas por outro lado, o pai, não sabe que a amiga tem a tatuagem nela.
Se você fosse o pai, da amiga, o que você acharia dessa história toda?
(adendo: o pai da amiga é pequeno, mas a tatuagem é grande.)
Pois é, o plano consistia em nunca mostra-la a menos que eu realmente tivesse que fazer isso. E eu achei que demoraria.
Mas semana passada ele disse que vai rolar um encontro da família Sato em Apucarana, no sítio de um tio = Sol + Calor + Suor + Piscina.
Achei que seria melhor começar a preparar o terreno.
Continua.
***
Thursday, September 21, 2006
***
Tomando anti-alérgico que dá um sono porrêta. Se eu já tou um zero à esquerda aqui no trampo, com vontade de fazer nada de nada, agora é que eu viro ameba mesmo.
***
Amanhã tem show do Black Alien e tals. Liguei prum amigo que eu não vejo há tempos e eu sei que gosta pra convidar pra balada.
Nos falamos rapidinho porque a ligação tava ruim até o osso e ele sem jeito disse que até vai, mas..., ahm..., veja bem... (todo sem graça), vai levar a namorada.
Êta, achou que eu tava convidando com segundas intenções.
Homem é besta, né?!
(É o Rafa, lembra dele?)
***
Depois do show vai rolar uma festa de gente moderna e chata (publicitários e afins), open bar.
É pra eu me acabar mesmo, tou precisando disso.
Pra não me sentir muito deslocada, já preparei meu visu beáti.
Linda e loira, vou subir no salto 15 e rodar o cabelão.
***
Informações Relevantérrimas:
1) Tou tomando água adoidado. Fazendo xixi na mesma proporção.
2) Ontem fui comprar uma micro-saia pra completar o visu beáti pra festa de amanhã e aproveitei pra experimentar um shortinhos e tudo mais. Gente, as coisas não são mais as mesmas. Tou com umas coxas celulizentas desgramadas. Numa pessoa de peso normal passaria despercebido, mas eu sou um maldito pau de virar tripa com coxas empestiadas de celulite. Tobias que me aguarde, é nóis dando continuidade à caminhada diária.
3) A porta de vidro que quase me tirou a vida foi consertada, voltará pra casa nova em folha ainda hoje. Ótemo, porque eu não aguento mais dormir com vento nas costas.
4) Me sinto uma criança que deseja ficar doente pra poder não ir à escola.
***
Anteontem quando eu voltava pra casa da faculdade um homem vestido socialmente, de camisa, gravata e uma pasta na mão, tirou o bimbo pra fora e continuou andando como se nada tivesse acontecido.
Na rua, ele vinha e eu ia. Percebi que ele tava com a mão lá, mas eu não tava muito interessada no que ele tava fazendo. Quando a gente tava mais ou menos perto dei aquela olhadela de resvalo, rapidinha, sem prestar muita atenção.
E o bimbo tava lá, meia-bomba, todo exposto, passando pelo zíper aberto da calça.
O engraçado é que o cara não tinha lá uma cara de satisfação. Não dava a impressão de tá curtindo aquilo, sentindo prazer ou o que quer que seja. A expressão era mais de: "poutz, escapuliu", porque parecia que ele tava tentando colocar pra dentro e ajeitando, eu sei lá.
Claro que quando eu me dei conta comecei a andar depressa, toda destrambelhada, mas quando olhei pra trás o cara continuava caminhando, com uma pasta na mão e o bimbo exposto na outra.
Gente estranha.
(muitas histórias de bimbos em pouco tempo. há um ar complô no ar.)
(acabo de contar essa história à Mara e a teoria é de que o coitado tava com o bimbo ardendo e no desespero tirou lá mesmo e continuou andando. será?)
***
Tomando anti-alérgico que dá um sono porrêta. Se eu já tou um zero à esquerda aqui no trampo, com vontade de fazer nada de nada, agora é que eu viro ameba mesmo.
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Amanhã tem show do Black Alien e tals. Liguei prum amigo que eu não vejo há tempos e eu sei que gosta pra convidar pra balada.
Nos falamos rapidinho porque a ligação tava ruim até o osso e ele sem jeito disse que até vai, mas..., ahm..., veja bem... (todo sem graça), vai levar a namorada.
Êta, achou que eu tava convidando com segundas intenções.
Homem é besta, né?!
(É o Rafa, lembra dele?)
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Depois do show vai rolar uma festa de gente moderna e chata (publicitários e afins), open bar.
É pra eu me acabar mesmo, tou precisando disso.
Pra não me sentir muito deslocada, já preparei meu visu beáti.
Linda e loira, vou subir no salto 15 e rodar o cabelão.
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Informações Relevantérrimas:
1) Tou tomando água adoidado. Fazendo xixi na mesma proporção.
2) Ontem fui comprar uma micro-saia pra completar o visu beáti pra festa de amanhã e aproveitei pra experimentar um shortinhos e tudo mais. Gente, as coisas não são mais as mesmas. Tou com umas coxas celulizentas desgramadas. Numa pessoa de peso normal passaria despercebido, mas eu sou um maldito pau de virar tripa com coxas empestiadas de celulite. Tobias que me aguarde, é nóis dando continuidade à caminhada diária.
3) A porta de vidro que quase me tirou a vida foi consertada, voltará pra casa nova em folha ainda hoje. Ótemo, porque eu não aguento mais dormir com vento nas costas.
4) Me sinto uma criança que deseja ficar doente pra poder não ir à escola.
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Anteontem quando eu voltava pra casa da faculdade um homem vestido socialmente, de camisa, gravata e uma pasta na mão, tirou o bimbo pra fora e continuou andando como se nada tivesse acontecido.
Na rua, ele vinha e eu ia. Percebi que ele tava com a mão lá, mas eu não tava muito interessada no que ele tava fazendo. Quando a gente tava mais ou menos perto dei aquela olhadela de resvalo, rapidinha, sem prestar muita atenção.
E o bimbo tava lá, meia-bomba, todo exposto, passando pelo zíper aberto da calça.
O engraçado é que o cara não tinha lá uma cara de satisfação. Não dava a impressão de tá curtindo aquilo, sentindo prazer ou o que quer que seja. A expressão era mais de: "poutz, escapuliu", porque parecia que ele tava tentando colocar pra dentro e ajeitando, eu sei lá.
Claro que quando eu me dei conta comecei a andar depressa, toda destrambelhada, mas quando olhei pra trás o cara continuava caminhando, com uma pasta na mão e o bimbo exposto na outra.
Gente estranha.
(muitas histórias de bimbos em pouco tempo. há um ar complô no ar.)
(acabo de contar essa história à Mara e a teoria é de que o coitado tava com o bimbo ardendo e no desespero tirou lá mesmo e continuou andando. será?)
***
Tuesday, September 19, 2006
***
destruidíssima.
uma insônia doida e doída.
não andei com o cão ontem, culpa do professor motorizado novamente, e talvez seja isso. será?
é sempre assim. eu faço cara de quem não tá entendendo a situação e digo que é estranho, porque eu não costumo ter insônia.
mas se eu sempre digo é porque eu sempre tenho, né não?
justifiquei com o anti-alérgico, que entre outras coisas pode causar insônia, segundo a bula.
justifiquei com as preocupações do trampo, dinheiro, casa pra morar.
mas há sempre uma justificativa que vai e a insônia fica. não entendo isso.
ontem tinha justificativa nenhuma. porque eu comi direito, comida não tão leve, mas o que sempre me faz não dormir é fome mesmo. então comi antes de ir pra casa pra não ficar com preguiça na hora de dormir sem conseguir comer ou dormir (taí, fome e preguiça de preparar alguma coisa pra comer também são justificativas). tomei um banho quente pra relaxar. fumei, tomei leitinho, escovei os dentes, assisti televisão. e nada do sono chegar.
(e no final de semana eu nem dormi tanto assim (porque quando eu durmo demais num dia eu durmo depouco no outro - outra, tá percebendo?)).
entrei na internet, papeei no msn, desliguei o computador, coloquei cobertor pro cão, afofei os gatos, fiz xixi, li um pouco na cama, vi um pouquinho de todos os canais da tv a cabo e... nada.
se eu durmi 2h foi muito.
hoje é dia de dor nas costas e mau humor acima da média. novidade nenhuma.
e eu tenho prova de administração.
***
belisco quebrou 17 dos 20 copos que eu tinha em casa antes da sua chegada. praticamente um mestre na arte de quebrar copos.
sábado ganhamos três copos grandes (coloridos e resistentes) da minha mãe e domingo a cliente do belisco foi em casa pegar o trampo pronto e levou um conjunto de copos resistentes também (ela passou em casa na quarta, quis beber água e acabou sabendo da história toda. ficou com dó.).
então a partir de agora se quiserem nos presentear, que venham os pratos ;)
***
vou colocar foto dos gatos. e do belisco talvez. senão vão acabar ficando com ciúmes do cão.
***
destruidíssima.
uma insônia doida e doída.
não andei com o cão ontem, culpa do professor motorizado novamente, e talvez seja isso. será?
é sempre assim. eu faço cara de quem não tá entendendo a situação e digo que é estranho, porque eu não costumo ter insônia.
mas se eu sempre digo é porque eu sempre tenho, né não?
justifiquei com o anti-alérgico, que entre outras coisas pode causar insônia, segundo a bula.
justifiquei com as preocupações do trampo, dinheiro, casa pra morar.
mas há sempre uma justificativa que vai e a insônia fica. não entendo isso.
ontem tinha justificativa nenhuma. porque eu comi direito, comida não tão leve, mas o que sempre me faz não dormir é fome mesmo. então comi antes de ir pra casa pra não ficar com preguiça na hora de dormir sem conseguir comer ou dormir (taí, fome e preguiça de preparar alguma coisa pra comer também são justificativas). tomei um banho quente pra relaxar. fumei, tomei leitinho, escovei os dentes, assisti televisão. e nada do sono chegar.
(e no final de semana eu nem dormi tanto assim (porque quando eu durmo demais num dia eu durmo depouco no outro - outra, tá percebendo?)).
entrei na internet, papeei no msn, desliguei o computador, coloquei cobertor pro cão, afofei os gatos, fiz xixi, li um pouco na cama, vi um pouquinho de todos os canais da tv a cabo e... nada.
se eu durmi 2h foi muito.
hoje é dia de dor nas costas e mau humor acima da média. novidade nenhuma.
e eu tenho prova de administração.
***
belisco quebrou 17 dos 20 copos que eu tinha em casa antes da sua chegada. praticamente um mestre na arte de quebrar copos.
sábado ganhamos três copos grandes (coloridos e resistentes) da minha mãe e domingo a cliente do belisco foi em casa pegar o trampo pronto e levou um conjunto de copos resistentes também (ela passou em casa na quarta, quis beber água e acabou sabendo da história toda. ficou com dó.).
então a partir de agora se quiserem nos presentear, que venham os pratos ;)
***
vou colocar foto dos gatos. e do belisco talvez. senão vão acabar ficando com ciúmes do cão.
***
Monday, September 18, 2006
Friday, September 15, 2006
***
Ontem teve Mamelo Sound System.
Não dei as caras na faculdade por uma boa causa. Além do sonzinho de sempre, rolou uma micro participação do Gustavo Black Alien, que eu adoro.
***
Desgosto parte I.
Lembra do Dickens que eu achei no sebo? Aquele da edição caprichada?
Pois é, o cão comeu.
***
Desgosto parte II.
Dj Shadow não toca em São Paulo.
Beastie Boys não toca em São Paulo.
Tocam no Rio e em Curitiba. Domingo e Terça, respectivamente.
***
Hoje é sexta-feira e eu não tenho aula. Jäzzus, como eu precisava disso.
***
Queria ter uma boa história pra contar. Mas fora o de sempre, há nada.
***
Meu professor confunde Bukowski com Dostoiévski, faz comentários esdrúxulos a respeito de livros que não leu e filmes que não viu (sim, eu perguntei e ele pelo menos respondeu com sinceridade) e gasta boa parte do tempo paparicando as cocótas peitudas da sala.
Alguém, por gentileza, me dê uma razão pra que eu vá às aulas de sociologia.
***
Recebi um santinho da Havanir entregue pela própria, contei?
Pois bem, ontem o Tobias e eu fomos perseguidos por um carro de som (acho que era um gol antiguinho) com um boneco de Olinda gigantesco da candidata , que gritava sem parar: "Meu Nome É Havanir, Meu Nome É Havanir, Meu Nome É Havanir".
Jäzzus, que tortura. E quando eu digo que fomos perseguidos, não é brincadeira. Estávamos indo em direção à pracinha, quando eu vi que aquele carro de som ia pela mesma rua viramos na primeira equina, ele fez o mesmo. Achei que virar a esquina seguinte nos tiraria do caminho daquele monstro. Ledo engano, a Havanir foi atrás. Foi só quando eu vi que o cão estava tremento de medo e começamos a correr que conseguimos despista-la.
Será Havanir o Mestre dos Magos?
***
calor. muito. calor.
***
Ontem teve Mamelo Sound System.
Não dei as caras na faculdade por uma boa causa. Além do sonzinho de sempre, rolou uma micro participação do Gustavo Black Alien, que eu adoro.
***
Desgosto parte I.
Lembra do Dickens que eu achei no sebo? Aquele da edição caprichada?
Pois é, o cão comeu.
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Desgosto parte II.
Dj Shadow não toca em São Paulo.
Beastie Boys não toca em São Paulo.
Tocam no Rio e em Curitiba. Domingo e Terça, respectivamente.
***
Hoje é sexta-feira e eu não tenho aula. Jäzzus, como eu precisava disso.
***
Queria ter uma boa história pra contar. Mas fora o de sempre, há nada.
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Meu professor confunde Bukowski com Dostoiévski, faz comentários esdrúxulos a respeito de livros que não leu e filmes que não viu (sim, eu perguntei e ele pelo menos respondeu com sinceridade) e gasta boa parte do tempo paparicando as cocótas peitudas da sala.
Alguém, por gentileza, me dê uma razão pra que eu vá às aulas de sociologia.
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Recebi um santinho da Havanir entregue pela própria, contei?
Pois bem, ontem o Tobias e eu fomos perseguidos por um carro de som (acho que era um gol antiguinho) com um boneco de Olinda gigantesco da candidata , que gritava sem parar: "Meu Nome É Havanir, Meu Nome É Havanir, Meu Nome É Havanir".
Jäzzus, que tortura. E quando eu digo que fomos perseguidos, não é brincadeira. Estávamos indo em direção à pracinha, quando eu vi que aquele carro de som ia pela mesma rua viramos na primeira equina, ele fez o mesmo. Achei que virar a esquina seguinte nos tiraria do caminho daquele monstro. Ledo engano, a Havanir foi atrás. Foi só quando eu vi que o cão estava tremento de medo e começamos a correr que conseguimos despista-la.
Será Havanir o Mestre dos Magos?
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calor. muito. calor.
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Thursday, September 14, 2006
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professores deviam ser proibidos de comprar carros, motos e afins.
transporte público pra eles. gratuito, pode ser, com ar condicionado e lanchinho até.
não há nada mais cruel do que o professor começar a fazer chamada as 23h (e claro que ele começa pelo outro curso que não o meu).
aí a gente sai da sala, desce as escadas, ouve os grilos lá fora, caminha até o metrô e o professor passa, de carro. e ainda dá uma buzinadinha, o desgraçado. pode?
e a gente mata um e ninguém entende.
***
muro de lamentações:
07h as 19h30m - trampo. seja indo, vindo, ou no próprio.
19h30m as 23h - faculdade. lá dentro, fritando.
aí eu lembro que tenho dois gatos, um cão, um belisco, uma casa e um corpinho.
sobra algum tempo pra cuidar de tudo isso, não sobra?
23h30m as 07h - limpa a areia dos gatos e a zona do cão,, varre a casa (porque morar no centro é uó de pó), conversa com o belisco, passeia com o cachorro, vai ao mercado 24horas, lava roupa, estende roupa, dá um tapa no banheiro, toma banho, seca o cabelo, coloca a comida congelada recém comprada no microondas, come, trepa e dorme. dorme? quando dorme? dorme quanto? quanto???
veja bem, não tou reclamando. tou feliz da vida com tudo (mesmo porque quando eu digo que faço isso ou aquilo na casa, tou fazendo com o belisco ajudando - ou tentando ajudar, ou aprendendo ajudar - o que torna tudo mais divertido), mas... eu preciso dormir mais.
porque eu passo protetor solar todos os dias. e pôxa vida, essa é a primeira regra pra se manter jovem e radiante por mais tempo, né não? aquele diaxo de propaganda que eu assisti pelo menos uma vez por mês quando cursei o diaxo da publicidade não me deixa mentir. mas... passar protetor solar, caminhar pelo menos 1 hora por dia, se alimentar bem na medida do possível, fumar menos, trepar, escovar os dentes...adianta nada fazer tudo isso se eu não durmo.
tá, quase não durmo. e acumulo o sono não dormido. e até tento repor no final de semana, mas francamente, eu tenho coisas mais importantes pra fazer no final de semana que durante a semana é claro que eu não tenho tempo.
e eu chego no trabalho, quinta-feira pessadíssima, querendo que todo mundo morra.
nada mais natural, não é?
cansada pra burro, com a menor vontade de estar aqui, pensando nas milhares de coisas mais importantes que eu podia tá fazendo, lembrando que quando eu cheguei o sol nem raiava e quando eu for embora ele já vai começar a se esconder, e pôxa, as pessoas ainda querem que eu seja produtiva, pró-ativa, sociável, maleável e o caralho a quatro?
digo isso com a maior tranquilidade do mundo: morram, por favor todos vocês, morram.
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se eu tivesse estômago, venderia o corpinho. fácil.
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professores deviam ser proibidos de comprar carros, motos e afins.
transporte público pra eles. gratuito, pode ser, com ar condicionado e lanchinho até.
não há nada mais cruel do que o professor começar a fazer chamada as 23h (e claro que ele começa pelo outro curso que não o meu).
aí a gente sai da sala, desce as escadas, ouve os grilos lá fora, caminha até o metrô e o professor passa, de carro. e ainda dá uma buzinadinha, o desgraçado. pode?
e a gente mata um e ninguém entende.
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muro de lamentações:
07h as 19h30m - trampo. seja indo, vindo, ou no próprio.
19h30m as 23h - faculdade. lá dentro, fritando.
aí eu lembro que tenho dois gatos, um cão, um belisco, uma casa e um corpinho.
sobra algum tempo pra cuidar de tudo isso, não sobra?
23h30m as 07h - limpa a areia dos gatos e a zona do cão,, varre a casa (porque morar no centro é uó de pó), conversa com o belisco, passeia com o cachorro, vai ao mercado 24horas, lava roupa, estende roupa, dá um tapa no banheiro, toma banho, seca o cabelo, coloca a comida congelada recém comprada no microondas, come, trepa e dorme. dorme? quando dorme? dorme quanto? quanto???
veja bem, não tou reclamando. tou feliz da vida com tudo (mesmo porque quando eu digo que faço isso ou aquilo na casa, tou fazendo com o belisco ajudando - ou tentando ajudar, ou aprendendo ajudar - o que torna tudo mais divertido), mas... eu preciso dormir mais.
porque eu passo protetor solar todos os dias. e pôxa vida, essa é a primeira regra pra se manter jovem e radiante por mais tempo, né não? aquele diaxo de propaganda que eu assisti pelo menos uma vez por mês quando cursei o diaxo da publicidade não me deixa mentir. mas... passar protetor solar, caminhar pelo menos 1 hora por dia, se alimentar bem na medida do possível, fumar menos, trepar, escovar os dentes...adianta nada fazer tudo isso se eu não durmo.
tá, quase não durmo. e acumulo o sono não dormido. e até tento repor no final de semana, mas francamente, eu tenho coisas mais importantes pra fazer no final de semana que durante a semana é claro que eu não tenho tempo.
e eu chego no trabalho, quinta-feira pessadíssima, querendo que todo mundo morra.
nada mais natural, não é?
cansada pra burro, com a menor vontade de estar aqui, pensando nas milhares de coisas mais importantes que eu podia tá fazendo, lembrando que quando eu cheguei o sol nem raiava e quando eu for embora ele já vai começar a se esconder, e pôxa, as pessoas ainda querem que eu seja produtiva, pró-ativa, sociável, maleável e o caralho a quatro?
digo isso com a maior tranquilidade do mundo: morram, por favor todos vocês, morram.
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se eu tivesse estômago, venderia o corpinho. fácil.
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